Como é bom ver uma rua importante, ali do bairro do Bixiga, próximo a região central de São Paulo, uma tal 13 de Maio, ser tomada por centenas de pessoas que formaram uma multidão sedenta por artes e cultura. Assim pode-se dizer que foi a comemoração do Dia Mundial do Graffiti, no dia 1 de Abril de 2012.

Além da grafitagem que rolou das 12h até as 20h, as bandas 6 No SalãoOrquestra Brasileira de Música Jamaicana e Bixiga 70 passaram pelo palco, honesto e improvisado. 

Os anfitriões da festa deixaram claro o real motivo de tudo o que estava acontecendo naquele momento, lançaram uma batida alucinante em direção da galera e um gingado malandro paulista recheado de grooves pulsantes. Era teclado, guitarras, percussão e metais para tudo que é lado. Uma espécie de mistura baseada em funk, soul, música brasileira e afro-beat.

Ninguém escapou ileso. O público, transformado e transtornado, respondeu com a mesma energia: além dos vários sorrisos que naturalmente abriram-se, as pessoas fizeram questão de não manter os pés no chão. Que dia, que noite. A polícia chegou no final da festa para liberar a passagem de carros na rua e os homens de farda perceberam que tudo aquilo era apenas um pedido de mais ação e menos expectativa, expressado através da arte, e que nada mais poderia ser desfeito, pois, a mensagem foi entregue.

Viva o graffiti. Viva a música de qualidade, sincera. E que as pessoas levantem a bunda do sofá e façam as coisas acontecerem. Só dependemos de nós mesmos. Ocupem-se!

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