Thom Yorke faz a festa!

Quarta-feira a noite, você não quer ficar em casa. Liga para seu amigo descolado que te convida para ir em uma festa. Ao chegar no local, você se depara com uma galera animada vibrando loucamente ao som de música eletrônica e hiphop, de um DJ conhecido mundialmente por ser integrante de uma das maiores bandas de todos os tempos, o Radiohead. Ao chegar mais perto, você consegue ver nitidamente que o DJ é Thom Yorke.

Pois é, se você morasse em Los Angeles e tivesse os contatos certos, talvez poderia estar por lá…

Fragmentos

Os sonhos de um homem doente se distinguem frequentemente por um relevo inusual, pela expressividade e uma excepcional semelhança com a realidade. Ás vezes forma-se um quadro monstruoso, mas o clima e todo o processo de toda a representação chegam a ser aí tão verossímeis e cheios de detalhes sutis, que surpreendem, mas correspondem artisticamente a toda a plenitude do quadro, que não podem ser inventados na realidade por esse mesmo sonhador, ainda que ele seja um artista como Púchkin ou Turguiêniev. Tais sonhos, doentios sonhos, sempre ficam por muito tempo na memória e produzem forte impressão sobre o organismo perturbado e já excitado do homem.

C215, Dostoiévski e Francisco Tárrega.

E o Oscar vai para: Mr. Brainwash

Parece que o artista Mr. Brainwash — pseudônimo do personagem Thierry Guetta, videomaker francês que vive em Los Angeles e foi convidado para registrar as intervenções de arte das ruas, do filme Exit Through the Gift Shop, dirigido por Banksy — está comemorando a indicação para o Oscar 2011 como melhor documentário.

Das ruas para o cinema, do cinema para as ruas.
Seria mesmo uma comemoração ou uma maneira nunca antes vista de se chamar a atenção da crítica especializada para o próprio filme, e transformá-lo em uma obra totalmente realista?

Skate or Die

“People keep looking at our shoes and boards in a weird way, they think that they are attached to the boards, through sort of magnetic field.”

Skateinstan: To Live And skate é outro exemplo de uma realidade que não estamos acostumados a ver em um vídeo de skate: massacres, pobreza e toda destruição causada pela guerra.

O curta se passa na cidade de Kabul — capital do Afeganistão — e através de depoimentos sintetizados em belos planos, cortes e ótima fotografia; fala sobre o projeto Skateinstan, que utiliza da plataforma cultural do skate para devolver um pouco de dignidade e esperança à crianças pobres e vítimas da ganância de homens que elas jamais sonhariam pensar que existem.

(E o melhor, The Cinematic Orchestra faz parte como trilha)

Greend — Vai pela sombra

GREEND

Essa produção é um ótimo exemplo de filmagens que brincam com as nossas percepções de tempo e lugar, deixando-as um pouco alteradas; e ao mesmo tempo, é um tapa na cara de todos aqueles que insistem em dizer que vídeo de skate é tudo igual.

Minimalista e psicodélico, ótimo trabalho de iluminação e edição final. A equipe mandou tão bem quanto o skatista fantasma.

Campanha: Queremos Explosions In The Sky no Brasil!

Algum bom samaritano poderia nos fazer a gentileza de trazer o quarteto texano de post-rock introspectivo — Explosions In The Sky para tocar no Brasil?

Não, não precisa ser em um grande festival no meio do mato. E esse papo de área VIP, longe de nós, por favor. Somos humildes e não precisamos de muito, apenas uma boa e sincera música já basta. A apresentação pode ser em qualquer lugar com capacidade para duas mil pessoas. Se o teto começar a pingar vou entender que faz parte do momento. Bons shows são feitos das grandes emoções do momento. Não nos importamos se estiver tudo escuro ao ponto de enxergarmos somente a luz gerada pelo equipamento de som no palco, o que faz a diferença é todo o sentimento verdadeiro que foi compartilhado em cima do palco.

E não achamos ruim se a abertura for do Hurtmold.

Obrigado.

Terry Richardson é o cara!

Comecei a reparar que em diversas revistas eu via com frequência algumas fotos sensuais relacionadas a um ser depravado, sexualmente falando.

Hoje confirmei o que sempre suspeitei: aquele sujeito estranho, magrelo, fashionista, tatuado, com barba ruiva e que usa camisas de bandas fedidas de punk rock, é um dos grandes na categoria de fotógrafos malucos do mundo da moda.

Estamos falando de Terry Richardson.

Terry e seu brother Obama

Filho de um fotógrafo junkie-esquizofrênico, Terry nasceu em New York City no ano de 1965. Entrou para o ramo de fotografia ao se tornar assistente de Tony Kent, um fotógrafo local. Isso após abandonar sua falida banda de hardcore, que tocou durante 5 anos de sua vida. Daí vem a explicação para as tatuagens de presidiário, mas com certeza viu bons shows de Cro-Mags e Agnostic Front na década de 80.

Belíssima Kate

Com seu olhar apurado, Terry foi capaz de sugar tudo o que uma modelo pode oferecer para lentes fotográficas: calor e sensualidade. E assim conseguiu realizar trabalhos para clientes como Gucci, Sisley, Miu Miu, Chloe; alguns editoriais de moda para revistas como a Vogue Francesa, Vogue Britânica, i-D, GQ, Harper’s Bazaar and Purple; e também, figurinhas famosas do tipo Leonardo DiCaprio, Vincent Gallo, Tom Ford, Jay Z, Kanye West, Johnny Knoxville, Derci Gonçalves, etc…

Saudosa Dercy Gonçalves, que Deus a tenha (ou não)

Amy Drunkhouse e seu amor pelo futebol mineiro

Should you drink milk?

Em uma pssagem pela cidade maravilhosa

Um de seus últimos trabalhos foi o maravilhoso calendário da Pirelli de 2010, utilizando da engajada fórmula: beleza feminina + beleza natural. Para entender melhor, confira no vídeo:

E claro, Terry jamais perderia a oportunidade de tirar uma casquinha com as modelos… nunca.