Sinestesia – Disco começa pela capa: Referência e revoada

Existem momentos na vida e no trabalho de um designer que suas referências falam mais alto que suas habilidades. Sky Blue Sky é um disco pelo qual qualquer um se apaixona pela capa e pela música. Ponto. Três guitarras inteligentemente colocadas formando o que para mim é a obra-prima entre as obras-primas do Wilco.

Todas as músicas te envolvem. Quebras na linearidade  aparecem a todo momento. E Lawrence Azerrad tem mais do que talento para acertar em uma das capas mais lindas que já tive contato. É tão simples que chega a incomodar. É tão certeira que chega a parecer manipulada só para este disco. Mas é uma foto. Pura e simples. Uma foto que, em algum momento, foi percebida pelo designer e que, imerso no trabalho de traduzir a música em imagem, abre mão da manipulação, dos vetores, do catálogo tipográfico. E no final, o disco é exatamente essa foto: é suave, é fluido, é leve e, ao mesmo tempo, tem alguma coisa fora do lugar, fora da regra, fora da ordem. Puro entendimento de causa.

No site de Lawrence Azerrad você vê todos os trabalhos que ele fez pro Wilco e pra tantos outros músicos. Aposto que vai surpreender. Coisa fina, saca só.

O ensaio fotográfico é de Manuel Presti, que é especialista em capturar momentos da natureza. Viaje em outras fotos do mesmo ensaio.

Eduardo Ribeiro é designer gráfico, comunicador e gestor cultural independente. Com 6 anos de idade pedia pra irmã colocar o Kill ‘Em All do Metallica e o resto da história vocês podem imaginar. Atualmente escreve a coluna “Sinestesia – Disco começa pela capa” aqui no Soul Art e atua como diretor de arte da banda Marco Nalesso e A Fundação e do Coletivo Marte e nunca se afasta da música simplesmente porque é impossível.

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