Arte que soma #EscadãoCultural

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Domingo, 21 de abril de 2013. Acordo ansioso pelo dia que começa lindo desde o princípio com raios de sol anunciando um típico dia de outono. Tomo meu café no ritmo que a preguiça dita e fico a contemplar a paisagem urbana, misto de concreto e asfalto com alguns resquícios remanescentes da flora e fauna natural. De alguma forma que não sei bem como definir, tudo parecia saltar ao meus olhos por conta daquele brilho intenso que iluminava toda cidade.

Era dia de fazer algo que não tenho muito costume de fazer: sair do centro rumo à periferia de São Paulo e descobrir uma paisagem rica em cultura, arte e principalmente de solidariedade. Fui convidado por novos amigos que conheci recentemente, alguns pessoalmente, outros virtualmente, envolvidos com projetos culturais, mais especificamente com graffiti.

O evento foi o Escadão Cultural no bairro Jardim Ibirapuera na zona sul de São Paulo. Pensando num evento que reunisse graffiti, música, rap, poesia, cinema e brincadeiras, artistas e educadores que trabalham no bairro aproveitaram o espaço quase abandonado do escadão, por onde passam muitas pessoas do bairro, para a realização do evento que começou um dia antes com um mutirão de pintura dos muros, deixando tudo pronto para que no domingo grafiteiros da comunidade e de outras partes da cidade pudessem fazer suas obras de arte.

O SOUL ART também esteve lá e pretende voltar nas próximas edições do evento.

Confiram um pouco do que rolou nesse dia de muita arte, grafitagem e camaradagem!

Antropólogo batuqueiro formado em Ciências Sociais e curador de bandas e músicos independentes no selo Presana Music. Em momentos de surtos criativos compõe gambiarras sonoras, como uma peça dadaísta tocada numa privada intitulada No Banheiro. Se enxerga arquetipicamente como um andarilho ou um peregrino com sua trupe de amigos levando arte e alegria por onde passam.

1 Comentário para "Arte que soma #EscadãoCultural"

  1. Que da hora saber que o Graffiti, a ação social e distrital faz a diferença, nos faz mover e se movimentar aos extremos por esta cidade que é: gigante e desgarrada.
    Contato de redes, de ações, de projetos e principalmente de diálogos entre moradores e articuladores culturais fazem muito a diferença.
    Da hora e que possamos somar forças e ações, hoje e sempre!!!

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