Rick Genest – Zombie Boy

Ao contrário do que muitos pensam sobre moda, a inspiração por trás dos grandes ícones e tendências surgiu longe da reverência ao glamour, status e do consumismo entediante, alimentado por muitos profissionais nesse mercado.

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A ditadura do “do’s & don’ts” (faça-não-faça), hoje tão presente no universo fashion, não combina nem um puco com o mar de personalidade expresso em muitos editoriais e conceitos no estilismo das passarelas. Ouso até dizer que muitos são completamente contrários a esse mercado perfeccionista, superficial e cansativo.

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Moda não é descobrir a cor exata do esmalte da fulaninha na novela, ou a marca do sapato que ela usa. Moda significa romper armaduras estéticas para desvendar ou expor os mistérios por trás da composição de uma personalidade. Exatamente por isso, Rick Genest (Zombie Boy) é um expoente referência para os profissionais do meio que ainda sabem o que estão fazendo. Esbanjando atitude, Rick é o queridinho de importantes ícones no mundo artístico.

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Lady Gaga, a diva do pop contemporâneo, por exemplo, nunca escondeu a admiração por Rick. Quando perguntaram a ela o que tinha de tão interessante no fato de ele parecer um zumbi, ela disse: “O Rick ser dessa forma é como dizer: ‘não vou deixar que a sociedade e críticos definam a minha beleza. Sou eu quem digo no que acredito e por que acredito. Sou eu quem digo o que é bonito ou não em relação a mim. Toda pessoa define sua própria beleza, por si’. E é isso o que ele representa. Ele se define de forma artística para a sociedade, dizendo o que é ou não viável”.

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Voltando ao raciocínio fashion “desvendar mistérios”, descobrimos algumas entrevistas de Rick, nas quais ele compartilha, em depoimentos, um pouco de sua história e algumas de suas ideias. A mais interessante foi encontrada na revista digital The Avant/Garde Diaries.

A energia e a composição visual de Rick nas fotos e filmagens é impressionante. Sua própria existência é uma bela obra de arte. Assim como sua imagem, a autenticidade de suas palavras produz um rico composto espiritual.

“Antes de eu ter qualquer tatuagem, eu tive problemas de saúde. Descobri um tumor no cérebro. Foi dito para mim que eu não teria muitas chances de sobreviver à operação. A operação seria feita através do céu da boca, e apesar dos avanços da tecnologia, eu ainda correria risco. Eu estava na lista de espera, então tive seis meses de vida para pensar sobre a morte. Depois disso tudo, eu me senti como se tivesse sido alertado a abraçar a vida. Viver dia após dia, porque eu pude enxergar o quão frágil é a vida. Eu deixei minha casa, saí para caminhar, descobrir. Eu já era muito ligado ao estilo Punk Rock de levar a vida. Matava aulas para ficar de bobeira no centro com meus amigos e coisas assim. Meu único interesse era ser livre. Era viver no centro de Montreal com meus pensamentos, debaixo de pontes, de bobeira. Daí eu abracei a ideia de que tudo que é diferente ajuda as pessoas. Mantém a mente das pessoas aberta. De tudo que eu consigo lembrar, lembro que quando mais novo eu era muito ligado a música, filmes, artes e a qualquer coisa que fosse feita com amor, ação ou impacto. Tinha que ser convincente. Eu era muito fã de Shows de Aberrações, coisas extremas. Minha tatuagem é permanente, então assumo que foi essa minha decisão de vida. Sei que serei sempre quem eu sou, e que isso nunca vai mudar. Sei que farei sempre o que eu faço, e não importa se vai ser em um catálogo, em uma passarela ou em um tablado. Em qualquer lugar que eu pense em ir, serei um artista. Irei com o meu personagem, e de nenhuma outra forma.”

“A beleza está no interior, ela muda de pessoa para pessoa. Toda pessoa tem a própria opinião, próprias idéias sobre o que é bonito. Isso tem que partir do interior, ser pessoal. Se você for verdadeiramente autêntico, considerarei isso como a sua beleza. Tatuagem é uma forma de se expressar. Assim como a música, pintura, ou qualquer forma de arte”.

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“A criatividade vem da alma, é o que mantém você vivo, é o que te faz ser humano. Faz você produzir e olhar para frente. Faz você buscar novos projetos sempre ao invés de guiar-se por emoções e seguir os projetos dos outros. É simplesmente incrível ser ativo, de forma geral. Ter próprias ambições”.

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Talvez a moda seja muito mais, não é?

Mais um pensamento utópico espalhado no mundo. É do tipo escancarado coração em poesia. Ativista do amor, encontrou na arte e meditação a salvação do mundo através da alma. Ela tenta ilustrações, palavras e algumas cores pra expressar “a angústia" de Fernando Pessoa. Damaris, assim como você, pode ter nascido como resposta à "dor de perceber", de Elis Regina e mudar enfim a cena. Amante da psicologia, veio através da criatividade e espírito de união, somar coisas boas ao mundo. Só as que vêm do coração.

3 Comentários para "Rick Genest – Zombie Boy"

  1. “A criatividade vem da alma, é o que mantém você vivo, é o que te faz ser humano. Faz você produzir e olhar para frente. Faz você buscar novos projetos sempre ao invés de guiar-se por emoções e seguir os projetos dos outros. É simplesmente incrível ser ativo, de forma geral. Ter próprias ambições”.

    Sensacional, belo post. Não conhecia a história desse cara!

  2. Bem bacana, né? Gosto bastante também da parte que ele diz “… Eu abracei a ideia de que tudo que é diferente ajuda as pessoas. Mantém a mente das pessoas aberta.” O diferente faz pensar…

  3. Zombie Boy, esse cara é muito legal, curto o estilo dele, mas não faria tantas tatoos assim, kkkkk, pra ele deu certo mas infelizmente a muito preconceito 🙁
    e eu sei que é chato, mas eu tambem tenho um blog sobre moda e cultura alternativa, esse é o link:http://thealternativos.blogspot.com.br/
    é um blog para quem curte sobre esse assunto…
    obrigado pelo espaço 🙂

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