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		<title>Quando suecos encontram um russo</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 10:50:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata Bonfá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Dziga Vertov]]></category>
		<category><![CDATA[Everything is free now]]></category>
		<category><![CDATA[russos]]></category>
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		<category><![CDATA[The Tiny]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu tenho essa mania de ver tudo quanto é vídeo musical que o youtube me sugere, como se fosse meu próprio Lúcio Ribeiro falando na minha orelha. Acontece que essa tática nunca me deixou na mão e, há alguns anos, me apresentou mais uma das muitas melhores bandas (suecas) do mundo: The Tiny. Mas este [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu tenho essa mania de ver tudo quanto é vídeo musical que o youtube me sugere, como se fosse meu próprio Lúcio Ribeiro falando na minha orelha. Acontece que essa tática nunca me deixou na mão e, há alguns anos, me apresentou mais uma das muitas melhores bandas (suecas) do mundo: The Tiny. Mas este post não está aqui para falar da banda em si, mas de um vídeo amador que não poderia ser mais profissional. Um bom samaritano juntou partes do Entuziazm de Dziga Vertov (aquele de Man with a Movie Camera) com a bela melodia de Everything is Free Now, dos suecos. Confere aí! </p>
<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/WYA4HZEu2aU" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>O Coletivo Bauhaus</title>
		<link>http://soulart.org/artes/o-coletivo-bauhaus/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 22:02:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Alkmim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes]]></category>
		<category><![CDATA[Bauhaus]]></category>
		<category><![CDATA[Walter Gropius]]></category>

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		<description><![CDATA[Aproximação entre o artista e o artesão. Novos paradigmas entre a teoria e a prática na educação. Abolição das hierarquias. Democracia. Uma mudança radical na política buscando reerguer um país destruído pela guerra, modernizando-se em todos os setores. Um cenário propício para que o artista já não mais vivesse recluso em seu mundo e que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2012/02/Itten-Bauhaus-Class.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-941" title="Itten-Bauhaus-Class" src="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2012/02/Itten-Bauhaus-Class.jpg" alt="" width="512" height="386" /></a></p>
<p>Aproximação entre o artista e o artesão. Novos paradigmas entre a teoria e a prática na educação. Abolição das hierarquias. Democracia. Uma mudança radical na política buscando reerguer um país destruído pela guerra, modernizando-se em todos os setores. Um cenário propício para que o artista já não mais vivesse recluso em seu mundo e que pudesse contribuir de maneira prática à sua sociedade.</p>
<p>Ao criar a <strong>Bauhaus</strong> em 1919, o arquiteto alemão <strong>Walter Gropius</strong> tinha em mente estar de acordo com a nova realidade da recém-formada República de Weimar. Os novos tempos exigiam novas arquiteturas que eliminassem qualquer rastro do velho Império alemão criando uma nova estética para os espaços urbanos e industriais crescentes, além de fazer com que o principal beneficiário fosse o trabalhador, unindo formas simples e racionais de construções coletivas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2012/02/Max-Krehans-Ceramic-Workshop1.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-944" title="Max Krehans' Ceramic Workshop" src="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2012/02/Max-Krehans-Ceramic-Workshop1.jpg" alt="" width="522" height="372" /></a></p>
<p>Gropius conseguiu reunir famosos artistas da época como: <strong>Wassily Kandinsky</strong>, <strong>Paul Klee</strong>, <strong>László Moholy-Nagy</strong>, <strong>Josef Albers</strong>, <strong>Anni Albers</strong>, <strong>Marcel Breuer</strong>, <strong>Paul Klee</strong>, entre outros. Em cada sala de aula havia dois professores, um artesão e um artista. Os alunos eram preparados para as questões teóricas e práticas sobre arquitetura, design gráfico, tipografia, cores, materiais diversos para criação de peças de mobiliário, tecelagem (muito procurado pelas mulheres), entre outras especializações. Alguns dos alunos formados tornaram-se professores posteriormente na própria Bauhaus, outros saíram pelo mundo ensinando o estilo e princípios da escola.</p>
<p><a href="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2012/02/cartaz.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-945" title="cartaz" src="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2012/02/cartaz.jpg" alt="" width="358" height="512" /></a></p>
