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Como falar sobre feminismo e masculinidade aos nossos pequeninos?

Este texto foi escrito pelo Thiago Almeida e sua companheira, Regiane Soares.

Certa vez, chegou até nós a seguinte e inusitada situação:
Um menino, de aproximadamente 5 (cinco) anos, brincava com diversos brinquedos, entre eles, bonecas. Daí, um adulto ao ver a cena, possivelmente um tio ou outro membro da família, comentou:
– “Brincando de boneca? Mas, isso não é coisa de menina, rapazinho”!?
Assim, o menino respondeu:
– “Não é coisa só de menina, não. É um brinquedo e brinquedo é coisa de criança”!
Dessa forma, começamos esse artigo com os seguintes questionamentos:
Estamos numa sociedade enraizada em pilares patriarcal e machista ou a construímos e desconstruímos constantemente nessa relação, de acordo com as pessoas e suas vivências e experiências?
É possível reverter visões, referências e opiniões tão embutidas sobre papéis de gênero?
De onde surgiu o que vemos hoje nessa relação social? Como e quando aprendemos a conviver nessa ótica moral?
Esses papéis podem ser aceitos em algumas culturas? Há comunidades que vivenciam distinção em atribuição de gênero sem que sejam/exerçam opressão sobre uns aos outros?

Porque e como chegamos ao patriarcado?

É fato que nossa sociedade moderna é constituída em bases de poder patriarcal. As relações hierárquicas, na organização e distribuição de funções, perpassam a conduzir uma lógica centrada no homem como determinante, o que leva a mulher nessa conjuntura ser sub julgada.
Historicamente, muita coisa mudou, mas mesmo assim, estamos longe de vislumbrar uma sociedade igualitária nesse sentido. Afinal, até nas decisões sobre determinar o que a justiça aos gêneros, o crivo passa pela minerva na ótica da moral desenvolvida pelo patriarcado. Destaque na cooptação capitalista do discurso igualitário pós moderno, que relativiza e aborda cada vez menos o recorte de classes, colocando a figura masculina sempre no papel opressor, mesmo quando há relação de exploração hierárquica atribuída à figura de uma mulher, fruto desse sistema (como, por exemplo: o “motorista e a madame”, a Margaret Thatcher, o trabalhador britânico e o explorado povo africano).

Homem não chora! Mulher não pode. Meninos vestem azul. Meninas, rosa!

Com um simples exemplo, porém muito determinante nas relações, é do senso comum, criarmos um certo “orgulho ao falo masculino” e uma “vergonha do falo feminino”. Haja visto, não é por hábito corrigirmos o modo de sentar dos meninos, mas sim, conduzimos a postura das meninas, ou seja, é corriqueiro ouvirmos o tal “fecha as pernas, Mariazinha”, porém essa mesma continência é menos comum aos Joãozinhos. Porque? Enfim, pra refletirmos…
As comparações sobre o que pode e o que não pode, sobre o que “aguenta”, num parâmetro físico de capacitismo, ou sobre exposição dos sentimentos para ambos, é também algo habitual na infância aos meninos e meninas. O gênero como parâmetro de comparação é um dos elementos que empregamos na criação e desenvolvimento dessa infância de forma quase natural.
Nesse cenário lúdico infantil, essas atribuições e papéis devem sempre ser destacadas de forma igualitária, em todos os sentidos.
Sempre observamos e, erroneamente, incentivamos o papel pseudo-protetor do homem (muitas vezes apresentado de forma alegórica como “cavalheirismo”). Indicamos que a figura masculina exerce função mantenedora na sociedade, sugerimos preferência à mulher somente por “ser mulher” (onde de forma velada subentende-se inferioridade), dividimos funções que pressupõe capacitismo entre os gêneros, enfim, desconsideramos que, ao determinarmos nos espaços os deveres, as decisões de atribuição devemos considerar o contexto entre as pessoas envolvidas e não pelos gêneros ali presentes.
De forma proposital, descrevemos assumindo o fazer! Pois, acreditamos que a negação nos afasta de enxergarmos tais condutas cotidianas, nos distanciando da possibilidade de reflexão e elaboração dessa relação.
Contudo, queremos aqui destacar que essas condutas entre homens e mulheres é a ponta do iceberg e nos trás a luz sobre o repensar das relações sociais.
É de grande importância essa clareza sobre um viver menos danoso e mais harmonioso, socialmente falando, entre as pessoas, em respeito e cooperação mútua para trazer mais leveza em nossas vidas tão pesadas.

