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Nem as nuvens, que ameaçavam o dia bonito; nem a chuva, que chegou a cair; nem a preguiça do domingo; nem a televisão e o sofá; nem as viaturas; nem o trânsito ou o ônibus que demorava pra chegar; nem a mão invisível que tem nos afastado das ruas. Nada disso pôde evitar a ocupação do Bixiga em sua sétima comemoração ao Dia do Graffiti. Ocupado por artistas, por crianças, por moradores, por amantes de boa música, por curiosos, por cachorros, skatistas, sambistas, casais apaixonados, por gente de outro país, por gente feliz.

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Ouvi alguém dizer: “Quem não está aqui hoje talvez nem imagine que São Paulo seja isto”. E pode não ser: quem passou hoje pela Rua Santo Antonio ou pela Rua Treze de Maio já não ouvia mais a capoeira, a ala da Vai-Vai, ou o Sarau do Suburbano Convicto. Até os lindos graffitis estampados nas paredes podem ter passado despercebidos. Quem não vive a cidade não sabe que gosto ela tem. Domingo a cidade esteve ali, cantou, dançou, abraçou, olhou pro céu e respirou. São Paulo ocupou o Bixiga.

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Presos pelas cordas, os graffiteiros voavam ao redor do edifício que abriga a DGT Filmes, o Estúdio Traquitana e a Livraria Suburbano Convicto. O olhar que se desviava por um segundo, surpreendia-se quando, dos riscos aparentemente despretenciosos, nasciam obras de arte. Enquanto a noite caía mais gente ia chegando, e, de uma hora pra outra, a rua tinha se tornado um mar de cabeças. Vizinhos assistiam tudo de suas sacadas: a multidão que se mexia no ritmo do Aglomerado, do Afroelectro, e dos protagonistas do palco, o Bixiga 70.

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O Dia do Graffiti mostrou novamente que a arte junta as pessoas e faz a comunidade respirar, e que as relações humanas na urbe podem ser mais do que buzinadas, o “bom-dia” frio, e o “dá licença”. Mais uma vez o recado foi dado: nós somos a cidade, e a cidade está viva. E se você não pôde ir, ou se foi e quer mais, não é preciso esperar pela edição do ano que vem. Ocupar as ruas não é uma ação apenas para dias de festa: todos os dias os bares de esquina estão lá, os parques da cidade também, as calçadas lotadas nas noites de sexta-feira.

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A nós do SOUL ART só resta dizer: muito obrigado a todos os presentes, músicos, graffiteiros e organizadores. Um amigo diz que o segredo da vida é Olhar, Perceber e Sorrir. Ao fazermos isso na tarde de ontem, ficamos emocionados. Esta emoção é o motivo de cada palavra, cada vídeo, cada foto. Por este sentimento são realizadas festas assim. Domingo São Paulo ocupou o Bixiga, e o Bixiga ocupou nossos corações!

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