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Dentre os cantores e compositores da MPB que fizeram parte do movimento tropicalista, Jorge Mautner é uma figura marginal que influenciou toda uma geração de artistas desde Caetano Veloso, Gilberto Gil à Chico Science e mais recentemente a nova safra de músicos no cenário carioca, como é o caso da Orquestra Imperial, tanto pela sua trajetória de vida como pela sua obra como músico e pensador do Brasil.

Violinista, cantor, compositor e poeta, Mautner vem à luz com a estreia do filme  baseado no seu livro homônimo “Jorge Mautner – O Filho do Holocausto” dirigido por Pedro Bial e Heitor D’Alincourt, um relato regado à muita musica que traz à tona a trajetória deste artista repleto de incompreensões ao longo de sua vida.

Em cartaz desde o início de fevereiro no Espaço Itaú de Cinema, o documentário autobiográfico é ambientado dentro de um estúdio intercalando trechos de entrevistas e relatos de músicos, amigos e familiares com imagens e gravações de arquivos. Acompanho por músicos de primeiríssima como Nelson Jacobina e Pedro Sá nas guitarras, Kassin no baixo, Berna Ceppas nos teclados e Domênico Lancelotti na bateria, a narrativa segue o fluxo de memórias de Mautner que teve seus pais exilados da Europa durante a Segunda Guerra Mundial.

Filho de um judeu austríaco e de uma católica iugoslava, Mautner quase nasceu no barco que trouxe sua família da Europa Oriental, ocupada pelo governo nazista no início da década de 1940, para o Rio de Janeiro.  Aos oito anos, quando seus pais se separaram, ele se mudou para São Paulo, onde escreveu, aos 15 anos, seu primeiro e premiado livro, “Deus da Chuva e da Morte”. Da prisão por comportamento subversivo em São Paulo até o exílio em Londres, onde conheceu Caetano Veloso e Gilberto Gil, a vida do compositor é contada por trechos da obra e declarações de quem esteve presente em momentos fundamentais de sua história.

Sem sombra de dúvida a contribuição de Jorge Mautner para a nossa cultura é algo a ser conhecido pelas gerações futuras tanto de músicos como de pesquisadores que pensem o Brasil de forma plural e sincrética.  Como bem disse Caetano Veloso sobre esse grande feito para o cinema nacional:

Jorge Mautner – O Filho do Holocausto conseguiu me mostrar um Mautner mais nítido do que aquele que conheço na intimidade. Isso por causa da concentração na luz sobre os rostos, nos sons dos músicos, na espera da palavra esclarecedora dos convidados. É um retrato em cores intensas de uma personalidade genial e enigmática. Feito com muita honestidade e inteligência. Tem a força de um grande filme. E desvela Mautner até o ponto de criar um personagem sólido. O que é simplesmente belo. Terminando por dizer, com sua beleza, o que o retratado afirma sobre as possibilidades do Brasil”.

E como não poderia ser diferente, separamos uma playlist pra todo mundo curtir e divulgar esse grande achado quase perdido da nossa música brasileira que é Jorge Mautner!

Essa publicação foi realizada a partir de conteúdo do site do Canal Brasil.

Para mais informações acessem: http://canalbrasil.globo.com/programas/o-filho-do-holocausto/index.html

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