Posts Tagged ‘jazz’

Amy Winehouse vs. Peggy Lee

sábado, julho 10th, 2010

Há muito tempo atrás, antes de Amy Winehouse, já existia Peggy Lee.

The Cinematic Orchestra – Everyday

domingo, maio 30th, 2010

Se você está a procura de uma banda para fazer a trilha sonora do filme do seu cotidiano, você achou.

Em meados da década de 90, o sexteto The Cinematic Orchestra foi formado em Londres com a proposta de produzir música inteligente que faça seus ouvintes flutuarem pelas frequências atmosféricas, em uma nova maneira de tocar jazz.

Recomendo o álbum Everyday (2002) que na minha opinião é o mais intenso devido à tamanha intensidade gerada pela climatização sonora.

Man with the movie camera

Nu Jazz Cool [2006]

quinta-feira, maio 6th, 2010

Do chamado jazz contemporâneo, Nu Jazz Cool é uma das ótimas coletâneas existentes por aí. Sabe aquele jazz bem moderno, cadenciado, misturado com electro, lounge, e chill out? Então, recomendo para todos os momentos. Inclusive, resolvi sugerir alguns:

Nu Jazz Cool e quatro aplicações práticas no cotidiano
1°) Se você está trabalhando e precisa de boas música para acompanhar a projeção dos raciocínios;
2°) Durante os estudos, necessita urgentemente de algo que estimule o desenvolvimento de suas sínteses;
3°) Uma noite de bobeira ao lado de sua garota, e ao suavizar das luzes, o ambiente pede uma trilha sonora;
4°) Está a caminho de uma festa e quer entrar no clima ouvindo uma boa música no carro;

Let’s groove: V. A. Nu Jazz Cool – [2006]

The Dave Brubeck Quartet – [1959] – Time Out

sábado, novembro 28th, 2009

Sábado a noite, após rever todos os filmes de seu box do Indiana Jones, você não está com saco para ir naquela balada chata no centro da cidade, e muito menos, ir no churras do seu amigo. Mas e agora, o que fazer para animar a noite?

Por acaso já ouviu falar do quarteto do pianista de jazz Dave Brubeck? Não? Então orgulhosamente apresento o clássico Time out de 1959. Na minha opinião o melhor álbum de jazz ao lado de Kind of blue de Miles Davis. Há algum tempo que percebi que até a equipe de produção do Fantástico e Globo Repórter gosta de usar músicas desse álbum como trilha para algumas matérias.

Brubeck não era muito interessado em aprender por métodos, simplesmente queria compor suas próprias melodias e por isso nunca aprendeu a ler partituras. Evitava ler durante as aulas de piano de sua mãe, alegando dificuldade de visão. Na faculdade, Brubeck quase foi expulso do curso, quando um de seus professores descobriu que ele não sabia ler partituras. Muitos outros professores o defenderam apontando seu talento em contraponto e harmonia, mas a escola continuou com medo de que isso pudesse causar um escândalo, e só concordou em lhe dar o diploma se ele concordasse em nunca dar aulas de piano.

Em 1951 fundou o The Dave Brubeck Quartet, com Joe Dodge, Bob Bates, Paul Desmond. A gravação de Take five, uma composição de Desmond, em 1959, transformou o quarteto num campeão de vendagens da época. O álbum continha somente composições inéditas, sendo que quase todas tinham uma métrica ímpar, entre elas estavam os clássicos Blue rondo à la turk e Take five. A propósito, entre Brubeck e Desmond, viria a se desenvolver com o passar dos anos, um entrosamento quase telepático.

Pronto, agora a noite está garantida, basta abrir uma garrafa de cerveja de trigo, apagar a luz, sentar no sofá e apreciar.

1. Blue Rondo à la Turk – 6:44
2. Strange Meadow Lark – 7:22
3. Take Five – 5:24
4. Three to Get Ready – 5:24
5. Kathy’s Waltz – 4:48
6. Everybody’s Jumpin’ – 4:23
7. Pick Up Sticks – 4:16

Download: The Dave Brubeck Quartet – [1959] – Time Out

Simple Citizens – [2008] – Early morning

quinta-feira, setembro 3rd, 2009

CAPA

Em 2008, o quarteto californiano Simple Citizens, entrou em estúdio com a ideia de compor algo novo e totalmente diferente do que estava sendo produzido por aí. Madrugadas foram passando, rolos e mais rolos de fita em um longo processo de gravação que começou no inverno do mesmo ano.

O resultado foi um dos mais interessantes que poderia ser imaginado: Belas composições com solos de trompete, frases jazzísticas de guitarra que me lembra muito o grande guitarrista Lou Mecca. Também acho válido acentuar o maravilhoso som do contra-baixo acústico (double bass) junto com a levada groove da batera, casados em uma sintonia perfeita. E o que mais me chamou atenção foi ver que não existe um DJ nessa banda.

SCbanda

Destaque para as faixas “Canção para meu coração” que começa com batidas quebradas, num groove dançante, e do nada, quando menos se espera, vira um samba 2 pra 1. Outra bela composição é a “Breakfast dub”, como o próprio nome já diz: para começar o dia “bem”.

Assim como o sol nasce a cada dia, “Early Morning” é uma nova abordagem de música simples, independente, e fundida pelo calor familiar de alma velha. Indico a todos, pra animar sua madrugada, ou se preferir, para começar o dia com o pé direito.

Fonte: Obrigado Fernanda Reche, por ter compartilhado seu bom gosto.

Download: Soul Art ®

Horace Silver – [1964] – Song for my father

sexta-feira, agosto 28th, 2009

album

Lançado em 64, Song for my father é considerado até hoje a grande obra-pima do pianista. A faixa-título é uma das composições mais interessantes e marcantes de sua carreira e serviu de inspiração para muita gente, até mesmo para Madlib (produtor, DJ, rapper e multi-instrumentista, que fez ótima releitura). A base criada pelo baixo e a bateria são a atmosfera ideal para os solos de Silver e Joe Henderson. Outro tema contagiante é “The Kicker”, composto por Henderson.

HoraceHorace Silver
Um dos mentores do hard bop, Horace Silver tocou com Stan Getz, Coleman Hawkins, Lester Young, Art Farmer, Milt Jackson e Miles Davis, e teve uma associação marcante com Art Blakey e os Jazz Messengers. Formou seu próprio quinteto em 1956 e desde então trabalhou bastante com esse tipo de formação, sendo um dos principais líderes de pequenos conjuntos. Passou quase trinta anos associado ao selo Blue Note. É compositor de vários temas que ficaram bastante conhecidos.

Horace Silver ficou associado ao estilo pianístico conhecido como “funky”. Inspirado no soul e no gospel, o jazz funky se caracteriza por uma repetição obstinada de figuras rítmicas sincopadas. Os improvisos são mais longos do que no bebop. As composições freqüentemente possuem uma forma estruturada em seções. Os sopros e metais comparecem desempenhando a função de moldura para a seção rítmica.

Silver é um pianista de toque duro, entrecortado e percussivo. Sua música é vigorosa e fortemente rítmica. É um excelente intérprete de blues. Entre os descendentes musicais de Silver e de seu jazz funky podemos incluir Herbie Hancock e Wayne Shorter.

Fonte: eJazz

Download: Soul Art