<p>A integração entre a escola e a vida, transformou o ensino das artes quando renegou o esquema clássico acadêmico, só assim seria possível alcançar os objetivos pela urgência de uma sociedade que se modernizava e que necessitava de novos produtos mais práticos e funcionais, produzidos em larga escala para acelerar a economia e o desenvolvimento do país. Mas tudo isso também aconteceu a partir do envolvimento político de incentivo às ideias da Bauhaus.</p>
<p><a href="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2012/02/chair-breuer1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-946" title="chair-breuer" src="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2012/02/chair-breuer1.jpg" alt="" width="500" height="391" /></a></p>
<p>A história dos 14 anos de existência da Bauhaus, fechada em 1933 pelos nazistas por questões ideológicas contrárias, é muito rica. Há vários livros e sites que tratam com muitos detalhes os anos de funcionamento da escola, as mudanças de cidade (Weimar, Dessau e Berlim), as dificuldades pelas quais atravessou e seu legado. Provavelmente o ambiente onde você está agora tem características iniciadas por <strong>Gropius</strong> e a <strong>Bauhaus</strong>.</p>
<p>A arte pode mudar uma vida, mas sozinha não pode mudar uma sociedade se nela não estiver embutido o apoio político para que as ideias existam na prática e o artista possa ser útil à sua sociedade que, também deve estar em consonância com essas novas ideias, ter consciência de sua importância e até mesmo como um componente permanente no seu desenvolvimento. Uma profunda mudança cultural é fundamental para que essa máquina funcione, até mesmo pensando em termos brasileiros, já que nosso hiperindividualismo está corroendo nossos bons frutos.</p>
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		<title>Já tem programa pra sábado?</title>
		<link>http://soulart.org/eventos/ja-tem-programa-pra-sabado/</link>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 16:18:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chloé Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[BaBoom]]></category>
		<category><![CDATA[CarnaSka]]></category>
		<category><![CDATA[The Slackers]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse fim de semana rola o CarnaSka, evento que vai reunir um monte de banda legal e de graça. Sábado é no Centro Cultural da Juventude (Zona Norte de São Paulo) e domingo na pista de skate de São Bernardo do Campo. Vai ter bandas bem legais, como os caras do Ba Boom, que recentemente divulgaram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/2668493316_d1afb9d17d.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-931" title="2668493316_d1afb9d17d" src="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/2668493316_d1afb9d17d.jpg" alt="" width="500" height="321" /></a></p>
<p>Esse fim de semana rola o <strong>CarnaSka</strong>, evento que vai reunir um monte de banda legal e de graça. Sábado é no <a title="Centro Cultural da Juventude" href="http://ccjuve.prefeitura.sp.gov.br/">Centro Cultural da Juventude</a> (Zona Norte de São Paulo) e domingo na pista de skate de São Bernardo do Campo.</p>
<p>Vai ter bandas bem legais, como os caras do Ba Boom, que recentemente divulgaram o excelente clipe de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=-M9owottjto">Amizade Prevalece</a> (dá até pra fingir por uns instantes que o ABC é demais) e Sapobanjo.</p>
<p>Mas, o que eu queria apresentar pra vocês é a banda da foto aí em cima: <strong>The Slackers</strong>. Os americanos fazem desde a década de 1990 um som que passeia entre o ska e tem uma pegadinha de blues. Não conhece? Dá uma olhada e veja se anima:</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/0QSRlG6vXmY" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe><br />
<em>The Slackers &#8211; Married Girl<br />
</em><br />
<iframe src="http://www.youtube.com/embed/KzJK1agVw9E" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe><br />
<em>E aqui, nesse lindo cover de Bob Dylan</em></p>
<p style="text-align: left;"><em><br />
</em> Você pode conferir mais informações sobre os eventos no facebook <a href="https://www.facebook.com/events/292535014137176/">aqui </a>(Sampa) e <a href="https://www.facebook.com/events/258762597522450/">aqui</a> (ABC).</p>
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		<title>Pôsteres filosóficos</title>
		<link>http://soulart.org/cultura/posteres-filosoficos/</link>
		<comments>http://soulart.org/cultura/posteres-filosoficos/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 03:21:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Alexandre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Design Gráfico]]></category>
		<category><![CDATA[Genis Carreras]]></category>
		<category><![CDATA[Philosophy Posters]]></category>

