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Parece que foi ontem. No dia 07 de abril rolou o VII Dia Mundial do Graffiti no Bixiga, um evento a céu aberto que reuniu músicos, grafiteiros, artistas, produtores e gente que curte muito tudo isso. Você não estava lá? Não se preocupe, a SOUL ART estava e para sua alegria registramos os melhores momentos desta grande festa! Confira o vídeo:

O dia começou cedo pra quem estava na organização do evento e teve que montar o magnífico palco que ocupou a esquina da Rua 13 de Maio com a Santo Antônio, em meio aos bares e botecos. Apesar da chuva do meio dia que caiu de repente, não houve motivos para que as ruas deixassem de ser ocupadas com a arte, música e grafite.

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Grafiteiros de diferentes vertentes e estilos se aconchegaram pela Rua 13 de Maio, cada um com seu mini-ateliê improvisado nas calçadas, e deixaram as ideias fluírem por meio dos sprays, tintas e stencils. Livres para comporem suas obras de arte, que despertavam a curiosidade de quem ali passava. Alguns escalavam paredes, como no caso do complexo cultural que abriga o Estúdio Traquitana, DGT Filmes e a Livraria Suburbano Convicto, que foi totalmente pintado por grafiteiros com auxílio de técnicas de rapel.

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Durante a tarde toda, entre uma atração e outra, o som das pick-ups do Veneno SoundSystem e do DJ MZK seguia uma vibe dançante e relaxante com muito reggeae, dub, funk e afrobeat, embalando o trabalho dos grafiteiros e deixando o clima de festa na rua cada vez melhor.

Abrindo as atrações musicais da tarde, o grupo Capoeiras da Bela Vista trouxe toda a diversidade da capoeira angolana e rural pela mão do mestre Ananias, pioneiro e referência da capoeira importada da Bahia para São Paulo, que comandou a roda de capoeira ao ritmo dos tambores e do berimbau.

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Seguindo com muito samba no pé, o grupo Samba Garoa do Recôncavo, também liderado pelo mestre Ananias, agitou com a umbigada e o samba de roda, originado no recôncavo baiano, e que traz a viola-machete como instrumento central, buscando a preservação da tradição do samba chula, uma levada percussiva no violão muito utilizada pelo nosso querido Gilberto Gil, especialmente na música Expresso 2222.

O samba tomou conta de uma vez por todas com a chegada da Vai-Vai Mirim, que desceu a Rua 13 de Maio num lindo cortejo em alto e bom som com a sua bateria cheia de ginga, seguida pelas simpáticas dançarinas vestidas com roupas típicas baianas.

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A tarde no Bixiga também foi de literatura e cultura para quem passou na Livraria Suburbano Convicto, e conferiu o sarau que rolou em meio aos livros, discos, roupas e acessórios que trazem o melhor da literatura marginal e da cultura hip-hop produzida na capital e em todo o Brasil.

Ao cair da noite, o movimento da rua foi aumentando e as pessoas se apertando para assistir a banda Aglomerado, abrindo a noite com todo o suingue das guitarras e tambores, trazendo ritmos do norte e nordeste como carimbó e baião.

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Na sequência, a banda Afroelectro subiu ao palco fazendo seu tributo à mãe África e às diversas ramificações de sua música na cultura brasileira, misturando o Tambor de Crioula do Maranhão com reggae, embolada e repente com hip-hop, samba e afrobeat.

Fechando a noite, como não podia ser diferente, a banda Bixiga70 veio coroar o evento que mobilizou muitas pessoas da comunidade e de fora pela valorização e recuperação do bairro do Bixiga por meio da arte. Em meio aos gritos e aplausos do público que lotou a rua para assistir o show que teve no repertório clássicos do primeiro disco como Dub di Malaika e Balboa da Silva, além de surpresas como uma homenagem ao rei do baião Luiz Gonzaga, quem estave ali presente pode conferir uma das novas músicas que farão parte do segundo disco da banda!

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Com o espirito livre e de alma lavada, depois de um dia cheio de arte e de encontros entre pessoas que talvez nunca se viram antes, mas que se sentiram parte de algo maior naquele momento, o VII Dia do Graffiti mostrou que a arte é uma das forças transformadoras da realidade na cidade por meio daqueles que amam e se respeitam em meio à selva de concreto.

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A SOUL ART se orgulha de ter participado desta iniciativa e de poder compartilhar desse sentimento simples, elegante e puro que a arte de rua trás, proporcionando o encontro entre pessoas diferentes para ser vivido no presente e evoluído no futuro!

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