Archive for the ‘Cotidiano’ Category

Retalhos – Costurando no tempo

terça-feira, dezembro 8th, 2009

Na próxima quinta-feira, 10 de dezembro de 2009. Vai rolar a abertura da exposição fotográfica Retalhos – custurando no tempo. Com imagens dos fotógrafos Claudio Takahashi, Ilana Bar, Mariana Harder, Sérgio Mascarenhas, Talita Rennó e Vinícius Juan; a exposição vai até o dia 19/12, das 9h as 12h e das 14h as 18h no Cine Galpão. (Endereço: Rua Scipião, 138 – Lapa.)

Além da exposição, a abertura do evento vai ter a participação da banda de música experimental Marco Nalesso & Big Bang Band, e as apresentações de Naila Pomme e Sara Mello.

Marco Nalesso & Big Bang Band é um projeto experimental formado em março de 2007 na cidade de Santo André (ABC Paulista). Influenciado por trilhas sonoras de filmes e autores literários de ficção científica, Nalesso vai do jazz à música instrumental ambiente, com o uso de samplers, a Bing Bang Band caminha tortuosamente pelo mais obscuro mundo da música experimental. Recomendo: myspace.com/mnalesso

Exposição “Vertigem” dos Gêmeos no MAB (FAAP)

domingo, setembro 20th, 2009

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A exposição “Vertigem”, que já rolou no Rio de Janeiro e Curitiba, estreia em São Paulo dia 24 de Outubro e vai até Dezembro no MAB – Museu de Arte Brasileira da FAAP.

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Uma das esculturas de “Vertigem” é um cubo-cabeça, suspenso no ar, intitulado Luminescence, em que o visitante encaixa sua cabeça e dá uma visão infinita das pessoas. A dupla preparou peças exclusivas para a expo em SP.

MAB – Museu de Arte Brasileira da FAAP
Endereço: Rua Alagoas, 903 – Higienópolis
Informações: (11) 3662-7198
Horários: de 3ª a 6ª – das 10h às 20h
Sábados, domingos e Feriados – das 13h às 17h – Entrada Franca

Arte Punk: Distorção do Desconstruído

domingo, setembro 13th, 2009

cartaz

“Só um imbecil confundiria punk com arte”, diz Stewart Home em seu ensaio sobre o punk. Ok, mas isso não significa que punks não se confundam, muito menos que não sejam imbecis. Mesmo com a maioria dos jovens “cagando” para a “arte séria”, alguns deles preferem utilizar mídias tradicionalmente artísticas para se manifestarem. Kauê Garcia, inquieto por natureza, é um desses casos, que por meio de suas colagens e desenhos compulsivos traduz parte de sua vivência em forma de um diário gráfico em folhas avulsas.

Entranhado numa montanha de papel velho, cartazes, fotocópias, cartas, embalagens ou restos de nada, matéria prima é o que não falta para esse sujeito realizar seus experimentos. Mesmo com pouca idade já acumula uma produção considerável em número e força expressiva. O título “Arte Punk” une duas palavras abstratas, mas o resultado é palpável, concreto. Esta antítese move a pesquisa desse artista, o punk o destrói e arte torna-o saudável, pelo menos teoricamente.”

(Alex Vieira, idealizador da Revista Prego)

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Kauê Garcia utiliza imagens publicitárias, álbuns de família, sprays, letras em decalque a seco e outros materiais encontrados em caçambas de entulhos, durante suas andanças pelos centros urbanos. Projeto contemplado pelo Edital de Projetos Expositivos do CCJ.

Abertura: Sábado, 19 de setembro a partir das 19h.
Endereço: Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641 (ao lado do terminal Cachoeirinha)
Vila Nova Cachoeirinha – São Paulo – SP

Alguns trabalhos de Kauê Garcia que estarão na exposição:

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O ato de observar II

domingo, setembro 13th, 2009

manifesto em santo andre

Quando o sentimento aperta, cada ser humano tem uma maneira diferente de expressar. E através do nosso poder de absorver o que é expelido por terceiros, conseguimos compreender e somar em nossa realidade.

False Mirror, 1928 - Magritte

False Mirror, 1928 - Magritte

O ato de observar

sábado, setembro 5th, 2009

ilustra_15aTenho o hábito de observar. Muito. Tudo. O tempo inteiro. Fico atenta a todo tipo de informação. Todo tipo de imagem. Observo estímulos visuais e não visuais.

De olhos abertos ou fechados. E ouvidos atentos. Sempre. Andando, comendo, no trânsito, no cinema, na padaria, na farmácia, ouvindo música, olhando para uma capa de disco. Percebo sensorialmente que observo, mesmo sem saber racionalmente o que observo. Esse olhar sem compromisso de ver talvez seja a mais importante fonte de inspiração, pois é o treino do olhar.

Também inspiro-me nas ferramentas de trabalho. Na tecnologia. Nos meus sonhos. Acho que tudo sempre pode ser observado, percebido como uma forma de alimento para a criação. Meu trabalho é muito digital, mas primeiro ele existe mentalmente. Normalmente o rascunho começa na minha cabeça, acabo usando a página em branco dos programas como uma folha de papel. Posso rascunhar numa página de Freehand ou Illustrator como se estivesse usando um tablet. Posso também fazer um desenho num papel e usá-lo como desenho feito à mão. Gosto muito dos softwares, de tudo que faz referência ao digital e da influência da tecnologia na estética, mas tudo deve ser usado de forma pensada.

Tenho também hábito de pesquisar sobre o assunto de um trabalho, pessoal ou não, que vou desenvolver. Pesquiso textos, imagens, sons… é um processo muito inspirador. Às vezes as ideias surgem prontas na minha cabeça, daí a pesquisa entra no processo de criação apenas num segundo momento, seja reforçando ou mudando completamente a ideia, mas sempre tendo como ponto de partida o insight inicial.

Sempre que tenho um trabalho a fazer fico com o assunto na cabeça o tempo inteiro. Vou tomar banho e ele está lá. Chego no bar e ele oferece-me um drink… Na hora do café, o assunto surge, translúcido, nas gotas do adoçante. Incorporo o tema. Respiro o assunto. E, assim, naturalmente, o ato de observar passa a ser mais direcionado.

Experimentar é muito importante para descobrir novas linguagens visuais. Os trabalhos pessoais colaboram para o exercício do pensar e para descobrir novos recursos e métodos. Na minha opinião, todo designer deveria ter o hábito de, paralelamente ao trabalho comercial, desenvolver estudos e projetos pessoais.

Experimentar é fundamental como exercício criativo e também como um caminho para se chegar a um estilo próprio. Com o olhar treinado, essas novas informações podem ser inseridas em trabalhos comerciais, tornando-os mais autorais. Nesse processo, o único limite é o próprio criador.

E esse é, sempre, o maior limite…

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Por Ana Starling | Publicado na Zupi #01