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A música tem um papel extremamente importante e necessário para a nossa vida. Ela tem impacto psicológico e neurológico significativo, podendo ser potência para variadas necessidades. Costumo dizer que a música atua de dentro pra fora e não ao contrário. Não é porque ouvimos ela de fora, que sua ação é externa. A música é disparador pra ação internas, para emanar sentimentos, emoções e percepções íntimas. Extraindo da gente pulsão pro movimento, pra interação, para emoções variadas, enfim, ela é motriz para nos ajudar a externar sensações adormecidas.

A segunda parte do relato de experiência da educadora e musicista Victoria Bonanata, do Uruguai, traduz como a música tem a capacidade de se reinventar mesmo na adversidade e ser capaz de transformação e desenvolvimento pleno.

Assim, como diz a Victória:

“No início da pandemia do COVID-19, todas as aulas passaram a ser online. Isso levou-me a ter de repensar a dinâmica, tendo em conta que na maioria das casas não havia instrumentos. Para as aulas infantis criei jogos rítmicos, usando o corpo ou objetos que havia em qualquer casa. Vários deles pratiquei com meu filho, até criamos alguns juntos, filmamos e compartilhamos. Toda essa experiência foi muito legal, uniu muito a gente e o Dago foi uma grande ajuda mesmo.

Compartilhar capoeira também foi um grande incentivo, e foi fundamental que meus camaradinhas nos apoiassem. Foi um processo que também levou anos, como tudo na nossa vida. No começo tive que sair dos treinos porque o Dago não aguentava (ou eu não aguentava ele distorcendo tudo). Chegou uma hora em que ele começou a se entreter com suas coisas e me deixou treinar. Parecia que ele estava em seu mundo, mas de repente ele cantava alguma frase de um corrido ou dizia “ié” no momento exato e, finalmente, começou a participar da aula infantil. Acabou por ser um cantor afinado, um excelente percussionista, um bom pronunciador de português e até um grande improvisador (num portuñol muito engraçado).

A música sempre fez parte da nossa vida, porque embora eu não seja de insistir para que ele aprenda, ele me vê o tempo todo ensinando, ensaiando, me ouve cantando enquanto faço tarefas domésticas ou dançamos na cozinha enquanto preparo a comida. Já faz algum tempo que ele pode vir me ver tocar em alguns shows, porque ele consegue ficar bastante quietinho, e já até ajudou como assistente de iluminação.

Resumindo, sinto/penso que a música é essencial para qualquer ser humano, é necessária espiritualmente, tornando a vida mais saudável e bonita, e em particular, em casos de neurodivergência, pode tornar-se um canal ou mesmo o canal de ligação. Quais ferramentas me ajudaram? A nível geral, procurar ter uma atitude de escuta, aprender com os meus alunos e/ou com o meu filho, e não estar sempre ou só, numa atitude de ensinar. Apelar ao amor e à empatia. Aprender com sua liberdade e seu prazer sem preconceitos, e eu chegar junto a essa sintonia.

Uma missão importante que temos, é levar o mundo neurotípico a se adaptar mais e exigir menos adaptação das pessoas neurodiversas, que já têm suficiente para lidar neste mundo cheio de incompreensões, bullying e dificuldades de todos os tipos. Eu gosto dizer que estou esperando o dia em que os neurodivergentes dominarão o mundo; com certeza haverá mais paz, consciência ecológica e liberdade para ser quem cada um é. Seja culturalmente, por cor de pele, gênero, opção sexual, classe social ou tipo de habilidades. Continuo sonhando com esse mundo e continuo trabalhando todos os dias para materializá-lo em realidade.

Como? Aplicando a inclusão no meu dia a dia, unir forças com quem pensa igual (essa parceria com o Thiago é um exemplo claro), aprendendo com os movimentos que estão surgindo cada vez mais fortes (como o dos autistas que defendem seus direitos e se empoderam), e espalhar informação. Informação é poder. Empatia é poder. Unidade é poder. Amor é poder.

E pra fechar falando em música: continuo encontrando na música uma forma linda de falar uma linguagem universal, onde não importa se as pessoas são verbais ou não, se têm mobilidade ou não: todo mundo entende, gosta e é comovido pela música”.

 

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