Enquanto desenhava uma mariposa, simplesmente sentado em sua cama, Wladimir Inostroza notou que o inseto parecia sair do papel. Ainda um adolescente de 15 anos, decidiu, a partir de então, levar a sério o seu dom de desenhar.

Hoje, aos 21 anos, Fredo – como é conhecido – tem um amplo portfólio de ilustrações tridimensionais que iludem o cérebro e surpreendem os olhos. Autodidata, o rapaz aperfeiçoou suas técnicas e as apresentou ao mundo por meio da Internet.

Chileno, nascido na capital Santiago, ele vem buscando espaço também fora do mundo virtual, levando suas ilustrações às ruas.

 

Confira um pouco a ideia desse artista:

Como foi o seu primeiro contato com o mundo das artes?
Desde pequeno, pelo que me lembro. Acredito que todas as crianças estão constantemente criando, em seus jogos, em sua forma de falar, etc. Depois, quando crescem, isso se perde um pouco, mas se pode manter.

Quais são as suas principais influências e como você as aplica aos seus desenhos?
Falando em técnica, tenho influencia por artistas como Kurt Wenner e MC Escher. Principalmente jogos de perspectiva, ilusão de ótica, anamorfose. Isso mesclando com o Neo-Surrealismo introspectivo, às vezes com conceitos sociais. No entanto, não gosto de classificar a criatividade em estilos. Que seja o que as pessoas querem ver e recebam dessa criação.

Como é levar sua arte às ruas de Santiago? Há incentivos?
No momento, eu fiz algumas intervenções com giz na Praça de Armas de Santiago, mas nada permanente, duradoura ou que seja vista por milhares de pessoas diariamente. Eu acho que seria um grande projeto. Só faltam as permissões e pinturas.

Na sua visão, quais são as principais dificuldades para um artista em nosso continente?
Na América do Sul é difícil viver de arte porque as pessoas têm outras prioridades. Estas prioridades são baseadas praticamente em sobrevivência. No entanto, nos Estados Unidos ou na Europa há um excedente de salários que permite às pessoas investirem em arte, ou mais que investirem, as permite apoiar.
Eu acho que a superexploração de qualquer artista no aspecto monetário lhe faz muito mal. Dinheiro sempre tem que estar abaixo do próprio conceito e do significado que quer dar ao seu trabalho.

Você já expôs seus desenhos em outros países? 
Expus em Paris quando tinha 15 anos. Morei um ano lá, e naquela época a minha professora de Artes ficou muito empolgada com meus desenhos e organizou uma exposição. Foi minha primeira experiência.

Quais são os seus planos para o seu trabalho?
Atualmente, meu plano é seguir criando, nada mais. Descobrir novas coisas e ter algo a dizer. E ajudar, se possível, através dos meus desenhos.

Para você, o que é a arte ?

Agora é muita coisa, mas poderei dizer que sou um artista ou que faço arte quando for muito velho ou quando estiver em meus últimos momentos. Agora, a considero uma descoberta constante. Não gosto de me considerar um artista ou que as pessoas se autodenominem assim. É uma palavra muito complicada e simples ao mesmo tempo.

Para conferir mais trabalhos desse cara, acesse o site Fredosis.com ou pelo Facebook Fredo Art.

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