A poesia da cidade colorida

meu aberto 1

É, São Paulo!  Mesmo com essas pancadas com que você costuma nos acordar todos os dias a gente continua te amando. Amando cada baforada de fumaça, cada muro cinza e cada sarjeta em que você nos joga sempre quando quer dizer pra gente que, pra viver com você, tem que te amar assim como você é.

A verdade mesmo é que a gente reclama de barriga cheia, porque quando a gente presta atenção em suas paredes, que insistem em em nos cercar, o que nós vemos é o reflexo de nós mesmos expressado em riscos, formas e marcas, como sentimentos tatuados por grafiteiros e pichadores que registram tudo o que você já testemunhou e tudo o que você ainda testemunhará.

os gemeos

Por que é tão difícil pra gente enxergar toda essa sua poesia, assim, escancarada em nossa cara, cheia de cores? Por que é tão difícil pra gente enxergar além dessas cores, enxergar o que elas querem nos dizer, além de deixar suas ruas mais belas?

Digone

Talvez a gente até enxergue, talvez sejam essas cores que não nos deixam te abandonar, mesmo com essa vida difícil de se levar em uma cidade enlouquecida. Mas o que a gente devia mesmo era deixar de lado esse papo velho de cidade cinza.

alex senna

Olha só pra você! Com tantos sentimentos, tantas culturas, tantas lutas e povos que abriga, quem é que teve uma ideia tão incoerente de te chamar assim?

Publicitária, branquela do cabelo duro, sardenta, observadora, Foonática, leonina que não acredita no zodíaco, corinthiana que não entende de futebol, amante da sexta arte, mas obsessiva pela primeira, roqueiraemepebânica, e apesar da pouca idade, é especialista em ser curiosa, comer chocolate, bacon e tomar cerveja. Se arrisca a escrever poesia, tocar violão e andar de skate quando ninguém está olhando.

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