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		<description><![CDATA[Como resumir complexas teorias filosóficas em um layout gráfico utilizando somente de formas geométricas básicas e no máximo três tons de cores? Pois é, árduo trabalho que o designer catalão Genis Carreras realizou em sua série intitulada Philosophy Posters. Para enriquecer ainda mais essa publicação, entrei em contato com Adriano Correia &#8212; formado em filosofia pela Faculdade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como resumir complexas teorias filosóficas em um layout gráfico utilizando somente de formas geométricas básicas e no máximo três tons de cores? Pois é, árduo trabalho que o designer catalão <a href="http://geniscarreras.com/">Genis Carreras</a> realizou em sua série intitulada <strong>Philosophy Posters.</strong></p>
<p>Para enriquecer ainda mais essa publicação, entrei em contato com Adriano Correia &#8212; formado em filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP &#8212; e o desafiei a fazer o caminho inverso: resumir as imagens em poucas linhas.</p>
<p>O resultado foi esse:</p>
<div id="doutrinas-filosoficas" style="display:block;width:318px;margin:0 auto;clear:both;font-size:13px;line-height:20px;color:#555;font-style:italic;"><img class="aligncenter" src="http://geniscarreras.com/img/philo24.jpg" alt="" width="318" height="450" />
<p class="legenda">Uma posição &#8220;absolutista&#8221; é aquela que não admite alternativa. Trata-se muito frequentemente de um xingamento e não de uma posição filosófica que alguém defenda de fato. Porém, na Idade Moderna, absolutismo é sinônimo de monarquismo ou realismo, em que se tem um monarca ou um rei absolutos, inquestionáveis.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://geniscarreras.com/img/philo1.jpg" alt="" width="318" height="450" /></p>
<p class="legenda">Tudo é incerto (ou pouco certo) e qualquer verdade é subjetiva, diz respeito a um indivíduo ou grupo.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://geniscarreras.com/img/philo16.jpg" alt="" width="318" height="450" /></p>
<p class="legenda">Toda percepção é moldada pelo sujeito, o mundo exterior ou não existe, ou é inacessível tal como é.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://geniscarreras.com/img/philo2.jpg" alt="" width="318" height="450" /></p>
<p class="legenda">Não há liberdade, tudo é cognoscível, o mundo e o homem funcionam como mecanismos.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://geniscarreras.com/img/philo7.jpg" alt="" width="318" height="450" /></p>
<p class="legenda">Não somos determinados por um destino ou pela natureza, nossas escolhas são próprias de nossa vontade, indeterminada e independente das circunstâncias externas.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://geniscarreras.com/img/philo12.jpg" alt="" width="318" height="450" /></p>
<p class="legenda">Ética do prazer. Do grego &#8220;hedon&#8221;, doce.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://geniscarreras.com/img/philo17.jpg" alt="" width="318" height="450" /></p>
<p class="legenda">Na formulação nietzscheana, destruição dos valores de uma moral de escravos, como a ética cristã, e construção de valores próprios, típicos de uma moral de senhores.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://geniscarreras.com/img/philo21.jpg" alt="" width="318" height="450" /></p>
<p class="legenda">Todo conhecimento parte dos sentidos e da experiência.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://geniscarreras.com/img/philo14.jpg" alt="" width="318" height="450" /></p>
<p class="legenda">Do grego &#8220;holos&#8221;, todo. Descrição da natureza como &#8220;todos&#8221; interativos, que são mais que a mera soma de partículas elementares.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://geniscarreras.com/img/philo4.jpg" alt="" width="318" height="450" /></p>
<p class="legenda">Há várias facetas, porém fundamentalmente consiste em se resumir o complexo ao (mais) simples, a mente ao cérebro, o homem ao corpo.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://geniscarreras.com/img/philo5.jpg" alt="" width="318" height="450" /></p>
<p class="legenda">Movimento cultural renascentista que põe o homem no centro do universo (antropocentrismo) e vê o ser humano como fundamentalmente capaz de realizar o que for, sem depender de qualquer ser superior.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://geniscarreras.com/img/philo18.jpg" alt="" width="318" height="450" /></p>
<p class="legenda">Crença fossilizada ou ponto doutrinário impassível de dúvida.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://geniscarreras.com/img/philo6.jpg" alt="" width="318" height="450" /></p>
<p class="legenda">Tematização da falta de sentido da vida e das coisas.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://geniscarreras.com/img/philo9.jpg" alt="" width="318" height="450" /></p>
<p class="legenda">Toda a realidade é produto da imaginação de um único sujeito. Subjetivismo supremo.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://geniscarreras.com/img/philo22.jpg" alt="" width="318" height="450" /></p>