Mas, porque a vida é tão pesada? Basta então somente criarmos estratégias de leveza?

Não se trata de reduzir a luta por igualdade de gênero na discussão “de quem irá lavar a louça”, como o discurso liberal, de forma retórica, busca diminuir e afastar o trabalhador e a trabalhadora, homens e, sobretudo, as mulheres da real opressão que essa luta busca romper. Que essa busca por leveza sirva para nos unir contra o sistema e não nos afastar da causa. Em analogia, seria como, somente, buscassemos eliminar um sintoma, uma dor, desconsiderando a causa real desse mal estar social.
Nossa EMANCIPAÇÃO, a liberdade do povo, de MULHERES e homens que vivem sobre um sistema onde nos colocam na base dessa pirâmide social, de fato é a cura desse câncer que dá origem a toda segregação social, que criam as minorias, marginalizando as mulheres, os negros, à população lgbtq+, enfim, exclui o povo pobre, humilde e trabalhador das riquezas que a Terra oferece e, também, das quais produzimos.
Afinal, na hora da partilha, sobram as migalhas. Romper com a lógica capitalista patriarcal é (ou deveria ser) uma luta de todos nós e não um reforço sutil que somos diferentes, que temos um papel hierárquico nas relações. Não!
Tudo começa na construção de um novo pensar!
A partir disso, podemos enxergar a necessidade de olhar com cuidado aos nossos pequeninos. Nessa construção do social dos meninos e na construção social das meninas!
Se vivemos em sociedade, lógico que o modo como nos comportamos é resultado de uma construção social e subjetiva. Nessa perspectiva então, meninos e meninas se comportam de acordo com as construções da família, da comunidade, da cultura e também das propagandas que consomem.
Se queremos mudar as desigualdades de gênero, devemos contribuir com o desenvolvimento das crianças e permitir que elas expressem suas singularidades, sem rotula-las como sendo “coisa de menino ou menina”.
Criança aprende brincando e observando, então mais do que dizer, o fazer também é importante. Quando as crianças observam adultos (homens e mulheres) fazendo as tarefas e obrigações de forma igualitária, já estão aprendendo muito.
E o que podemos fazer das coisas práticas do cotidiano para promover essa equidade entre as crianças?
– Permitir que brinquem com todos os tipos de brinquedos;
– Permitir que entrem em contato com todas as emoções;
– Permitir que as crianças participarem das tarefas domésticas (as “ditas” para homens ou mulheres);
– Promover brincadeiras de cuidado para ambos;
– Entre outras formas livres sem rótulos ou divisões.
Por fim, com um simples exemplo, queríamos convidar a reflexão de como a sociedade perde – e muito – com essa dicotomia entre gêneros e com a cooptação liberal do discurso de emancipação popular.
Imagina se a família da futebolista Marta tivesse dito que “futebol era coisa de menino”? Ou ao Diego Hipólito, sobre a ginástica olímpica? Agora, imagina quantos Diegos e quantas Martas perdemos no caminho por terem ouvido isso? Em todos os campos e áreas, precisamos de união pra superar essa lógica que condena gerações!

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Sobre o autor

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Thiago Almeida é educador social. Bacharel em Comunicação Social, especializado com pós graduação em planejamento estratégico e Gestão integrada. Militante antimanicomial, ativista social e da política de redução de danos. Membro do Fórum Popular de Saúde Mental do ABCDMRR. Redutor de danos com vivência e estudos em países latino-americanos. Atua na saúde mental com criança, adolescente, adultos e pessoas em situação de vulnerabilidade social há aproximadamente 10 anos. Dedica-se à pesquisas, leituras e práticas pautadas em Saúde Pública, nos Direitos Humanos e na clínica psicanalítica voltada ao Acompanhamento Terapêutico, somado a multidisciplinaridade do audiovisual para fins terapêuticos (fotografia e cinema).

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