The Dave Brubeck Quartet – [1959] – Time Out

novembro 28th, 2009

Sábado a noite, após rever todos os filmes de seu box do Indiana Jones, você não está com saco para ir naquela balada chata no centro da cidade, e muito menos, ir no churras do seu amigo. Mas e agora, o que fazer para animar a noite?

Por acaso já ouviu falar do quarteto do pianista de jazz Dave Brubeck? Não? Então orgulhosamente apresento o clássico Time out de 1959. Na minha opinião o melhor álbum de jazz ao lado de Kind of blue de Miles Davis. Há algum tempo que percebi que até a equipe de produção do Fantástico e Globo Repórter gosta de usar músicas desse álbum como trilha para algumas matérias.

Brubeck não era muito interessado em aprender por métodos, simplesmente queria compor suas próprias melodias e por isso nunca aprendeu a ler partituras. Evitava ler durante as aulas de piano de sua mãe, alegando dificuldade de visão. Na faculdade, Brubeck quase foi expulso do curso, quando um de seus professores descobriu que ele não sabia ler partituras. Muitos outros professores o defenderam apontando seu talento em contraponto e harmonia, mas a escola continuou com medo de que isso pudesse causar um escândalo, e só concordou em lhe dar o diploma se ele concordasse em nunca dar aulas de piano.

Em 1951 fundou o The Dave Brubeck Quartet, com Joe Dodge, Bob Bates, Paul Desmond. A gravação de Take five, uma composição de Desmond, em 1959, transformou o quarteto num campeão de vendagens da época. O álbum continha somente composições inéditas, sendo que quase todas tinham uma métrica ímpar, entre elas estavam os clássicos Blue rondo à la turk e Take five. A propósito, entre Brubeck e Desmond, viria a se desenvolver com o passar dos anos, um entrosamento quase telepático.

Pronto, agora a noite está garantida, basta abrir uma garrafa de cerveja de trigo, apagar a luz, sentar no sofá e apreciar.

1. Blue Rondo à la Turk – 6:44
2. Strange Meadow Lark – 7:22
3. Take Five – 5:24
4. Three to Get Ready – 5:24
5. Kathy’s Waltz – 4:48
6. Everybody’s Jumpin’ – 4:23
7. Pick Up Sticks – 4:16

Download: The Dave Brubeck Quartet – [1959] – Time Out

XI Festa do Livro da USP

novembro 22nd, 2009

Universitário ou não, se você gosta de uma boa leitura e o dinheiro sempre falta, fique atento, pois entre os dias 25 e 27, das 9 às 21 horas, acontece a 11° edição da Festa do Livro da USP, em que publicações de diversas editoras, incluindo da Editora da USP (Edusp), são vendidas com desconto mínimo de 50%.

A feira acontece no prédio da Geografia e História, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, localizada na Rua do Lago, 717, Cidade Universitária, São Paulo.

O evento é aberto a toda a comunidade USP e também ao público externo.

Informações: (11) 3091-1617

Jarr Geerligs & Os 1500 pôsteres em Amsterdam

novembro 13th, 2009

Se você está em busca de referências para criação de um layout bacana e descolado, para impressionar aquele cliente bem dotado, ou agradar a banda do seu amigo fazendo um flyer para o show do final de semana; você não pode deixar de conferir o Flickr do designer holandês:
Jarr Geerligs.

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 (Via: designlovrs.com.br)

Fleet Foxes – [2008] – Fleet Foxes

novembro 5th, 2009

Fleet Foxes - 2008

Seattle é a maior cidade do estado americano de Washington e um grande centro financeiro, comercial, industrial e turístico. Considerada também como cidade global é massivamente conhecida por ser a cidade em que surgiu o movimento grunge na década de 90, onde bandas  como Pearl Jam, Nirvana, Alice in Chains e Soundgarden apareceram. Também foi a cidade natal de Jimi Hendrix. Enfim, um lugar bacaninha.

Atualmente o que mais me chama atenção em Seattle é um conjunto musical que atende pelo nome de Fleet Foxes. O prímeiro álbum – “Fleet Foxes” – foi lançado em 2008. Devido ao grande sentimentalismo e beleza rítmica representada pelos simples acordes de violão, o pequeno período de tempo em que baixei o álbum e conheci a banda, foi suficiente para transformar a novidade em necessidade musical. Com certeza, já está entre os melhores do ano.

