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Escrito em parceira com Victoria Bonanata

 

Qual foi a primeira música que você ouviu na vida? Difícil saber, pois talvez estivesse na barriga de sua mãe, ou então, possivelmente foi uma canção de ninar. Enfim, desde as músicas na pré escola (pra lanchar ou brincar), nas apresentações aos pais de forma sazonal, a música estava lá, presente em nossas vidas. Chegando na adolescência, a música inclusive se torna estilo de vida e ciclo de amizade! Enfim, todos nós sabemos que a música é extremamente presente em nossas vidas, marcando momentos e encontros, sendo base aos estudos, pra dormir ou no transporte público indo trabalhar, enfim, ela é parte externa de nós.

Porém, este artigo quer destacar a música na vivência, como papel de cuidado, em um viés terapêutico, social, político e dirigido, entendendo justamente toda essa importância que ela tem em nossas vidas, sobretudo em todas as fases do nosso desenvolvimento, sendo a trilha sonora do nosso cotidiano.

Com isso a seguir, teremos o relato de quem vive de música e pela música, sobre a experiência da Victoria Bonanata, educadora e mãe atípica, ela é do Uruguai e realiza inclusão social por meio da música em Montevidéu, capital do país.

Assim, como diz Victoria:

“Quando eu era pré-escolar (estamos falando do final dos anos 70, início dos anos 80), frequentei uma escola inclusiva que era um projeto piloto, muito avançado para a época; tive vários colegas com deficiência física e intelectual, lembro que tinha uma grande sala de música. Sem dúvida, aquela experiência me marcou muito.

Anos mais tarde, quando eu era muito jovem, conheci a irmãzinha do meu namorado, que tinha síndrome de down. Com ela percebi que eu tinha uma ligação muito especial, a comunicação era muito fácil para mim. Algum tempo depois, no ano de 2000, comecei a trabalhar como professora de música em uma instituição de ensino especial chamada Taller Timbó, onde a maioria eram jovens com síndrome de down, embora houvesse uma diversidade de diagnósticos.

Nesse mesmo ano montamos uma “murga” (Murga del Timbó), pois me pareceu uma excelente ferramenta de trabalho pelas características dessa expressão artística popular uruguaia que inclui canto, composição, dança, humor, percussão e teatralidade, ao mesmo tempo em que estimula aos jovens a proporem seus temas de interesse para compor as letras. E tudo isso baseado em algo fundamental para mim; diversão, criatividade e união.

Foi um sucesso, nos inscrevemos para participar do Encuentro de Murga Joven, concurso organizado pela Prefeitura de Montevidéu, que estava iniciando suas primeiras edições. Participamos do Encontro ininterruptamente durante os 18 anos de funcionamento do Taller Timbó. Por muitos anos fomos a única murga “especial” e depois fomos a inspiração para outros centros educacionais com características semelhantes que começaram a apresentar seus próprios grupos.

Essas participações geraram alguma visibilidade e inclusão. Houve também alguns conflitos gerados pelo capacitismo exercido pela organização do festival, que gerou discussão sobre deficiência e integração no meio das “murgas jovens”, e o apoio de várias delas.

Durante esses anos trabalhei através da música em vários centros de educação especial com adultos, adolescentes e crianças com deficiência física e/ou motora. Há alguns anos trabalho na Associação Down do Uruguai, coordenando uma oficina de murga.

Além disso, trabalho há vários anos como facilitadora de oficinas comunitárias através do “Projeto Esquinas”; um programa que nasceu quando o governo de esquerda assumiu a Prefeitura de Montevidéu. O objetivo era levar oficinas artísticas principalmente para bairros periféricos com pouco acesso à educação cultural. Apesar de não serem voltadas especificamente para a deficiência, em todas as minhas oficinas, de todas as idades, há casos de inclusão. Incluir é uma militância que apoio ano após ano e comprovo que com empatia tudo é possível. Essa empatia também pode ser ensinada/transmitida.

Minha maternidade atípica é mais um capítulo ligado ao tema deste texto. Eu sempre digo que Deus/Deusa/Orixas (conforme cada crença) falaram: “manda pra ela, já mostrou que sabe lidar”. Porém, foi muito diferente vivenciar isso como mãe. Foi muito difícil, principalmente nas condições de uma sociedade patriarcal onde os pais costumam ser bastante ausentes, tanto material quanto emocionalmente, e como tantas mães, eu tive que ser uma “mãe batalhadora”.

Depois de superar os primeiros desafios de ter um filho com autismo regressivo que se tornou tipo 3 (grave, como era chamado na época), e graças a ter encontrado os tratamentos que lhe permitiram começar a falar, olhar, socializar, se interessar pelo meio ambiente, e parar de se auto agredir (esse processo merece um capítulo separado), pudemos começar a compartilhar brincadeiras, cantar e dançar. Algo que acontece naturalmente já que eu sou musicista, também adoro dançar, e tudo isso faz parte do meu dia a dia.

Meu filho Dago melhorou muito a parte sensorial, mas ainda é difícil para ele me acompanhar para tocar candombe, pois é muita gente e o som é muito intenso. Candombe é uma belíssima expressão afro-uruguaia, que é tocada com tambores andando na rua e também inclui dança. Embora eu tenha tentado colocar protetores auriculares, ainda é um estímulo muito forte, então desde que o Dago nasceu eu tive que desistir de tocar como antes.

Várias renúncias são também uma realidade da maternidade atípica, tantas vezes vivida na solidão. Menciono isso porque acho importante não romantizar essa coisa da mãe batalhadora”.

Este artigo continua terça-feira que vem falando de um contexto pós covid-19, maternidade atípica e inclusão social, pela ótica da educadora social de mãe atípica Victoria Bonanata com a facilitação de Thiago Almeida.

É isso! Se a criança gosta de pular, músicas que estimulem os movimentos corporais. Quando for pra meditar e acalmar, sons instrumentais e da natureza. Se demonstra interesse por instrumentos musicais, objetos sonoros e construção reciclável é primordial, além é claro, de ouvir e ver música sendo feita por reprodução ou numa apresentação. Fazer a música presente na vida dos nossos pequenos, como brincadeira ou estudo, de forma lúdica e dirigida, esses e outros pontos de encontro teremos semana que vem na segunda parte do artigo MÚSICA E NEURODIVERSIDADE.

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Sobre o autor

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Thiago Almeida é educador social. Bacharel em Comunicação Social, especializado com pós graduação em planejamento estratégico e Gestão integrada. Militante antimanicomial, ativista social e da política de redução de danos. Membro do Fórum Popular de Saúde Mental do ABCDMRR. Redutor de danos com vivência e estudos em países latino-americanos. Atua na saúde mental com criança, adolescente, adultos e pessoas em situação de vulnerabilidade social há aproximadamente 10 anos. Dedica-se à pesquisas, leituras e práticas pautadas em Saúde Pública, nos Direitos Humanos e na clínica psicanalítica voltada ao Acompanhamento Terapêutico, somado a multidisciplinaridade do audiovisual para fins terapêuticos (fotografia e cinema).

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