Перед большинством заёмщиков всегда встаёт вопрос, какую организацию-кредитора выбрать? На рынке очень много предложений оформить займ онлайн. Как не попасть на мошенников, с которыми придётся расплачиваться всю оставшуюся жизнь? Конечно, в подобной ситуации лучше всего обратиться к профессионалам: credit-n.ru/zaymyi.html. Именно на этом ресурсе вы сможете получить профессиональную и бесплатную консультацию по всем вопросам займов, микрозаймов и кредита. Именно здесь вам помогут оформить онлайн займ на карту без залога и поручителей в надёжной микрофинансовой компании.

No último artigo da nossa TERÇA MENTAL, falamos da infância e da importância do lúdico, sobrevivendo à pandemia, como numa guerra, impulsionando pra frente e dando projeção de vida às nossas crianças. Para isso, fizemos uma analogia com o filme A vida é bela, lembram!?

Como prometido, iremos para a outra ponta desse cenário, falando agora de outro público… Nossos idosos! Dessa vez e não diferente, iremos utilizar como exemplo outro filme bastante aclamado pela crítica cinematográfica, onde temos como protagonista nessa obra o ator norteamericano Tom Hanks, com uma atuação quase que impecável, chamado “À Espera de um Milagre” (que também titula nosso artigo de hoje).

A pandemia do covid-19 trouxe danos importantes para a saúde da população idosa e não estamos aqui falando somente da saúde biológica, mas sim da saúde mental dessa população.Essa pandemia trouxe a necessidade do distanciamento social e o isolamento como forma de prevenção de contágio da doença, principalmente antes da vacina. Neste cenário, os idosos, que integram o grupo mais vulnerável ao coronavírus, vivenciaram a solidão de forma ainda mais intensificada, o que, em alguns casos, resultou num agravo da saúde mental e das funções básicas cognitivas dessa população.

A experiência do luto tem marcado essa pandemia, sobretudo no Brasil, onde o número total de mortos obteve infelizmente um recorde (sobretudo, pela negligência do Estado em não atuar com antecipação estratégica para obter vacina). No caso dos idosos, passar por esse processo tornou tudo ainda mais difícil, porque vivenciaram mais perdas ao longo da vida e agora ainda mais intensificada. Daí, queremos lembrar do filme (e dar um spoiler):

No filme, há um personagem chamado Paul, interpretado por Tom Hanks. Paul é um policial carcereiro que atua numa penitenciária de segurança máxima. Ele recebe um preso, outro personagem importante na narrativa do filme, chamado Coffey, cujo fora condenado (injustamente, algo revelado no decorrer da história) a cadeira elétrica. Paul é o narrador do filme, se apresenta como um velho senhor contando essa história já vivida há tempos. Coffey, esse personagem que irá morrer, operava milagres de cura e Paul descobriu esse dom dele e o engano da condenação, mas mesmo assim, não se esforçou em reparar o equívoco para evitar a pena de morte. No fim, Paul nos revela ter mais de cem anos de idade, pois fora “condenado” por Coffey, por não ter impedido a morte dele. Com isso, como “punição ou castigo” antes de Coffey ser eletrocutado, daria a Paul o “dom da vida”, tendo mais anos de vida para presenciar mais mortes.

Em um curso natural, não podemos passar pela vida sem vivenciar o envelhecimento. Não somos imunes a passagem do tempo, contudo, esse é um tema sempre adiado, devido ao culto a juventude. É inegável que vivemos numa época que supervaloriza o retardo à passagem do tempo. O culto à juventude aparece na mídia inclusive quando se discute para quem será destinado o leito da UTI, por exemplo.

No que diz respeito a saúde mental da população idosa, podemos ressaltar que a pandemia trouxe alguns antigos problemas relacionados a terceira idade e que merecem uma grande discussão na sociedade. A projeção sociodemográfica está em curso avançado e teremos daqui alguns anos uma sociedade mais envelhecida e sem repertório para abrigar essa nova fase, pois o que se apresenta hoje é o individualismo e o culto a estética.

Por fim, sabemos que alguns fatores predispõe maior sofrimento a saúde mental da população idosa: a vivência de uma doença crônica em estado avançado, falta de rede de apoio familiar e comunitária, acesso precário à assistência da saúde, dores, morte recente de familiares e círculo social (já pouco), sobretudo do cônjuge, falta de sentido e perspectiva futura, conflitos familiares e falta de condições de moradia. Naturalmente, a morte parece rondar a população idosa em seu imaginário, assim como no filme, a vida muitas vezes não necessariamente é uma dádiva, mas uma condição de presenciar mortes, ainda mais intensificada em um contexto de pandemia. Com isso, o cuidado dos nossos pais e avós é de suma importância, é cuidar da nossa memória, da história viva, é cuidar de nós mesmos!

Quer receber nosso conteúdo?
Receba a nossa newsletter

Sobre o autor

Avatar

Thiago Almeida é educador social. Bacharel em Comunicação Social, especializado com pós graduação em planejamento estratégico e Gestão integrada. Militante antimanicomial, ativista social e da política de redução de danos. Membro do Fórum Popular de Saúde Mental do ABCDMRR. Redutor de danos com vivência e estudos em países latino-americanos. Atua na saúde mental com criança, adolescente, adultos e pessoas em situação de vulnerabilidade social há aproximadamente 10 anos. Dedica-se à pesquisas, leituras e práticas pautadas em Saúde Pública, nos Direitos Humanos e na clínica psicanalítica voltada ao Acompanhamento Terapêutico, somado a multidisciplinaridade do audiovisual para fins terapêuticos (fotografia e cinema).

Receba todas as atualizações da SOUL ART!