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Começa nesta sexta feira o Festival BaixoCentro, que está cheio de atrações culturais com o intuito de fazer a população enxergar a região com outros olhos. O BaixoCentro é um movimento colaborativo, independente e auto-gestionado, organizado por uma rede aberta de produtoras interessadas em dar um novo significado a uma das regiões mais abandonadas e danificadas de São Paulo, que compreende os bairros de Santa Cecília, Vila Buarque, Campos Elísios, Barra Funda e Luz. Todos os passos da produção são feitos de forma associativa, aberta e livre. Não há ninguém por trás: empresas, ONGs nem governo. O financiamento é coletivo e associativo, via crowdfunding e outras formas independentes de arrecadação (leilão, rifa, doações). Estão todos convidados a intervir: com o corpo, a voz e as ideias.

Confira a programação completa no site: http://programacao.baixocentro.org

Tudo começou na Vila Savoia…

A Casa da Cultura Digital (CCD) – www.casadaculturadigital.com.br – são quatro casas de uma vila operária italiana construída no início do século 20, na Barra Funda, em São Paulo, um espaço de trabalho por onde circulam cerca de 50 pessoas sob a motivação de compartilhar ideias, projetos, trocar experiências e criar.
Em pouco mais de dois anos, a Casa já realizou projetos de naturezas tão multidisciplinares quanto seus integrantes, embora todos circulem em torno dos conceitos de cultura livre, hackerismo, articulação em rede e preocupação com o interesse público.

Manifesto que guia as produções do festival

-As ruas são para dançar.
-Gostamos muito e queremos estar ativamente nesta região em que moramos, trabalhamos e vivemos.
-A ocupação urbana, em todas as suas naturezas, gera afetividade e apropriação com a cidade e isso gera a cidadania crítica e ativa.
-A cultura deve ser vivida ao ar livre, planejada e cuidada, mas descontrolada, autônoma e espontânea também.
-A rua não deve ser ocupada apenas se órgãos públicos subsidiarem os eventos. A comunidade civil, cultural e comercial deve se sentir responsável pelo que acontece nas ruas.
-Atividades culturais devem ter como fim primeiro a construção de autonomia e massa crítica em qualquer envolvido em qualquer instância, podendo questionar e modificar a própria atividade.
-Inspiramos a mobilização autônoma de todos os envolvidos no Baixo Centro.
-Os eventos do Baixo Centro serão sempre gratuitos e abertos a qualquer pessoa, mesmo que em espaços privados.
-Incentivamos o uso de bicicletas ao invés de carros como veículos de transporte individual.
-Acreditamos no sevirismo popular como forma de sobrevivência.
-Todo poder à possibilidade de remix: ressignificar, reapropriar, complementar e recriar, sempre.
-Temos a metodologia da experimentação colaborativa. Deixamos brechas propositalmente e estamos abertos a ouvir contribuições e repensar o processo em qualquer etapa.
-Qualquer obra de qualquer natureza que venha a ser produzida em atividades ou em qualquer instância do Baixo Centro será licenciada sob a filosofia do copyleft.
-A internet deve ser livre, pública, aberta e acessível para tod@s.

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