Fleet Foxes

Liderada pelo vocalista e guitarrista Robin Pecknold, que cresceu ouvindo discos de Bob Dylan, Neil Young, The Zombies, e dos Beach Boys. Fleet Foxes segue uma linha de pop barroco com influência folk e de rock clássico. O grupo é composto por Skyler Skjelset (guitarrra), Bryn Lumsden (baixo), Nicholas Peterson (bateria), e Casey Wescott (teclados); o som é definido pelos próprios integrantes como “baroque harmonic pop jams”.

Bela indicação do meu querido irmão Adriano, como sempre, me apresentando preciosidades. Gracias hermano!

Faça o download do álbum > Fleet Foxes – [2008] – Fleet Foxes

V Fórum de editoração – Cotidiano e teoria

novembro 1st, 2009

Acordar cedo em um sábado de final de semana com feriado prolongado não é nada legal. Mas quando se trata do dia escolhido para a realização de um fórum em que profissionais, pesquisadores e estudantes da área editorial, se encontram em quatro mesas para discutir e refletir a respeito do aprendizado acadêmico e a prática no dia a dia de diferentes segmentos do mercado de comunicação social; com toda certeza, vale a pena sair da cama.

Cheguei atrasado, como sempre. Mas esse atraso não atrapalhou. Na verdade o início do evento passou do horário marcado pois os organizadores – alunos do curso de editoração da ECA-USP – acrescentaram algumas cadeiras no auditório porque não imaginavam que o número de pessoas seria superior a 80 (capacidade física do pequeno auditório do MASP); sendo assim degustei um maravilhoso capuccino e fui prestigiar a primeira mesa.

Editor: Sabe o que faz ou faz o que sabe?
Paulo Werneck (editor literário da Cosac Naify) sustentou que um editor por ter os pés na formação material e intelecutal, pode ser comparado a um arquiteto. Maria José Rosolino (coordenadora do curso de Produção Editorial da Universidade Anhembi Morumbi) completou dizendo que um editor é um arquiteto generalista, mas com domínio em todos os processos editoriais.
A maior dificuldade do mercado é formar novos leitores. O papel não só do editor, como de todos profissionais envolvidos na criação, é conquistar aqueles que não se interessam pelo seu produto. Sendo assim, batendo todas suas experiências acadêmicas e profissionais no liquidificador, o editor por estar preparado, sempre saberá o que fazer.

Coffee-break e mais um capuccino acompanhando a travessa de pão de queijo.

Na segunda mesa fui rever todo o meu preconceito contra o marketing, afinal de contas, temos que entender a grande dissônancia existente entre o mkt editorial e os editores de texto e arte. O que me deixou surpreso foi saber que realmente precisamos deles, e eles de nós. Temos que ser unidos, por mais que seja difícil. Nossa união resultará na resolução do problema dos clientes ao comprar um livro. Mas, qual é o problema do cliente que compra um livro? Se ele comprou um livro, seja técnico, acadêmico, romance ou fictício; ele precisa de algo e espera que esse produto preencha o que ele procura. Dessa maneira, o marketing junto com a equipe editorial tem por obrigação apresentar da melhor maneira possível, a resolução do problema do cliente com o seu produto.
Meu preconceito não acabou por inteiro ao ver que marketeiros comparados com editores, não tem tanta dinâmica e desenvoltura com as palavras. Mas ok, um desconto. A função deles é vender, né? Desconto para as piadas também: “Editores são escritores fracassados” ou “Como um editor se suicida? Sobe no estoque e pula!”.

Fim do primeiro tempo e vamos passear na avenida mais importante de São Paulo. Adoro todo o choque cultural, mendigos pedindo esmola para empresários gringos na frente do McDonalds com funcionários que não sabem falar a língua local por falta de instrução e blá blá blá…
… O que tinha de sabaroso, tinha de óleo. Pensei ao degustar meu segundo risólis de queijo daquele buteco da augusta. A coca esquentando enquanto eu corria sentido MASP para a primeira mesa do segundo horário: Políticas públicas para o livro e a liberdade editorial.

