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	<title>SOUL ART &#187; Sergei Eisenstein</title>
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		<title>“O Encouraçado Potemkin” (1925)</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 04:16:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Alexandre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Sergei Eisenstein]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_64" class="wp-caption alignleft" style="width: 194px"><img class="size-full wp-image-64 " style="border: 1px solid black; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" title="Eisenstein" src="http://soulart.org/wp-content/uploads/2009/08/Eisenstein-3.jpg" alt="Sergei Eisenstein" width="184" height="259" /><p class="wp-caption-text">Sergei Eisenstein</p></div>
<p>Aproveitando o gancho da aula de história do cinema do 4° semestre de Produção Editorial, vou dar início a seção &#8220;Cinema&#8221; deste blog. Na verdade, esta seção deveria chamar-se &#8220;Clássicos do cinema&#8221;; ou até quem sabe: &#8220;História da Rússia e toda sua contribuição para o cinema mundial&#8221;,  mas como o soulart.org é bem amplo, vamos começar com pequenas doses de grande efeito cultural:</p>
<p>Filmado em apenas dois meses, &#8220;O encouraçado Potemkin&#8221; (Bronenosets Potyomkin) de Sergei Eisenstein, foi montado em 1925 com um extraordinário apuro técnico, cenas cujo rítmo supera, com folga, qualquer clip pós-moderno da geração MTV.</p>
<p>Sob encomenda para comemorar os 20 anos da Revolução Russa; parte de um fato histórico de 1905 &#8211; rebelião de marinheiros de navio de guerra &#8211; para criar uma obra universal que fala contra a injustiça e sobre o poder coletivo que há nas revoluções populares.</p>
<p>É dividido em cinco partes que se ocupam em provocar uma situação de espaço-tempo onde todos os pormenores apresentam um significado a ser apreendido pelo espectador. De forma a transcrever ideias complexas e ideologias profundas, Eisenstein chegou ao uso de técnicas de montagem inspiradas nos ideogramas orientais. Se determinado ideograma significa &#8220;telhado&#8221; e outro, &#8220;esposa&#8221;, a união dos dois é lida como lar. Desta forma, é o choque entre duas imagens aparentemente díspares que cria o impacto, o sentido a que se quer chegar.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/L-10eCXzqdQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/L-10eCXzqdQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>A clássica cena na escadaria de Odessa é a quarta parte do filme. As cenas iniciais banhadas em luz e alegria são substituídas pelas imagens chocantes de repressão violenta pela guarda do Czar. A própria escada já traz, em si, um símbolo da cruel hierárquica social e política, da diferença entre as classes. A cena da mãe assassinada, cujo carrinho de bebê desce degraus abaixo, é sempre citada como uma das mais famosas da história do cinema.</p>
<p>Eisenstein foi precursor no uso de efeitos especiais, usou contrastes e relações de corte e montagem que ainda hoje servem como base para a realização de filmes experimentais. Comprem, aluguem, emprestem, baixem&#8230; façam como preferir, mas não deixem de assistir!</p>
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