<p>Há várias formulações. Basicamente a realidade se dá em uma tensão fundamental entre dois elementos, ou ainda a realidade se divide em duas instâncias (exemplo: dualismo cartesiano, em que a realidade está cindida entre res cogitans e res extensa).</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://geniscarreras.com/img/philo11.jpg" alt="" width="318" height="450" /></p>
<p class="legenda">A razão é autossuficiente e, se usada corretamente, é livre de erro.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://geniscarreras.com/img/philo19.jpg" alt="" width="318" height="450" /></p>
<p class="legenda">Versão racionalista do teísmo, crença em Deus independentemente de uma religião ou verdade revelada. Não se tem um livro sagrado.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://geniscarreras.com/img/philo13.jpg" alt="" width="318" height="450" /></p>
<p class="legenda">Ausência de crença em um deus ou crença de que Deus não existe.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://geniscarreras.com/img/philo15.jpg" alt="" width="318" height="450" /></p>
<p class="legenda">Filosofia que engloba uma série de doutrinas, basicamente uma versão materialista do historicismo hegeliano. Quando a filosofia se faz (temporariamente ou não) uma ciência primariamente social e em que toda a realidade é de algum modo submetida à economia.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://geniscarreras.com/img/philo10.jpg" alt="" width="318" height="450" /></p>
<p class="legenda">Posição filosófica que tem mais de uma forma histórica. Comtismo, positivismo lógico, etc. Basicamente a noção de algo positivo é a de algo dado. Doutrina cientificista.</p>
<p class="legenda"><img class="aligncenter" src="http://geniscarreras.com/img/philo8.jpg" alt="" width="318" height="450" /></p>
<p class="legenda">Posição ética em que a maximização da utilidade é vista como o principal meio de se alcançar a felicidade individual ou geral.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://geniscarreras.com/img/philo20.jpg" alt="" width="318" height="450" /></p>
<p class="legenda">Fenômeno histórico-político em que uma autoridade ou várias autoridades se impõem sobre a sociedade de modo ditatorial.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://geniscarreras.com/img/philo3.jpg" alt="" width="318" height="450" /></p>
<p class="legenda">Posição epistemológica que consiste em uma atitude ética de suspensão do juízo (epokhé). O cético não diz que é impossível ter certeza, ele apenas suspende seu juízo quanto a essa possibilidade.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://geniscarreras.com/img/philo23.jpg" alt="" width="318" height="450" /></p>
<p>Há várias formulações. Ser realista em relação a algo é ter a posição filosófica de que algo existe de modo extramental, independente do sujeito do conhecimento.</p>
</div>
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		<title>O céu vai ficar pesado&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jan 2012 11:50:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chloé Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Etta James]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230;culpa da Etta James, que morreu hoje, vítima de uma leucemia. Etta foi uma cantora de blues, ou melhor A cantora de blues e fez parte da histórica Chess Records, junto com Chuck Berry, Muddy Waters, Little Walter e Howlin&#8217; Wolf. A Chess, iniciativa de dois judeus brancos, era uma gravadora que ficava em Washington, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/Etta+James.jpg"><img class="wp-image-899 aligncenter" title="Etta+James" src="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/Etta+James.jpg" alt="" width="383" height="300" /></a></p>
<p>&#8230;culpa da <strong>Etta James</strong>, que morreu hoje, vítima de uma leucemia. Etta foi uma cantora de blues, ou melhor A cantora de blues e fez parte da histórica <strong>Chess Records</strong>, junto com Chuck Berry, Muddy Waters, Little Walter e Howlin&#8217; Wolf. A Chess, iniciativa de dois judeus brancos, era uma gravadora que ficava em Washington, na década de 60, com a segregação racial vivendo seu auge. Música de negros, produzida por brancos, que quebrou de vez a barreira negro/branco com Chuck Berry. Graças a esses lindos que o rock como conhecemos existe.</p>
<p>Etta era uma Mulher com M maiúsculo. Com culhões. Sobreviveu a uma infância difícil, um vício em heroína, álcool e uma obesidade mórbida que a fez pesar quase 200kg.</p>
<p style="text-align: center;">Apesar de cantar muitas músicas que não eram composições próprias, ela tinha um jeito incrível de transmitir emoção através de sua voz forte. Dá até medo dela te bater, sério mesmo, sinta a energia:</p>
<p align="center"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/WzibSiJv8hc" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p style="text-align: center;">Aqui, ela faz uma interpretação incrível de <em>It&#8217;s a man&#8217;s man&#8217;s world</em>, do <strong>James Brown</strong> e mostra que amigo, sem nós vocês não seriam nada mesmo:</p>
