fbpx

“Eu não fotografo a vida como ela é, mas a vida como eu gostaria que ela fosse.”

Assim pensava Robert Doisneau, fotógrafo francês nascido em 14 de Abril de 1912 e que retratou a vida cotidiana francesa em diversos momentos durante o século passado, sempre optando pelo olhar descontraído, cheio de energia, numa troca respeitosa entre o fotógrafo e o registrado. O lugar preferido de Doisneau era a rua, onde encontrava inesperadamente muitas situações que se revelaram diante de sua câmera.

A vida de Doisneau pode ser divida em antes da Segunda Guerra, quando trabalhou como fotógrafo publicitário e quando fez também suas primeiras fotos nas ruas, mas que pela convocação para a guerra teve que interromper. A segunda parte foi no pós-guerra, quando conseguiu iniciar seu trabalho como freelancer e pela agência RAPHO a qual trabalhou com ele o resto da vida. Doisneau vendeu suas fotos para as principais revistas do mundo, tornando-se conhecido e inspirando muitos jovens fotógrafos até a sua morte em 1 de Abril de 1994.

As fotos de Doisneau contam histórias da cultura francesa e por isso mesmo carregam suas características. Crianças brincando, casais se beijando, jovens esperançosos em novos tempos num país saído de uma guerra, as belas praças parisienses, escolas, bares e cafés sob a luz diurna, todo um movimento que faz muitas vezes sorrir ao olhar suas fotos, momentos que realmente parecem surgir para que Doisneau fotografasse a vida como ele gostaria que fosse, eis aí a personalidade do artista.

No Rio de Janeiro acontecerá de 8 de Abril até 17 de Junho no Centro Cultural da Justiça Federal no Rio de Janeiro a mostra Simplesmente Doisneau com 152 imagens e um documentário em comemoração ao seu centenário de nascimento.

Há alguns sites na internet que mostram e contam a sua vida, mas esse parece ser o melhor:

www.robert-doisneau.com/fr/

Quer receber nosso conteúdo?
Receba a nossa newsletter

Receba todas as atualizações da SOUL ART!