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Esses dias lembrei de uma conversa com um amigo sobre processo de análise terapêutica, auto avaliação e das tantas tentativas de elaboração do eu… Na ocasião, ele me disse algo interessante, mais ou menos assim: “Thiaguera, passei dois anos da terapia colocando a culpa nos outros… Quando resolvi colocar a culpa em mim, eu decolei”.

Fiquei refletindo sobre essa fala por dias, inclusive na potência e grandeza que ela significa, sem projetar pra fora e, claro, na humildade que transborda dela pra dentro. Daí, trazendo essa reflexão de forma ampliada, cheguei a interpreta-la de várias formas, seja sobre a nossa influência macro, na culpa do preço do arroz, do leite, do gás, do combustível, na guerra, mas também nos detalhes das coisas triviais, em nossas relações sociais, na inquietação com a família e trabalho, nos incansáveis manejos de adaptações do cotidiano, nas conciliações com os estudos, compromissos, ideias e conceitos, preconceitos, escolha das palavras e rumos, ser reativo ou não, no adoecimento inevitável, enfim… E, é justamente nesse sentido mais fino que convido vocês a também devanear!

Já pararam pra pensar que nossa influência, nossas decisões variadas, podem gerar nosso próprio descontentamento e o desconforto sobre as coisas que nos cercam? É difícil mesmo assumir, porém se eu te dissesse: “A culpa é sua”, sobre algo que te incomoda insistentemente, seria capaz de conduzir essa possibilidade sem projeção ou, então, de prontidão a negaria!?

O voto ou a omissão dele, por exemplo, já que estamos em ano eleitoral, das decisões que influênciam na política local, na economia nacional, a não participação de coletivos ou conselhos gestores, a falta de união entre pares profissionais e sociais, um sim no lugar de um não, uma palavra maldita que se torna mau dita, uma escolha errada, uma buzina no lugar de “pode passar”, são tantas possibilidades da culpa ser nossa que, convenhamos, é mais fácil mesmo terceirizar essa conta. Porém, ela não fecha! Afirmo dizer que, devido a permissão de algumas questões, a culpa tem grande tendência de ser nossa na maioria das vezes, inclusive!

Como mecanismo de defesa mesmo, nossa estrutura emocional e psíquica não dá conta da culpa, entende? A gente transfere, projeta, sei lá, dá um jeito de aliviar. Daí, como diria no trecho da genial canção escrita por Raul Seixas e Oscar Rasmussen, entitulada “Por quem os sinos dobram”: É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro, evita o aperto de mão de um possível aliado. Convence as paredes do quarto e dorme tranquilo, sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo…”.

De fato, precisamos de coragem, pois, algumas jogadas desse tabuleiro já estão dadas. Falando ainda de música, sendo rude e lembrando da nossa condição de plebe, “não é nossa culpa” viver sobre algumas demandas e estruturas históricas, sobre esse sistema desigual, perverso e cruel. Contudo, a continuação desse modus operandi, o não questionar a romper com esse status quo, a não organização nossa para “desorganizar”, enfim, de promover mudanças pontuais que dependem das nossas movimentações enquanto oprimidos nessa lógica, tem nossa culpa e responsabilidade, sim! Afinal, somos nós que sentimos na pele a condição vivida cotidiana, seja de forma macro na política, como citado acima, ou numa condição pessoal histórica de repetições, onde precisamos entender e nos “culpar” para elaborar, pra rompe-las em nossas relações sociais e de vida, pra assim poder “decolar”, como disse meu amigo.

Muitas vezes as repetições e as projeções são tão óbvias que não vemos, mesmo expostas a nossa frente. Não vemos mesmo? Ou tal condição, mesmo gerando todo sofrimento, é a que “aprendemos” como certa? A culpa é um tema histórico, presente nas mitologias, nos registros religiosos, nos livros, filmes, como martírio ou rito de passagem, ou seja, há diversas interpretações sobre como enfrentar/transferir esse sentimento ou condição, sendo o preço ou o troco. Mas, não há necessidade de sermos mártires, contudo, compreender a “parte que lhe cabe desse latifúndio”.

Nossa sociedade moderna nos impulsiona a “não sentir culpa”, mas a provocação desse texto é justamente o oposto, expor a incapacidade atual de resolução de problemas, gerando essa fragilidade e transferência da culpa. Aqui, queremos evidenciar a força que a elaboração ou compreensão da responsabilidade da culpa tem no conjunto das ações que nos envolve, seja direta ou indiretamente nas nossas vidas, resultando em satisfação ou agravos, caso negamos ou assumirmos isso.

Sobre projeção, em resumo trata-se do comportamento e pensamentos que atribuímos ao outro, mas que, na realidade, são e estão presentes (também) em nós, dos quais não gostamos, aceitamos ou não reconhecemos. Logo, é mais fácil ver no outro algo pouco correto ou ético, do que admitirmos que nós mesmos estamos preenchidos com os mesmos pensamentos, sentimentos, desejos reprimimos ou comportamentos. Essa é uma das geniais teorias de Sigmund Freud, posteriormente lapidada por sua filha Anna Freud e essa é minha interpretação pessoal sobre o tema.

Por fim, a frase que traduz de forma mais acertiva não vem de Lacan ou Sócrates, mas do Homer J. Simpson, ao dizer que “se a culpa é minha, coloco ela em quem eu quiser”. Brincadeira a parte, vale saber que mesmo na negação ou transferência da culpa, ela estará lá presente em nós, pois sentimentos e emoções não vivenciados vem a tona e da pior forma, impactando na gente mesmo e, lamentavelmente, passando de geração por geração. Afinal, quem foi vítima na própria história, dificilmente perceberá a possibilidade de ser algoz na história de outra pessoa. Deslize!

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Sobre o autor

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Thiago Almeida é educador social. Bacharel em Comunicação Social, especializado com pós graduação em planejamento estratégico e Gestão integrada. Militante antimanicomial, ativista social e da política de redução de danos. Membro do Fórum Popular de Saúde Mental do ABCDMRR. Redutor de danos com vivência e estudos em países latino-americanos. Atua na saúde mental com criança, adolescente, adultos e pessoas em situação de vulnerabilidade social há aproximadamente 10 anos. Dedica-se à pesquisas, leituras e práticas pautadas em Saúde Pública, nos Direitos Humanos e na clínica psicanalítica voltada ao Acompanhamento Terapêutico, somado a multidisciplinaridade do audiovisual para fins terapêuticos (fotografia e cinema).

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