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Assim como no passado, a mídia foi e continua sendo o principal partido político do país (podemos também ler na sigla o M como de Mercado)

mídia como principal partido político

Esses dias, lembrei do Silvio Santos pré-candidato a presidente do país na década de 1980 e como isso na época gerou burburinho no Brasil inteiro!
Nos bares, nos lares, no transporte público, em todos os lugares, as pessoas comentavam a tal possibilidade, vislumbrando um “e se”? Associando a figura do Senor Abravanel a uma trajetória de sucesso, o tal “não é político, é um gestor” (reforçando o convencimento que o mercado tem em falir a figura do gestor-servidor público, no caso o político, para valorizar o gestor-servidor privado).

Daí, fiquei matutando: “porque em meio a real possibilidade de êxito, o homem do baú não insistiu na ideia à presidência do país”? Eis que entendi e suponho! Alguém tão influente na sociedade por meio da mídia, se lançar como candidato e ver a comoção popular dessa possibilidade, é equivalente a ganhar uma eleição. Como assim!? Explico…

mídia como principal partido político

Silvio Santos não precisou se eleger pra “dizer” a todos nós que sua influência era de presidente (o TSE na época entendeu como inelegível sua candidatura por ter uma concessão pública, mas também não houve muitos esforços pra viabilizar tal concorrência posterior ao pleito). Bastou uma sondagem para medir seu poder e expor, principalmente, à aqueles que – de fato – estão na corrida pela cadeira da Explanada, algo importante e significativo: “Posso tirar a maioria dos votos, me eleger, te eleger, tornar o país instável (ou ser estabilizador), gerar relevância positiva ou negativa, enfim, sou mais que um termômetro ou vitrine de anúncios, notícias e aviãozinho de dinheiro, sou instrumento político, ideológico e de mercado”.

Essa propaganda política, midiática e ideológica (sim, tem viés ideológico o discurso de “não há ideologias, meu partido é o Brasil”), não é novidade e confesso aqui que é receita velha, inclusive, porém, muito eficaz, mesmo sendo algo cíclico historicamente, não é nada ultrapassado, viu!? A famosa propaganda nazista, onde a Alemanha fez aceitável um extermínio em massa pelo discurso de “algo pra elevar o país a potência econômica”, é um exemplo muito simbólico. Na ocasião, o então ministro da propaganda, Joseph Goebbels, promoveu uma campanha de venda de rádios a preço popular. Acontece que nesses rádios funcionava – somente – a estação oficial do governo de Hitler. Assim, os nazistas construíram sua hegemonia não apenas pela força bélica, mas por meio da persuasão da comunicação, da propaganda.

mídia como principal partido político

Aproximadamente 70 anos depois, durante a invasão ao Iraque, os EUA após dominarem o país por meio de um poderoso investimento bélico e de destruição, distribuíram rádios de pilha para a população iraquiana. Ao mesmo tempo surgia no país a “Rádio Iraque Livre”. A exemplo da Alemanha nazista, buscavam a hegemonia imperialista naquele país e entenderam que não é só com armas que se consegue, mas pela cultura, informação, comunicação e persuasão em massa.

Aqui no Brasil também, a influência midiática na ditadura militar, que coptou e fez até do nosso futebol instrumento de alegoria e maquiagem da situação social na época. Enfim, já vimos e veremos muito ainda esse jogo de persuasão e interesses, transformando o país num balcão de negócios e o povo como mera peça de um tabuleiro sem garantias.

Em outro cenário, essas “figurinhas influenciadoras” também ultrapassam a linha de intermediário público-privado pra estar na coisa pública e “gerir as duas pontas” (coloquei aspas pois, a real finalidade não é gerir ambos, mas usar/estar no Estado como estratégia privada). O “fracasso Trump” é um exemplo, porém, não é só nessa amplitude de poder, nos pequenos poderes também há essa lógica. Lembremos do filme “Tropa de Elite 2”, onde nos é exposto como a milícia atua, seu pensamento de estar nas comunidades e a relação com o tráfico, exemplo mais próximo da gente.

Isso é em um micro como macro cenário, vemos ao abrir a janela ou de forma geopolítica, ao “ligar a janela” da mídia.

É preciso sempre estarmos em sinal de alerta e fazer contraponto a essas investidas. Entender os miúdos das tramas quando é apresentado a nós como solução as tais concessões e privatizações, por exemplo. O poder e participação popular sobre a coisa pública, seja de forma local ou num cenário nacional, ainda é a melhor estratégia de enfrentamento aos que visam, somente, o lucro, o estreitamento do acesso e o sucateamento do que é nosso por direito.

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