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A exposição individual Ciclo, primeira de Monica Piloni na Zipper Galeria, se situa em algum ponto entre o corpo e o objeto, a escultura e a instalação, o erotismo e o bizarro.

A mostra reúne novos trabalhos de Monica Piloni que distorcem o corpo humano com desmembramentos, omissões ou multiplicação de elementos, gerando formas não naturais, frequentemente incômodas.

A mostra expressa as permanências e as transformações em curso no trabalho desta artista que tem na representação do corpo o seu ponto de partida. Uma das obras, em especial, representa estes dois estágios: em “Gangorra”, a maior na exposição, duas figuras humanas se debruçam em cada uma das pontas de uma mesa, que, num ciclo incessante, oscila como uma gangorra. A inserção de objetos cênicos – como um espelho, um livro que se torna um biombo e mobiliários invisíveis – e a concepção instalativa indicam a transição por que o trabalho dela passa.

No campo das permanências, Monica Piloni mantém o processo de ser o modelo vivo em seu trabalho. A partir de moldes produzidos no próprio corpo da artista, a anatomia original é modificada. Resulta, muitas vezes, que aquelas figuras passem a não ser mais identificados como corpos, mas como objetos, por veze seres misteriosos e desconhecidos. “O dado do irreconhecível é algo que me move. Investigo se há um prazer por trás do medo. Meu trabalho depende da reação do público. Eu preciso desta resposta, deste espelho”, ela afirma.

A exposição Ciclo inaugura no dia 11 de maio, às 12h, e fica em cartaz até 08 de junho.

Zipper Galeria
Endereço: Rua Estados Unidos, 1494 – Jardim America – São Paulo
Contato: (11) 4306-4306

Sobre a artista

Em esculturas, objetos e fotografias, Monica Piloni (Curitiba, Brasil, 1978) distorce o corpo humano com desmembramento, omissão ou multiplicação de elementos, que geram uma forma perturbadora e não natural, muitas vezes mórbida. Seu trabalho, ao mesmo tempo, questiona a sexualização da figura feminina e instiga sensualidade, por meio de corpos nus distorcidos que repelem e atraem. Entre suas exposições individuais, destacam-se Monica…, Epicentro, São Paulo, em 2017, e a intervenção urbana Ilegais, na Rua da Aurora, em Recife, em 2014. Participou de mostras coletivas como Demasiado Pasolini, Biblioteca Mário de Andrade (2015); TRIO Bienal, MNBA, Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro (2015); Nova escultura brasileira, Caixa Cultural, Rio de Janeiro (2011), O Colecionador de Sonhos Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto (2011), entre outras. Seu trabalho figura em importantes coleções brasileiras, como Inhotim, MAC Niterói e Instituto Figueiredo Ferraz.

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