Diário de Pedradas: Sabotage – Rap É Compromisso (2000)

Sabotage

No dia de hoje, 24 de janeiro de 2014, completou-se onze anos desde a morte de Mauro Mateus dos Santos, o Maestro do Canão, Sabotage. Em uma época onde o rap invade lugares para os quais nunca havia sido convidado antes, e as misturas e inovações são cada vez mais bem aceitas pelo público, é preciso manter vivo não só o nome de Sabotage, o tão lembrado sangue bom, mas a revolução desencadeada por seu som. A parceria do rapper com o RZO, Zé Gonzales e Daniel Ganjaman, registrada no disco Rap é Compromisso, de 2000, é o testamento de um MC que conseguiu inventar sua própria sonoridade dentro do estilo, desfilando um flow incomparável em cima de bases muito bem produzidas, musicalmente ricas. Tudo isso, sem se desviar da essência do rap sustentada por Mano Brown, KL Jay, Edi Rock e Ice Blue. Sabota provou à própria cena que o rap tinha potencial como música, e expandiu os horizontes de toda uma geração que cresceu ouvindo suas rimas – construiu com humildade um bom lugar, onde hoje a cena cresce e continua a caminhada.

01. Introdução
02. Rap é Compromisso
03. Um Bom Lugar
04. No Brooklin
05. Cocaína
06. Na Zona Sul
07. A Cultura
08. Incentivando o Som
09. Respeito é Pra Quem Tem
10. País da Fome
11. Cantando Pro Santo

Por destino ou por não ser nenhum craque no futebol, começou a escrever desde cedo. Deitado em um dos gramados do Museu do Ipiranga, conheceu A Tábua de Esmeraldas e o violão de Jorge Ben, encontro que o motivou a imaginar um futuro onde ouviria discos e escreveria sobre eles. Antes de ingressar na faculdade de Jornalismo, foi obrigado a trocar as salas de Ciências Sociais pelas fileiras do Exército Brasileiro. Gosta de sofrer com o Palmeiras, filmes coreanos e os chiados de sua vitrola Polyvox.

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