Sexta-feira. Não importa se você vai sair, vai ficar em casa, vai beber, vai sair pra jantar. O dia tá lindo e faltam menos de 4 horas pra você estar livre (ou não), leve e solto pro fim de semana. Portanto, pare de ouvir músicas da fossa e abra seu coração pra essas maravilhas alto-astral.
Grouplove – Chloe
Eu não conhecia esse grupo, é um pouco hipster demais pra mim. Mas uma amiga me mandou essa faixa super animadinha e o melhor de tudo: tem o meu nome! Cadê seu deus agora Michelle, Julia, Layla?
Easy Stars All Stars – With a Little Help from My Friends
Esses lindos merecem um post só deles, mas essa regravação dos Beatles também merece um lugar no seu coração hoje.
Cachorro Grande – Agora Eu Tô Bem Louco
Tá, vocês podem não gostar. Mas se você é do time que não vai ficar sóbrio hoje, não tem como não dar uma animadinha de leve.
Beastie Boys – (You Gotta) Fight For Your Right (To Party)
Clássica, clássica e clássica. Clipe animal!
E você? Qual sua feel-good song? Bom fim de semana e batalhe mesmo pelo direito tão nobre de ir à desforra!
UMA APRESENTAÇÃO. Gregos propagavam que aos quarenta trocamos de humores e sombra. Estou prestes a saber. Por enquanto atendo pelo nome de Eduardo Araujo. As palavras são do que vivo: trabalho de ler, escrever, ensinar. Contos, crítica, roteiros, alguma poesia, tudo escasso e ainda ilegítimo. Por isso publico em rede, em nuvens. Ensinar para mim é apresentação e esclarecimento das grandes e intricadas histórias (entrelinhas) dos autores (seus mistérios). Gosto de ordenar palavras num bom texto; e, quando posso, entortar a frase e o pensamento. Doutorado pela USP, professor universitário, de cursinho, realizador esporádico de cinema. Por causa disto, de gostar também de um pouco de tudo, escrevo aqui resenhas; sugestões de filmes, livros, peças, exposições, fotografia, artes de um modo geral. Tudo breve, as sempre 199 palavras e a vantagem de ser coluna curta, para não entediar possíveis leitores. No plano pessoal, pouco a dizer: não tive filhos, perdi amigos, formei pessoas, fotografo demais. De meu: muitos livros, filmes, um cão compartilhado e um blog chamado Revide. Ando gostando de viagens. Plagiário literário, reinvento-me ao escrever. Meio Brás Cubas, sinto-me estagnado, um tanto gordo, camurro. Constante nos atrasos e adiamentos. Assim, fica esse texto de apresentação de As 199 palavras.
Já vou avisando que aqui vai uma série de posts ”mulherzinha”, mas para os machos seguidores, mulherzinhas pra lá de desejáveis.
Muitas atrizes soltam a voz, inventam bandas e interpretam groupies e rock stars, mas aqui vão três que me pegaram de surpresa (boa): Scarlett Johansson, Zooey Deschanel e Charlotte Gainsbourg.
Sou bem suspeita para falar da Scarlett Johansson, ainda mais depois do devasso movimento #johanssoning (quem nunca?), mas a loira andou soltando a voz nos últimos anos. Primeiro, com o disco de covers do Tom Waits ”Anywhere I Lay my Head”, produzido por David Bowie, que também dá seus pitacos nos vocais das músicas. Confesso que não é de agradar a todos os ouvintes e pode deixar muito fã de Tom Waits indignado, mas não é de se jogar fora. A voz rouca e apática da atriz faz você querer ouvir mais. ”Falling Down” é a única música do álbum que ganhou clipe. É um rockinho até que bem agradável, vai!
Mas apesar das críticas, Scarlett não parou por aí. Juntou-se ao compositor Pete Yorn e, em 2009, a dupla lançou seu primeiro álbum: “Break up”. Baladinhas dançantes inspiradas em Serge Gainsbourg e Brigitte Bardot. É para ficar curioso. Experimenta aí!
(Sim, sim, é a música de alguma propaganda. Também não me lembro qual.)
A moça é bonita, boa atriz, tem até uma voz boa, é do rock, mas como todo mundo tem defeito, checa só o carisma da pessoa no palco. (morri de sono e de vergonha alheia).
Depois, tem mais: Zooey Deschanel e seu She & Him.
