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O país passou por diversas provações econômicas e políticas ao longo do século XX, tendo inclusive sendo invadido e explorado ao máximo, com o acréscimo de governos ditatoriais que querem cortar a cultura pela raíz.

Não, não estamos falando do Brasil, mas sim da Coreia do Sul e sua produção cinematográfica mais do que exemplar, digna de aplausos.

“Parasita”, 2019 – Bong Joon-ho | FOTO: REPRODUÇÃO

Desde que seu cinema foi extinto, na década de 30, a Coreia passou por outros maus bocados até chegar ao reconhecimento máximo diante de todo o mundo, na cerimônia do Oscar 2020. Mas, de lá para cá, muito sal foi comido em conjunto, suportando provações cruéis que se traduzem em um complexo jogo político pelo qual o país passou por todo o século passado.

Para tanto, é curioso comparar a indústria cinematográfica sul-coreana à brasileira, pois ambas vivenciaram situações parecidas, resultando em um momento um tanto quanto atrasado do Brasil ao final da comparação, pois o que se produz hoje no país asiático é mais visto por lá do que produções internacionais, sendo muito diferente do lado de cá. E eles, dessa forma, se tornam exceções.

“Parasita”, 2019 – Bong Joon-ho | FOTO: REPRODUÇÃO

Apesar do sucesso interno do cinema sul-coreano, demorou para o restante do mundo o reconhecer. Isso porque sua produção andou a passos quase inexistentes dos anos 30 aos 80. Um longo período que envolveu as invasões japonesas durante a Segunda Guerra Mundial, a guerra entre as Coreias e, veja só, um governo ditatorial a partir dos anos 60, culminando na quase inexistente cultura de se fazer filmes, pois isso poderia ir contra o que o governo acreditava e pregava.

Até que, na década de 80, o país passou a produzir de forma independente suas obras, ganhando espaço de forma lenta, mas contínua. Talvez mérito da reconhecida perseverança dos sul-coreanos, que se transformaram em uma potência política, econômica e cultural. Que diferença!

CINEMA SUL-COREANO: QUALIDADE TÉCNICA E NARRATIVA

Eles produzem de todos os gêneros e se transformam em sucesso por lá. Por isso, sinceramente, não é obrigatório que o restante do mundo o conheça, tendo em vista que seus compatriotas o assistem e admiram. Mas, já que chegamos ao Oscar, vale falar que esse caminho vem sendo construído há alguns anos.

Afinal, “Oldboy” se tornou fenômeno pela espantosa criatividade de seu roteiro, alçando Chan-wook Park ao reconhecimento mundial – que se repetiu com “A Criada”. Por sua vez, “Mother” também fez fama em festivais de todo o mundo e apresentou mais um promissor diretor coreano:  Bong Joon-ho. Aliás, são diversos nomes que soam diferentes a nós, ocidentais, e que consequentemente nos fazem esquecer de quaisquer limitações de linguagem e de cultura. Por isso, nomes como os citados se transformam em “diretor de cinema”. Ponto. E eles nos passam mensagens universais, como um bom filme o sabe fazer.

“Okja”, 2017 – Bong Joon-ho | FOTO REPRODUÇÃO

ÓSCAR: O DISPARATE SUL-COREANO

Recentemente, então, o cinema sul-coreano foi celebrado no palco mais popular das premiações de cinema, o Oscar. Com “Parasita”, Bong Joon-ho mostrou ser tão versátil quanto talentoso, pois também é responsável por obras como “O Expresso do Amanhã” e “Okja”, ou seja, se você não sabia quem ele era até o Oscar, agora tem certeza de que pelo menos um filme dele você viu. Portanto, a celebração de seu talento não é nenhuma surpresa após uma breve pesquisa de seu nome. E celebrar um diretor asiático em uma premiação norte-americana é símbolo de que há diversidade eficaz na indústria do cinema.

Mas, para quem assistiu à cerimônia do Oscar e viu Bong Joon-ho levar o prêmio de Roteiro Original e Filme Internacional, deve ter ficado embasbacado com a vitória de Filme. Ele bateu outras oito produções tipicamente norte-americanas, cada uma com suas respectivas qualidades, e se tornou responsável pelo feito de fazer um filme em outro idioma levar o principal prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, em seus 92 anos de história. Pouca coisa? Não.

“Parasita” já havia se destacado em Cannes, em 2019, levando o principal prêmio. Mas a diferença de Cannes e do Oscar é gigantesca e, infelizmente, um dos aspectos é a popularidade. Cannes é o maior festival de cinema do mundo e, ainda assim, não está na boca do povo. Talvez porque não se importe tanto com o marketing para isso, ou talvez porque sua seleção costume ser menos ortodoxa do que a do Oscar. O que importa é que é um festival fundamental para a indústria do cinema mundial, muito mais abrangente do que seu colega de Hollywood.

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“O expresso do amanhã”, 2013 – Bong Joon-ho | FOTO: REPRODUÇÃO

Porém, o Oscar tem 92 anos de publicidade. Já celebrou grandes celebridades do cinema norte-americano e, vez ou outra, europeu. Já se envolveu em polêmicas o suficiente para ter um ou dois fatos na memória de grande parte das pessoas que apenas curtem cinema. Dos cinéfilos, então, provavelmente rende artigos e mais artigos. Por isso, a importância de “Parasita” fechar o ciclo perfeito de Cannes até o Oscar mostra o poder de um filme que fala da luta de classes com tanta sabedoria quanto simplicidade e elegância. E este é apenas um dos méritos do filme.

Além disso, ganhar o Oscar de Melhor Filme é um feito que, com certeza, abrirá precedentes na indústria cinematográfica, pois, mesmo que Alfonso Cuarón, Alejandro González Iñarritu e Guilhermo Del Toro tenham ganhado o prêmio na categoria de direção, algo que Bong Joon-ho também conquistou, o filme estrangeiro nunca foi apontado como o melhor para os votantes de lá. O resultado, então, é que a Coreia do Sul entrou no panteão de grande potência cinematográfica tendo o Oscar 2020 como um de seus holofotes: a popularidade da premiação fará com que muita gente passe a assistir aos filmes sul-coreanos. E tailandeses, chineses, japoneses, filipinos, mongolianos e por aí vai.

“Parasita” tem o potencial de abrir os olhos do mundo diante do cinema asiático, tornando todo o processo de se assistir a um filme algo mais diversificado. Para os mais conservadores, isso com certeza é um disparate, pois não conta com nomes “celebráveis” para nós, ocidentais acostumados a Johns e Marys. Chegou a hora de treinar outro sotaque que não seja o inglês. “I chaeg-eun chaegsang wieissda”, ou “The book is on the table”.

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