Quando você pensa em reggae, o que vem à sua cabeça? Para muitos, a música jamaicana está associada à longos dreads, cachoeira e surf. Mas se engana quem acha que esse gênero musical nasceu das cabeleiras rastafáris com o Roots Reggae. Este é apenas mais uma das vertentes.

Para divulgar a diversidade da rica cultura musical da ilha para nós brasileiros, nasceu o blog You & Me On a Jamboree, compartilhando, a fundo, o reggae em todos os seus aspectos, já que, infelizmente, em nosso solo há pouco conhecimento sobre o assunto.

“O reggae no Brasil é muito resumido a Bob Marley, Jimmy Cliff e Peter Tosh. Eles podem até ser referência obrigatória, mas não devem ser os únicos e muito menos serem vistos como pioneiros”, explica Greg Fernandes, um dos idealizadores e fundadores da Y&M. E complementa, “brasileiro ainda fica em choque quando ouve algo muito diferente dos artistas citados. Não acreditam, por exemplo, que a primeira fase do gênero teve relação com os Skinheads e subculturas inglesas”.

Os segmentos são vários: Skinhead Reggae – também conhecido como Early Reggae –, o Rocksteady, Dub, Dancehall… indo muito além da concepção que rola por aí. E por causa dessa carência de conhecimento e de lugares onde se possa curtir o som que, a partir do blog, os caras da Y&M passaram a realizar festas por São Paulo, a Jamboree.

Em seus quatro anos de existência, a Jamboree Party já teve a ilustre presença de ícones como Jackie Bernard, Dexter “Echo” Campbell, “The Ugly” King Stitt e o brasileiro Serralheiro. Com tamanho sucesso das edições, os caras já levaram suas discotecagens para outros cantos do país e do mundo, como Espanha, Argentina, México, Colômbia e Paraguai.

Na capital paulistana, a cada dois meses acontece a tão esperada Jamboree. Mas, entre esse período, outras festas menores são realizadas para acalmar a ansiedade pela boa música.

A experiência trazida pelos cinco rapazes que formam o time da Y&M e do Jurassic Soundsystem (selo com o qual as festas acontecem) não é pequena. Em dezembro de 2010 eles visitaram a Jamaica e trouxeram o que mais importa para tudo isso acontecer: discos e mais discos! Além disso, tiveram o prazer de conhecer artistas da velha guarda, como Derrick Harriott, Stranger Cole e Ken Boothe. Para se ter noção do tamanho da concretização, foi na Jamboree em São Paulo que King Stitt realizou um de seus raríssimos shows fora do seu país.

O sucesso das edições é tão grande que, recentemente, o Teatro Coletivo, no bairro da Consolação, teve que ser adotado como a nova casa em lugar do Centro Cultural Popular da Consolação (CCPC) para suportar o grande número de frequentadores.

E a busca por mais vindas inusitadas e muita qualidade não para por aí. Em Abril, mais especificadamente no dia 21, mais uma edição vai rolar aqui na cidade de pedra. Dessa vez o fogo vai ficar por conta de Denis Alcapone, um dos sagrados deejays jamaicanos. E para ninguém ficar por fora, nós da SOUL ART faremos uma cobertura dessa raridade e traremos uma entrevista exclusiva para vocês.

Pow, pow pow! Nos vemos por lá.

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