Primeiro, conheci a Miranda, alta, de pele absurdamente clara, cabelos negros e aqueles olhos gigantes e azuis. Aí, ela abriu a boca e disse: “Se você realmente me ama, então vamos fazer um pacto bem aqui e agora.” Tá, não delira, Renata. A verdade é que a Miranda é também conhecida como Miranda July, artista plástica, produtora, cineasta, curadora, escritora, roteirista, atriz, cozinheira… Sabe esse tipo de gente que começou e nunca mais parou? Pois esta é a Miranda. A frase delirante acima é a abertura de seu primeiro longametragem chamado: “Me and you and everyone we know” (“Eu, você e todos nós”, em tupi), e do que se trata esse filme, afinal? De tudo e de nada, bem típico dos filmes independentes aka ‘indies’, que de alguma forma conseguem mudar minimamente sua vida. O enredo gira em torno do possível relacionamento entre Christine (Miranda July), que em minha opinião interpreta a si mesma; e Richard (John Hawkes), um vendedor de sapatos. Bom, depois, conheci as outras versões da moça, também escritora com o brilhante: “No one belongs here more than you” (“É claro que você sabe do que estou falando”, em tupi-grego), e para completar vem dezenas de projetos artísticos, curtas, intervenções e muitos “etc” que vale a pena googlar. Fica aqui um exemplo:
Sem falar de seu novo longa “The Future“, que foi exibido no Sundance e anda rodando os festivais do mundo. Se nós tivermos sorte, ele pode aparecer na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, agora em outubro de 2011. Vou contar com a sorte.
Mas o melhor é que a bonita faz parte daquela galerinha que você (eu) gostaria de fazer parte. Sabe o grupo legal da escola? Pois foi através dela que conheci Matt McCormick, outro cineasta digno de uma googlada, com quem já trabalhou em projetos paralelos. E não é que chegou em minhas mãos uma cópia de seu novo filme “Some days are better than others“!? Pois é, Matt deu um pulo em nossa cidade no ano passado e exibiu seu longa na Academia Internacional de Cinema. Eu acabei ganhando como presente e não tive coragem de vazar. Tem coisa que é preciso respeitar.
Spike Jonze e Miranda July em set de "I'm Here"
E para completar o cool kids, a cereja do bolo: Spike Jonze, que também é amigo da Miranda, e surgiram uns boatos de que iriam começar a trabalhar juntos na época em que Spike gravava o belíssimo curta “I’m Here” (que ainda vai render um post inteiro para ele). Ainda não vi resultados dos boatos, mas só de saber que todos esses seres, que começaram e nunca mais pararam, estão juntos já dá uma vontade ridícula de produzir alguma coisa, não é?
Bom, tava pensando aqui em como ia estrear no blog. Quis falar de rap e de histórias, afinal, é tipos o começo de uma história (sem ser piegas) escrever em um lugar novo, pra um público novo e num blog que está praticamente nascendo de novo.
Pra brindar isso e essa terça-feira com cara de São Paulo mesmo, um dos melhores caras que eu ouvi esse ano e um excelente contador de histórias – Rodrigo Ogi.
Se liga nesse som, “Por que, meu Deus?”. É uma história clássica no rap – um assalto à banco. Só que aqui o Ogi conta também a história do polícia que tava na cena, tão difícil quanto a do assaltante e contada de um jeito simples e envolvente.
Ele tá com seu primeiro CD solo, chamado “Crônicas da Cidade Cinza”. Lá conta várias histórias, adivinha só de onde? A arte da capa é feita pelos Gêmeos e nas faixas Ogi fala da vida dos motoboys, dos desempregados, dos policiais, dos grafiteiros e de todo mundo que divide um espaço que nem existe aqui em São Paulo. A abertura do CD é essa linda poesia do Plínio Marcos seguida de um som que tem o dedo do Stereodubs.
“Crônicas” pode ser ouvido na íntegra na fanpage do cara que, se eu fosse você, curtia.
Ontem no parque do Ibirapuera rolou o 9° Bourbon Street Festival. Gente bonita, diferenciada, muitos sorrisos e uma ótima energia. Porém, as bandas não me agradaram tanto, achei um pouco pop demais. Não que eu tenha preconceito com a cultura da música pop, mas, para um festival de jazz, esperava algo mais arte e não músicas que pareciam trilha sonora de filme comercial fracassado em bilheteria. O festival terminou com o público pedindo Amy, Amy, Amy, e eu na esperança de ver, quem sabe por um momento, a musa Billie Holiday.
O que salvou a noite foi o dubstep do David Bowie em forma de vídeo, em quatro telões. The Creators Project, experiência audiovisual que se encerra hoje com Emicida. Partiu.
Se você sempre achou que somente em Alcatraz a fuga era impossível, é que você não conheceu o campo de prisioneiros de guerra, Stalag Luft III, considerado pela força aérea alemã como o mais seguro da época. Era lá que a polícia de Hitler guardava os principais prisioneiros militares das forças inimigas: Steve McQueen, James Garner, Richard Attenborough, Charles Bronson e James Coburn; juntos no plano de fuga mais audacioso e verídico da segunda guerra mundial. The Great Escape ou Fugindo do Inferno, é um clássico de 1963, dirigido por John Sturges.