<p align="center"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/F0uCsFOhNCE" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p style="text-align: center;">E, pra finalizar, a minha música favorita dela, cantando um amor perdido. De arrepiar:</p>
<p align="center"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/YApNirMC9gM" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p>Agora imagina só uma jam session com ela, Amy Winehouse, Janis&#8230;</p>
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		<title>Arte &amp; Transformação</title>
		<link>http://soulart.org/artes/arte-transformacao/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 02:19:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Alexandre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Arte & Transformação]]></category>

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		<description><![CDATA[Será que realmente a arte pode transformar a vida de uma pessoa? O documentário Arte &#38; Transformação, produzido pela equipe da SOUL ART, está aqui para levantar a bandeira do debate artístico e cultural. Ou seja, questiona os conceitos de arte, levando as pessoas a refletirem sobre a importância das artes na formação cultural e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Será que realmente a arte pode transformar a vida de uma pessoa?</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/35111898?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0&amp;autoplay=0" frameborder="0" width="600" height="338"></iframe></p>
<p>O documentário <strong>Arte &amp; Transformação</strong>, produzido pela equipe da SOUL ART, está aqui para levantar a bandeira do debate artístico e cultural. Ou seja, questiona os conceitos de arte, levando as pessoas a refletirem sobre a importância das artes na formação cultural e social. Tem como objetivo compartilhar as ideias dos entrevistados com o cidadão comum, com pessoas interessadas em artes e com um público geral que não tem acesso a determinado tipo de informação. O foco principal é incentivar as pessoas a irem atrás das artes, mostrando o quão importante elas são e o papel fundamental como modificadora social; e também, divulgar o trabalho de artistas independentes, em suas áreas específicas.</p>
<p>Todas as entrevistas foram realizadas entre agosto e novembro de 2011, e o time de entrevistados foi formado por: <strong>Criolo</strong> (Cantor), <strong>Evandro Not</strong> (Grafiteiro), <strong>Rui Amaral</strong> (Professor de artes, grafiteiro e artista plástico), <strong>Thais Beltrame</strong> (Artista plástica), <strong>Mauro Ferrari</strong> (Grafiteiro), <strong>Marco Rabello</strong> (Artista plástico), <strong>Tikka</strong> (Grafiteira e artista plástica), <strong>Marcelo Cabral</strong> (Músico e produtor musical) e <strong>Thiago França</strong> (Músico).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Incrivelmente alto e extremamente perto</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jan 2012 20:08:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata Bonfá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Extremely Loud & Incredibly Close]]></category>
		<category><![CDATA[Jpnathan Safran Foer]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Stephen Daldry]]></category>

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		<description><![CDATA[Vocês vão ouvir falar muito de Extremely Loud &#038; Incredibly Close neste ano, pois o romance de Jonathan Safran Foer (a mesma mente boa que nos trouxe Everything&#8217;s Illuminated) publicado em 2005, vai estrear nas telas comercias do cinema fazendo uma penca de gente chorar com a história fofa e triste de Oskar Shchell, um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vocês vão ouvir falar muito de <em>Extremely Loud &#038; Incredibly Close</em> neste ano, pois o romance de Jonathan Safran Foer (a mesma mente boa que nos trouxe<em> Everything&#8217;s Illuminated</em>) publicado em 2005, vai estrear nas telas comercias do cinema fazendo uma penca de gente chorar com a história fofa e triste de Oskar Shchell, um garoto estrainho de 9 anos que perde o pai no 11 de setembro e percorre Nova York a fim de desvendar um segredo. Certamente, o livro deve aparecer traduzido por aqui também, com aquelas capas maravilhosas só que ao contrário de cartaz de cinema.<br />
Ao contrário da adaptação de seu romance anterior <em>Everything&#8217;s Illuminated</em>, que ganhou o nome de Uma Vida Iluminada por aqui, a adaptação de Extremely Loud &#038; Incredibly close não parece muito atraente para aqueles que leram o livro (como eu) e o viam perfeitamente em uma produção simples e independente, sem grandes astros e, definitivamente, sem Bono Vox como trilha sonora. No entanto, o diretor, Stephen Daldry é o mesmo de &#8220;As Horas&#8221; e &#8220;Billy Elliot&#8221;, dois queridos da minha lista de filmes para assistir na vida. Bom, fica aqui o trailer do filme que promete ser sucesso em 2012: </p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/ZqfA1BocV44" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>De qualquer forma, recomendo o livro original, é extremamente fácil de ler, cheio de &#8220;leitura interativa&#8221;, frases incrivelmente bem construídas, e a história secundária sobre os avós do garotinho é, em minha opinião, muito mais valiosa do que a procura do menino pelos segredos de seu pai morto. Para melhorar &#8211; *spoiler* &#8211; o livro termina com um flip book de 14 páginas. Uma belezinha!</p>