Fiquei chocado com os números apontando que a população brasileira lê durante 5,2 horas por semana e em média, 4,7 livros por ano. E que 18,4 horas semanais são gastas pelos brasileiros diante da televisão. Vocês sabiam que 90% das escolas públicas do Maranhão e 50% das de São Paulo, não tem biblioteca? Números esses que me tirou do foco e rendeu em alguns pensamentos estranhos… agora entendo os funcionários do McDonalds.

No último coffee-break optei por um cházinho. Na verdade, o risólis gorduroso mandou um abraço. Estamos na reta final do fórum e aguardo ansiosamente para saber mais sobre as tendências da editoração no Brasil.

Vivemos em uma época aonde tudo acontece. O livro está em metamorfose num processo dinâmico e os profissionais estão em defesa da propriedade intelectual. Com certeza, o produto impresso (livro ou revista) não vão deixar de existir, falando sobre a vinda dos e-books. Assim como os discos de vinyl, o livro será ítem de colecionador, pois mesmo produzido em baixa escala, se for bom, venderá. Quem ama cuida. Não há nada tão belo quanto o contato entre a pele humana e o papel, o cheiro, o tato… Mas quantos livros você lê por ano mesmo? Um Kindle possui 240 mil títulos disponíveis para compra através do site da Amazon. Mas quantos lívros um brasileiro lê por ano? Por isso eu ainda acho que o livro continuará a ser nosso grande e fiel amigo. E como é bom estar presente onde tudo acontece!

Um parabéns para os alunos do curso de Editoração da ECA-USP pela organização e realização do evento. Mandaram muito bem!
Vejo vocês no VI Fórum de Editoração.

V Fórum de Editoração – Auditório do MASP

outubro 27th, 2009

FORUM

O Fórum de Editoração é um evento organizado exclusivamente pelos alunos do curso de Editoração da USP, e conta com o apoio do MASP (Museu de Arte de São Paulo), da Edusp (Editora da Universidade de São Paulo) e da LIBRE (Liga Brasileira de Editoras). Seu objetivo é fomentar um espaço de encontro, reflexão e discussão entre o público acadêmico e os diversos profissionais da cadeia do livro e do mercado editorial. Para este fim, o evento propõe temas e debates de grande relevância para profissionais, pesquisadores e estudantes da área editorial, bem como de outras áreas afins.

Programação:

8h00 – Café da manhã
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8h30 – Editor: sabe o que faz ou faz o que sabe?

Convidados:
- Cristina Yamazaki
Sócia da Todotipo Editorial; mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP

- Dario Luiz
Professor das Faculdades Rio Branco

- Maria José Rosolino
Coordenadora do curso de Produção Editorial da Anhembi Morumbi

- Paulo Werneck
Editor da CosacNaify

Mediador:
- Plínio Martins Filho
Diretor da Edusp
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10h30 – Coffee-break
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11h00 – Revendo o preconceito contra o marketing

Convidados:
- Hélio Puglia
Mestre em Administração pela FEA-USP

- Marcelo Levy
Diretor Comercial da Companhia das Letras

- Maria Conceição Azevedo
Editora Peirópolis

Mediador:
Maria José Rosolino
Coordenadora do curso de Produção Editorial da Anhembi Morumbi

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12h30 – Intervalo para o almoço
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13h30 – Políticas públicas para o livro e a liberdade editorial

Convidados:
- Alexandre Faccioli
Ex-diretor editorial das Editoras Saraiva, SM e Escala Educacional

- Nilson José Machado
Universidade de São Paulo

- Rogério Gastaldo
Editor da Saraiva

Mediador:
Samira Youssef Campedelli
Professora da ECA-USP

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15h00 – Coffee-break
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15h30 – Tendências da editoração no Brasil

Convidados:
- Carlos Zibel
Designer e professor da FAU-USP

- Gabriela Dias
Editora Moderna

- João Scortecci
Presidente do Grupo Editorial Scortecci

Mediador:
- Carlo Carrenho
Carrenho Editorial e PublishNews
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17h – Encerramento
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Saiba mais: www.comartejr.com.br/forum

José Javier Serrano

outubro 11th, 2009

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Ótimo trabalho resultando em belas imagens capturadas através das lentes de José Javier Serrano, experiente fotógrafo espanhol. Com um olhar incrível, destacando formas e cores, Serrano deixa um convite para um belo passeio pelas ruas de Londres, uma estação do metrô de Vienna, praias espanholas, fotos aérea, e até mesmo, as peculiaridades das paredes parisienses.

