Archive for the ‘Design gráfico’ Category

Toulouse-Lautrec & a boemia expressiva

terça-feira, março 2nd, 2010

Falando em referências, não podemos deixar de citar o “grande” pintor e litografista pós-impressionista Toulouse-Lautrec. Nascido na nobreza francesa, sofreu um grave acidente quando adolescente e teve o desenvolvimento de suas pernas totalmente comprometido. Com corpo de adulto, Henri não ultrapassou a altura de 1,52 m.

Mas em nome da liberdade, desprezou o ambiente aristocrático familiar e saiu para retratar prostitutas, dançarinas de cancã dos cabarés, e outros personagens da vida noturna parisiense da década de 1890. Como reação à sua condição física, Toulouse-Lautrec desenvolveu um estilo pessoal de linhas livres e onduladas, transgredindo frequentemente as proporções anatômicas e as leis da perspectiva em favor da expressividade, essa característica elimina a obviedade do movimento, que passa a ser apenas sugerido.

Além do seu amor por dançarinas de cabaré e bebidas alcoólicas, Toulouse-Lautrec também revolucionou a arte dos cartazes publicitários, utilizando um mínimo de cores e traços. Sendo assim, podemos considerá-lo como um dos grandes mestres da história do design gráfico mundial.

Em 1891 ele criou seu primeiro cartaz de propaganda, "Moulin Rouge - La Goulue", espalhado pelos muros de Paris.

Ambassadeurs: Aristide Bruant, cartaz (1892)

"Ambassadeurs: Aristide Bruant", cartaz (1892)

La reine de joie (1892)

"La reine de joie" (1892)

Jane Avril (1899)

"Jane Avril" (1899)

Stefan Sagmeister

quinta-feira, fevereiro 4th, 2010

Misticismo e masoquismo, na maioria das vezes, nos remete a loucuras de pessoas estranhas. Mas tratando-se de arte contemporânea e design gráfico, Stefan Sagmeister é o nome certo.

Nascido na Áustria, formou-se em design gráfico na Universidade de Artes de Viana. Hoje é Mestre e leciona para a turma de graduação da Escola de Artes Visuais de Nova Iorque.

Já fez trabalhos destinados à bandas de rock como Rolling Stones e Talking Heads, ao músico Lou Reed, e também para a empresa norte-mericana Adobe. O que mais chama atenção, além de sua feição não muito delicada, é o seu estilo trash look.

Além de visualizar seus trabalhos como referência, ao acessar o site, você estudande de design gráfico poderá tirar suas dúvidas de “como ser um designer”, “como montar um estúdio” e “como ter a melhor inspiração”.

www.sagmeister.com

Jarr Geerligs & Os 1500 pôsteres em Amsterdam

sexta-feira, novembro 13th, 2009

Se você está em busca de referências para criação de um layout bacana e descolado, para impressionar aquele cliente bem dotado, ou agradar a banda do seu amigo fazendo um flyer para o show do final de semana; você não pode deixar de conferir o Flickr do designer holandês:
Jarr Geerligs.

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 (Via: designlovrs.com.br)

O ato de observar

sábado, setembro 5th, 2009

ilustra_15aTenho o hábito de observar. Muito. Tudo. O tempo inteiro. Fico atenta a todo tipo de informação. Todo tipo de imagem. Observo estímulos visuais e não visuais.

De olhos abertos ou fechados. E ouvidos atentos. Sempre. Andando, comendo, no trânsito, no cinema, na padaria, na farmácia, ouvindo música, olhando para uma capa de disco. Percebo sensorialmente que observo, mesmo sem saber racionalmente o que observo. Esse olhar sem compromisso de ver talvez seja a mais importante fonte de inspiração, pois é o treino do olhar.

Também inspiro-me nas ferramentas de trabalho. Na tecnologia. Nos meus sonhos. Acho que tudo sempre pode ser observado, percebido como uma forma de alimento para a criação. Meu trabalho é muito digital, mas primeiro ele existe mentalmente. Normalmente o rascunho começa na minha cabeça, acabo usando a página em branco dos programas como uma folha de papel. Posso rascunhar numa página de Freehand ou Illustrator como se estivesse usando um tablet. Posso também fazer um desenho num papel e usá-lo como desenho feito à mão. Gosto muito dos softwares, de tudo que faz referência ao digital e da influência da tecnologia na estética, mas tudo deve ser usado de forma pensada.

Tenho também hábito de pesquisar sobre o assunto de um trabalho, pessoal ou não, que vou desenvolver. Pesquiso textos, imagens, sons… é um processo muito inspirador. Às vezes as ideias surgem prontas na minha cabeça, daí a pesquisa entra no processo de criação apenas num segundo momento, seja reforçando ou mudando completamente a ideia, mas sempre tendo como ponto de partida o insight inicial.

Sempre que tenho um trabalho a fazer fico com o assunto na cabeça o tempo inteiro. Vou tomar banho e ele está lá. Chego no bar e ele oferece-me um drink… Na hora do café, o assunto surge, translúcido, nas gotas do adoçante. Incorporo o tema. Respiro o assunto. E, assim, naturalmente, o ato de observar passa a ser mais direcionado.

Experimentar é muito importante para descobrir novas linguagens visuais. Os trabalhos pessoais colaboram para o exercício do pensar e para descobrir novos recursos e métodos. Na minha opinião, todo designer deveria ter o hábito de, paralelamente ao trabalho comercial, desenvolver estudos e projetos pessoais.

Experimentar é fundamental como exercício criativo e também como um caminho para se chegar a um estilo próprio. Com o olhar treinado, essas novas informações podem ser inseridas em trabalhos comerciais, tornando-os mais autorais. Nesse processo, o único limite é o próprio criador.

E esse é, sempre, o maior limite…

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Por Ana Starling | Publicado na Zupi #01