<div id="attachment_883" class="wp-caption alignleft" style="width: 211px"><a href="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/image9.jpg"><img src="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/image9-201x300.jpg" alt="" title="livro" width="201" height="300" class="size-medium wp-image-883" /></a><p class="wp-caption-text">capa original</p></div>
<p><em>&#8220;When I was a girl, my life was music that was always getting louder. Everything moved me. A dog following a stranger. That made me feel so much. A calendar that showed the wrong month. I could have cried over it. I did. Where the smoke from a chimney ended. How a overturned bottle rested at the edge of a tablle.<br />
I spent my life learning to feel less.<br />
Everyday I felt less.<br />
Is thar grwoing old? Or is it something worse?<br />
You cannot protect yourself from sadness without protecting yourself from hapiness.&#8221;</em> </p>
<p>Tem para vender na Livraria Cultura: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=1377547</p>
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		<title>O Garoto da Bicicleta (2011), de Jean-Pierre e Luc Dardenne</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 19:26:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Arau</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[El gamin au vélo]]></category>
		<category><![CDATA[Jean-Pierre]]></category>
		<category><![CDATA[Luc Dardenne]]></category>
		<category><![CDATA[O Garoto da Bicicleta]]></category>

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		<description><![CDATA[O tema é puro melodrama. Garoto mandado pelo pai a um orfanato se revolta contra tudo e todos e o procura desesperadamente. No percurso, esbarra numa cabeleireira que aceita &#8220;adotá-lo&#8221; nos fins de semana. Se fosse um filme americano: longas conversas sobre sentimentos, abraços efusivos, eu-te-amo à exaustão, retorno do pai, redenção e constituição de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/O-Garoto-de-Bicicleta-Le-Gamin-Au-Vélo-The-Kid-With-A-Bike-2011.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-878" title="O Garoto de Bicicleta (Le Gamin Au Vélo  The Kid With A Bike) 2011" src="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/O-Garoto-de-Bicicleta-Le-Gamin-Au-Vélo-The-Kid-With-A-Bike-2011.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a></p>
<p>O tema é puro melodrama. Garoto mandado pelo pai a um orfanato se revolta contra tudo e todos e o procura desesperadamente. No percurso, esbarra numa cabeleireira que aceita &#8220;adotá-lo&#8221; nos fins de semana. Se fosse um filme americano: longas conversas sobre sentimentos, abraços efusivos, eu-te-amo à exaustão, retorno do pai, redenção e constituição de uma nova família. Nada disso os irmãos Dardennes aceitam. Cada plano se volta contra a possibilidade do drama fácil. O menino é duro, agressivo, grosseiro, irrascível, mente sem piedade. Toda personalidade se traduz no seu modo de portar na bicicleta, movimentos bruscos, velozes, pura violência. E os diretores, <strong>Jean-Pierre</strong> e <strong>Luc Dardenne</strong> dirigem o filme com uma câmera tensa, com movimentos duros, para esse menino que parece fugir da câmera que o persegue. No plano da edição, ela se faz por retalhos, em cortes bruscos, tudo sem admitir trilha musical, canções. A cada canto do roteiro, esbarra-se no desamor, e tudo é ríspido, rascante; até mesmo a aceitação da cabeleireira e sua afetividade sem calor. A cada quadro um perigo para o menino indisciplinado, pequeno demônio de ingratidão a quem, quase, o abandono e a insensibilidade do pai parece merecimento. Sua tentativa de suprir a carência aderindo a um bandido local, põe a todos nós de sobreaviso. A sequencia de treinamento para o crime e a terrível queda da árvore &#8212; num espaço onde costumeiramente havia pregos e cacos de vidros &#8212; nos estarrece, pois de repente nós também somos ele.</p>
<p><a href="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/O-Garoto-de-Bicicleta.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-877" title="O Garoto de Bicicleta" src="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/O-Garoto-de-Bicicleta.jpg" alt="" width="470" height="275" /></a></p>
<p>No filme, tudo dói e nos emociona pela dureza dessa narrativa sem concessão para sentimentalismos. Tal secura de viver nos permite, raras vezes, perceber a força dos atores &#8212; por justamente parecerem não atuar, &#8212; com exceção de um único momento, no choro sentido de Cécile. Filme pequeno, forte, duro, ele nos arrebenta emocionalmente de um modo incomum. E torcemos no fim, e enfim, para que o garoto seja feliz.</p>
