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Este texto foi escrito em parceria com a Elania Francisca, autora do perfil @sexualidadeaflorada

Não quero ver sofrer, ó pátria mãe gentil, as crianças do Brasil

Não dá pra negar o momento caótico e inesperado que vivemos com relação à pandemia do covid-19. Tem horas que desejamos até um manual de instrução de como agir, mas infelizmente não há.

E esse ensaio sobre a cegueira, que nos coloca frente à ansiedade de sobreviventes de guerra, também nos lança à questões já vivenciadas e agora escancaradas para todos.

A desigualdade e a fome já existiam!

A falta de investimento ao acesso do ensino também. Em boa parte dos lares brasileiros, a necessidade de saneamento e recursos básicos já eram uma realidade. Enfim, tudo hoje agravado pela pandemia só aumentou o que era fato cotidiano para muitos.

E aqui destacamos um ponto triste! Percebemos que a casa muitas vezes não é um local de proteção e abrigo como ouvimos de forma relativa, passando a régua e negando as singularidades. Dizer fica em casa para muitos não foi um conselho ou opção de sobrevivência, mas sim uma condenação à morte, um terrível pesadelo.

A violência doméstica teve aumento alarmante, chegando a tristes índices e histórias de barbárie. A miséria e o desemprego também geraram um lamentável impacto em grande número de lares Brasil afora.

Além do feminicídio tão agravado nesse momento e da fome que violenta toda uma parcela vulnerável da sociedade, houve também a evidência de uma triste realidade: o aumento dos casos de abuso e exploração sexual de nossas crianças e adolescentes.

Vislumbrando um cenário ideal, se a casa sempre fosse ambiente de proteção, poderíamos dizer aqui que, com as crianças agora mais em seus lares, a prática do abuso diminuiria.

Porém, a atual realidade nos mostra o contrário, de que é justamente em casa que boa parte das crianças são violentadas, fazendo-nos perceber que essa prática é justamente realizada por quem as deveria proteger, ou seja, sua rede familiar e comunitária.

Se proteger de quem deveria te proteger é uma missão quase impossível, pois muitas vezes a criança em seu universo lúdico e inocente, com o olhar de confiança e entrega, não percebe que está em um ambiente de abuso.

É sempre bom lembrar que as crianças e adolescentes brasileiras, desde o ano de 1990, são reconhecidas como sujeitos de direitos e prioridade absoluta na formulação e acesso às políticas públicas.

A lei que norteia essa afirmação é o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), uma legislação específica que, além de proteger meninas e meninos de qualquer tipo de violência e garantir seus direitos básicos, convoca, não só a família, mas também a sociedade civil e o Estado para a defesa do desenvolvimento saudável dessa parcela da população.

O ECA nos trouxe a necessidade de revermos nossa postura e mudarmos o comportamento diante das crianças. Não cabe mais (e nunca deveria ter cabido) tratar crianças como seres sem desejo, miniadultos ou responsabilidade exclusiva dos pais. Crianças e adolescentes são pessoas em fase peculiar de desenvolvimento e, por essa razão, precisam de uma comunidade inteira que a defenda.

Infância: ser sem fala

É inegável que o Brasil ainda tem muito o que aprender sobre respeito e valorização das existências infantojuvenis. Ainda somos a população que leva o significado da palavra infância ao pé da letra. Em latim, infância significa sem fala.

Podemos então refletir que, sendo a criança aquele ser sem voz no mundo adulto, é possível que haja negação ou descrença de qualquer denúncia que uma criança ouse fazer no desejo de romper com alguma violência sexual sofrida.

Cabe aqui informar que violência sexual é toda ação de pessoas adultas que tem como objetivo obter satisfação sexual utilizando-se de crianças e/ou adolescentes. Existem, pelo menos, dois tipos de violência sexual contra crianças e adolescentes: o abuso e a exploração sexual.

O abuso, ou ofensa sexual, trata-se de uma violência que não envolve troca de nenhuma espécie e pode acontecer com ou sem toque. É importante frisar que fotografar, filmar e incentivar crianças a ter comportamentos sexuais precoces são ações que caracterizam abuso sexual.

Quando adultos apresentam pornografia a crianças do gênero masculino, por exemplo, dizendo que estão ensinando-os a “ser homem”, estão cometendo abuso ou ofensa sexual.

Já a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é uma ação promovida por adultos que buscam obter satisfação sexual e envolve algum tipo de troca, seja de dinheiro, roupas, drogas, proteção ou alimento. Nunca devemos dizer o termo “prostituição infantil”, pois todo adulto que troca benefícios por satisfação sexual com o corpo de crianças ou adolescentes a está explorando sexualmente.

Vale destacar que a miséria é fruto da desigualdade social e, muitas pessoas adultas, aproveitando-se da condição de pobreza, abordam meninas e meninos propondo trocas criminosas de satisfação de desejos por comida, dinheiro e presentes.

Em muitos lugares no Brasil e no mundo a fora, a prática e o turismo sexual têm como alvo e vítimas crianças e adolescentes (isso é mais comum do que imaginamos). Há indícios atuais e descobertas já realizadas de redes internacionais organizadas que movimentam muita grana, fruto da exploração sexual de meninos e meninas, cada vez mais jovens.

Por eles, por elas, para eles e para elas

E é nesse grito por eles, por elas, para eles e elas, com eles e elas, que chamamos atenção para ampliação de políticas públicas mais efetivas, além do comprometimento de toda a sociedade com a garantia dos direitos de crianças e adolescentes. Nós podemos informar ao Conselho Tutelar ou telefonar para o Disque 100 sempre que suspeitarmos de uma situação de abuso ou exploração sexual contra crianças e adolescentes.

Podemos exigir a criação de espaços e projetos que abranjam todas as áreas, seja na educação, na saúde, na área social e na segurança pública, enfim, todos esforços para garantir proteção aos nossos, proporcionar um desenvolvimento pleno, uma infância e adolescência com base em afeto e aprendizagem, e não ceifada pela intervenção perversa do adulto.

Lembre-se de que a criança não é o futuro, ela é o presente e precisa ser protegida agora por sua família, comunidade e pelo Estado.

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