Recomendo, boa referência para dar um tapa na criativade:
José Javier Serrano

Exposição “Vertigem” dos Gêmeos no MAB (FAAP)

setembro 20th, 2009

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A exposição “Vertigem”, que já rolou no Rio de Janeiro e Curitiba, estreia em São Paulo dia 24 de Outubro e vai até Dezembro no MAB – Museu de Arte Brasileira da FAAP.

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Uma das esculturas de “Vertigem” é um cubo-cabeça, suspenso no ar, intitulado Luminescence, em que o visitante encaixa sua cabeça e dá uma visão infinita das pessoas. A dupla preparou peças exclusivas para a expo em SP.

MAB – Museu de Arte Brasileira da FAAP
Endereço: Rua Alagoas, 903 – Higienópolis
Informações: (11) 3662-7198
Horários: de 3ª a 6ª – das 10h às 20h
Sábados, domingos e Feriados – das 13h às 17h – Entrada Franca

Arte Punk: Distorção do Desconstruído

setembro 13th, 2009

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“Só um imbecil confundiria punk com arte”, diz Stewart Home em seu ensaio sobre o punk. Ok, mas isso não significa que punks não se confundam, muito menos que não sejam imbecis. Mesmo com a maioria dos jovens “cagando” para a “arte séria”, alguns deles preferem utilizar mídias tradicionalmente artísticas para se manifestarem. Kauê Garcia, inquieto por natureza, é um desses casos, que por meio de suas colagens e desenhos compulsivos traduz parte de sua vivência em forma de um diário gráfico em folhas avulsas.

Entranhado numa montanha de papel velho, cartazes, fotocópias, cartas, embalagens ou restos de nada, matéria prima é o que não falta para esse sujeito realizar seus experimentos. Mesmo com pouca idade já acumula uma produção considerável em número e força expressiva. O título “Arte Punk” une duas palavras abstratas, mas o resultado é palpável, concreto. Esta antítese move a pesquisa desse artista, o punk o destrói e arte torna-o saudável, pelo menos teoricamente.”

(Alex Vieira, idealizador da Revista Prego)

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Kauê Garcia utiliza imagens publicitárias, álbuns de família, sprays, letras em decalque a seco e outros materiais encontrados em caçambas de entulhos, durante suas andanças pelos centros urbanos. Projeto contemplado pelo Edital de Projetos Expositivos do CCJ.

Abertura: Sábado, 19 de setembro a partir das 19h.
Endereço: Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641 (ao lado do terminal Cachoeirinha)
Vila Nova Cachoeirinha – São Paulo – SP

Alguns trabalhos de Kauê Garcia que estarão na exposição:

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Sigur Rós – [2007] – Heima

setembro 13th, 2009

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Sigur Rós é uma banda islandesa de post-rock, com elementos melódicos, clássicos e minimalistas, conhecida pelo seu som etéreo, puro, delicado, elevado e pelo falsete do vocalista, Jónsi. Em islandês Sigur Rós significa “rosa da vitória”, e pronuncia-se “si ur rous”, ou ['sɪɣʏr rous] no Alfabeto Fonético Internacional.

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Heima significa “em casa”. No verão de 2006, Sigur Rós volta para o seu lar após uma turnê mundial. E para a surpresa de seu fiel público, a banda anuncia uma série de concertos gratuítos: “Sigur Rós, Islandstur 2006″, passando por dezesseis cidades ao todo.

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Filme com 97 minutos, absolutamente fantástico, pois não se trata de captar apenas uma atuação da banda e colocá-la em DVD, mais do que isso, “Heima” exibe imagens gravadas por todas as dezesseis cidades, o cotidiano em vilarejos, a vida comum de pessoas comuns, e a história da banda comentada em intervenções pelos próprios integrantes.

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Belíssimo registro que nos deixa a possibilidade de compreender um pouco sobre a cultura Islandêsa e toda a beleza artística do Sigur Rós, jóia da mais rara.

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Download: Sigur Rós – Heima.avi (Torrent)