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		<title>As partidas de Rimbaud</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 15:52:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Alkmim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[poeta]]></category>
		<category><![CDATA[Rimbaud]]></category>
		<category><![CDATA[simbolismo]]></category>

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		<description><![CDATA[PARTIDA Farto de ver. A visão que se reecontra em toda parte. Farto de ter. O ruído das cidades, à noite, e ao sol, e sempre. Farto de saber. As paradas da vida. &#8211; Ó Ruídos e Visões! Partir para afetos e rumores novos. O francês Arthur Rimbaud, nascido em 1854, sempre foi um homem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2011/11/rimbaud01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-870" title="rimbaud01" src="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2011/11/rimbaud01.jpg" alt="" width="500" height="321" /></a></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>PARTIDA</strong><br />
<strong>Farto de ver. A visão que se reecontra em toda parte.</strong><br />
<strong> Farto de ter. O ruído das cidades, à noite, e ao sol, e sempre.</strong><br />
<strong> Farto de saber. As paradas da vida. &#8211; Ó Ruídos e Visões!</strong><br />
<strong> Partir para afetos e rumores novos.</strong></p>
</blockquote>
<p>O francês <strong>Arthur Rimbaud</strong>, nascido em 1854, sempre foi um homem de partidas, criando ao seu redor muitas histórias verídicas e outras fantasiosas até a sua morte com apenas 37 anos num hospital em Marseille. Rimbaud abandonou a poesia aos 19 anos e, na vida adulta, procurou se estabelecer com trabalhos fixos. Ele se alistou como soldado no Exército Colonial Holandês na Indonésia, voltou para a França, foi para o Chipre trabalhar de capataz numa empresa de construção, depois passou alguns anos no Iêmen e, na Etiópia, onde foi mercador e vendia, entre outras coisas, café e armas. Foi também um grande colecionador de mulheres por onde passou.</p>
<p>Por esse período notável de aventuras, já seria uma grande personagem para qualquer escritor ou diretor de cinema. Mas Rimbaud foi um adolescente prodígio, um dos pilares da poesia e prosa poética, e que influenciou um sem número de poetas no século XX, como também os movimentos de contracultura, chegando a ser transformado num ícone popular, com grafites com sua imagem espalhados por cidades no mundo.</p>
<p>Rimbaud escreveu entre os 15 e 19 anos, para o espanto dos poetas e da sociedade francesa da época. Sua poesia é invariavelmente comparada à sua personalidade explosiva. Ele gostava de se vestir de maneira extravagante, conservando uma longa cabeleira. Foi de suma importância o reconhecimento de alguns poetas simbolistas, como <em>Malarmé</em>, <em>Valéry</em> e <em>Verlaine</em>, para alavancar o mito de Rimbaud.</p>
<p><a href="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2011/11/verlaine-rimbaud.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-871" title="verlaine rimbaud" src="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2011/11/verlaine-rimbaud.jpg" alt="" width="434" height="372" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>À esquerda Paul Verlaine e Rimbaud ao centro</em></p>
<p>Após uma troca de cartas com Verlaine para expor seu trabalho ao poeta, iniciou-se uma profunda admiração do mais velho sobre o mais novo, deu-se num romance entre os dois, trazendo muitos problemas para ambos, já que Verlaine era casado e com um filho. Eles viveram sob pobreza por várias cidades européias. Verlaine, alcoólatra, num acesso de loucura disparou contra Rimbaud, que foi ferido no joelho, caso que só piorou sua saúde durante os anos seguintes. Verlaine foi preso por dois anos.</p>
<p>Além dos poemas espalhados durante seus anos de poeta, ele tem duas obras principais: <em>“Uma temporada no inferno”</em>, em prosa poética, onde Rimbaud procura suas origens em terras distantes e pelo conhecimento, marco do simbolismo e, em <em>“As iluminações”</em>, com 42 poemas em versos livres, o que foi um escândalo para os franceses tradicionalistas por natureza.</p>
<p><a href="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2011/11/rimbaud-rimbaud.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-872" title="rimbaud rimbaud" src="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2011/11/rimbaud-rimbaud.jpg" alt="" width="416" height="293" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>Rimbaud em <span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Áden, no Iêmen, em 1880 e o adolescente</span></em></p>
