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“Acharam que eu estava derrotado, quem achou estava errado. Eu voltei, tô aqui, se liga só, escuta aí”. De dentro do xadrez 509-E estes versos foram gritados, ecoaram pelos corredores escuros da Casa de Detenção de São Paulo, o Carandiru, e transformaram o rap nacional. Dexter, o Oitavo Anjo, havia acabado de descobrir uma brecha no sistema carcerário: grade nenhuma poderia prender suas ideias. Sob a produção de nomes como Mano Brown, Edi Rock, MV Bill e DJ Hum, e o apoio do projeto Talentos aprisionados, 0 509-E, grupo que formou com o companheiro de exílio, Afro-X, lançou o disco Provérbios 13 (2000), e suas mensagens voaram como o vento.

Em 2003, um ano após o lançamento do segundo disco, MMII DC (2002 Depois de Cristo), o 509-E se dissolveu. Sozinho, Dexter renasceu, assim como a fênix. Em vez de cartas, como Mandela, escreveu raps, manifestos cortantes que foram reunidos no antológico Exilado Sim, Preso Não (2005), gravado inteiramente dentro da prisão. Mesmo do outro lado do muro, emplacou hits como Eu Sou Função, Bem Vindo à Madrugada e Conflitos – fez nascer clássicos. O HUTÚZ o premiou como melhor álbum; no HipHop Tops mais quatro prêmios.

Quem estava do lado de cá, mesmo longe ou sem conhecê-lo pessoalmente, acompanhava a trajetória de Dexter atrás das grades. Suas rimas dissecavam o crime, a favela, o racismo, o ideal de sucesso, a política, a tristeza, a fé. Dez anos após ser preso no artigo 157 (assalto à mão armada), em 1998, era agora um novo homem, transformado pelo rap, pela busca ao autoconhecimento, pela leitura. Um ativista inspirado em Malcom X, trancado em um sistema onde mais de 70% dos internos eram jovens negros, pobres e com baixa escolaridade (Timothy Ireland/UNESCO).

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Conquistou o regime semi-aberto, e com ele o show Dexter & Convidados, que virou disco e DVD. Na quadra da escola de samba Unidos da Peruche, recebeu o carinho de um público que esperava há oito anos por uma festa daquelas. Celebrando ao seu lado, nomes como Mano Brown, Paula Lima e Thaíde. Lá pelo meio da noite, teve de sair rapidamente para estar em casa às 22 horas, segundo definia a ordem judicial. Assim, a alegria não era completa. Ainda.

No dia 20 de abril de 2011, recebeu a liberdade plena, completando-se no próximo final de semana dois anos desde então. Assim como Jorge Ben cantou quando Charles Anjo 45 voltou, “vai ter batucada, e o povo todo feliz assim vai cantar”: no próximo domingo (21/04), o Carioca Club recebe a festa em comemoração aos dois anos de Dexter em liberdade, com as participações de Mano Brown, Edi Rock, Ao Cubo, Paula Lima, Guilherme Arantes, Péricles (ex-Exaltasamba), Terra Preta, Thaíde, KL Jay e muito mais gente. Será gravado no dia o DVD A liberdade não tem preço.

O SOUL ART estará lá, e convida a todos os amantes do rap nacional para esta grande festa.

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Dexter & Convidados – A Liberdade não tem Preço

Data: 21 de abril de 2013
Horário: a partir das 15h30
Local: Carioca Club (Pinheiros)
Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2.899 – Pinheiros, São Paulo, SP – CEP 05407 004
Tel.:  11 3813 8598
Ingressos: 1º lote – R$ 25 (pista), à venda em http://www.portaldoingresso.com.br, Beatz Shop (Rua 24 de maio, 62 – subsolo loja 50 – fone: 11 3338 1298) e no Carioca Club.
Censura: 14 anos
Informações:  11 3294 9757 ou boiafria@boiafriaproducoes.com

 

 – Dexter Oitavo Anjo

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twitter.com/dexter8anjo

soundcloud.com/dexter-oitavo-anjo

 

Confirme sua presença no evento:
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*Foto: Gabriela Moncau

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