<p style="text-align: left;">Talvez o melhor tradutor de Rimbaud para o português tenha sido o grande Augusto de Campos, para ele:</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>“Rimbaud é, sem dúvida, um dos grandes inovadores da linguagem poética, na raíz da Modernidade&#8230; desestabiliza a semântica poética com as associações insólitas de sua imaginação e a violência do seu vocabulário, corrói os limites entre prosa e poesia, consciente e inconsciente, e prepara as investidas da parataxe que caracterizarão o discurso poético moderno.”</strong></em></p>
<p>Rimbaud, o inquieto, o anárquico, o bon amant, o boêmio, o gênio, transformou cada partida para uma nova experiência num poema eterno.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Minha boêmia</strong><br />
<strong> (Fantasia)</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Lá ia eu, de mãos nos bolsos descosidos;</strong><br />
<strong> Meu paletó também tornava-se ideal;</strong><br />
<strong> Sob o céu, Musa, eu fui teu súdito leal,</strong><br />
<strong> Puxa vida! a sonhar amores destemidos!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>O meu único par de calças tinha furos.</strong><br />
<strong> – Pequeno Polegar do sonho ao meu redor</strong><br />
<strong> Rimas espalho. Albergo-me à Ursa Maior.</strong><br />
<strong> – Os meus astros no céu rangem frêmitos puros.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Sentado, eu os ouvia, à beira do caminho,</strong><br />
<strong> Nas noites de setembro, onde senti qual vinho</strong><br />
<strong> O orvalho a rorejar-me a fronte em comoção;</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Onde, rimando em meio a imensidões fantásticas,</strong><br />
<strong> Eu tomava, qual lira, as botinas elásticas</strong><br />
<strong> E tangia um dos pés junto ao meu coração!</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;I&#8217;d rather be a musician than a rockstar&#8221;</title>
		<link>http://soulart.org/musica/id-rather-be-a-musician-than-a-rockstar/</link>
		<comments>http://soulart.org/musica/id-rather-be-a-musician-than-a-rockstar/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 16:25:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chloé Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[george harrison]]></category>

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		<description><![CDATA[Há 10 anos, morria de câncer o Beatle mais legal: George Harrison. Você pode discutir que o Paul é mais músico e as composições do John são melhores, mas tentar chegar a uma conclusão sobre o melhor Beatle é quase a mesma coisa do que falar de futebol e religião. George sempre foi o mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2011/11/George+Harrison+GEORGE+by+AVEDON.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-862" title="George+Harrison+GEORGE+by+AVEDON" src="http://soulart.org/wordpress/wp-content/uploads/2011/11/George+Harrison+GEORGE+by+AVEDON-252x300.png" alt="" width="165" height="196" /></a>Há 10 anos, morria de câncer o Beatle mais legal: George Harrison. Você pode discutir que o Paul é mais músico e as composições do John são melhores, mas tentar chegar a uma conclusão sobre o melhor Beatle é quase a mesma coisa do que falar de futebol e religião.</p>
<p>George sempre foi o mais desencanadão do grupo. Foi graças as suas viagens malucas que em vários sons dos Beatles podemos ouvir uma cítara e barulhos de passarinhos. Nada me tira da cabeça, por exemplo, que foi ele que teve a idéia de por passarinhos cantando antes do começo de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=YCKANiM9tUM">Across The Universe</a>.</p>
<p>Depois dos Beatles, George teve uma longa carreira solo, cantando é claro suas composições feitas na época do fab four e também um monte de outras pérolas com letras do caralho, além de um jeito único de tocar guitarra. Não falo de ser virtuose, mas de transmitir uma emoção incrível em arranjos que reverberam até hoje.</p>
<p>Ou vai me dizer que você, leitora, não ia querer que alguém fizesse isso com você?</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/AT4ZcSxN95s" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p>Não importa se o cara fez essa música pra <a href="http://papodehomem.com.br/inspire-se-com-pattie-boyd/">mina que depois ia ser surrupiada pelo Eric Clapton</a>, se até o Frank Sinatra disse que ela é a melhor música de amor de todos os tempos, quem somos nós, reles mortais, pra discordar?</p>
<p>Pra finalizar, uma das mais conhecidas de sua carreira solo, mas que na verdade foi gravada na época do Beatles ainda. A fita foi a seguinte: logo que saiu da banda, Jorginho (é assim que eu o chamo), pegou tudo seu que não foi aproveitado nesse tempo e lançou. É o caso dessa belezoca aqui.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/cB87EGcXWF4" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p>Jorginho, o mundo é um lugar bem mais lindo só porque você existiu aqui.</p>
<p><em>*Ah, vale lembrar que o Martin Scorsese fez um documentário especial pro George, <a href="http://www.imdb.com/title/tt1113829/">Living in The Material World</a>, lançado esse ano.</em></p>
]]></content:encoded>
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