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Iniciamos mais um ano e com ele nos deparamos com o início das campanhas de promoção social e saúde, pelo viés da conscientização, em suas cores e bandeiras (e na ausência de outras cores e bandeiras, inclusive). Nesse caso específico, falaremos do tal janeiro branco!

O Janeiro Branco é uma campanha brasileira iniciada em 2014 que busca “chamar a atenção” para o tema da saúde mental na vida das pessoas. E de fato chama! De um lado, os que querem incitar uma mercantilização da saúde, falando de alternativas pagas, de remédios e terapias particulares como forma de cuidado ao sofrimento psíquico. Já do outro, os que chamam a atenção a essa investida capitalista, defendendo o acesso a saúde mental de forma universal, pautada como direito humano e norteada por um cuidado em liberdade, digno e acolhedor ao sofrimento do outro, na crítica do “janeiro branco”.

Mas, a pergunta que devemos fazer é: A quem interessa o janeiro branco? Ou o fevereiro lilás? O outubro rosa? Ou novembro azul?

No caso do janeiro branco, basta ver quem promove o discurso “chapa branca” e quem faz frente a tal posicionamento. Assim, fica claro e evidencia o discurso de classe por trás dessa e de tantas outras campanhas. Isso exposto, não podemos permitir que o tema saúde mental marque como algo a se vender saúde, ou seja, resumindo a promoção de saúde mental em medicação ou terapia (ou no estilo de vida fitness, alimentação e outras coisas, afinal estamos falando de um país desigual e de pouco acesso). E mesmo que seja, porém pautados como direito da população e não como comércio pra quem pode “comprar”. Assim, autoridades governamentais e legislativas devem se posicionar a respeito da importância de estratégias e de políticas públicas voltadas para a promoção da Saúde Mental na sociedade, nas vidas dos indivíduos e das instituições sociais. E principalmente, garantir acessos básicos a direitos mínimos, pois a desigualdade social ainda continua sendo o principal fator das demandas em saúde mental.

As “campanhas e suas cores” atendem a uma demanda de mercado, da qual devemos praticar a expropriação do tema, tomar mão da pauta e expor o que ela necessariamente deve evidenciar. Ou seja, garantir para as pessoas o acesso, a consciência comunitária e participação popular nas tomadas de decisões, no debate sobre o sucateamento da coisa pública e das investidas privadas como “solução mágica”, das bancadas de deputados que votam contra o povo e a favor de empresários e conglomerados de investidores de campanha, congelando investimento, justamente, na saúde e outras pastas primordiais na vida das pessoas.

Se o tema da saúde mental não for pautado em 1) reforma psiquiátrica e sua atuação, sobretudo, aos mais vulneráveis, 2) na promoção da dignidade humana pelo fim do encarceramento das pessoas por viés ideológico, proibicionista ou mercantil, 3) na crítica do formato de como o executivo e a legislação trata a saúde mental em segunda via, na forma de negócio junto aos empresários investidores de campanha ou 4) na exclusão do povo pobre, preto e periférico que tem sua saúde mental testada a todo o tempo sem garantias e condições de vida… Enfim, se minimamente não abordar esses ou demais temas que dialogam com nossa realidade, com os fatos, com uma sociedade que enfrenta a ferro e fogo uma pandemia, perdendo seus entes por políticas negacionistas, tendo em ações comunitárias e sociais uma forma de trazer dignidade, pois é nós ofertado auxílio pífio diante das necessidades básicas, enfim, se não for pra promover o debate em saúde, o objetivo é promover a doença pra vender a cura.

A bandeira da saúde mental tem várias cores, pois não segrega. Ela é antiproibicionista, anticapacitista e antiracista. A bandeira da saúde mental não tem um só mastro que a mantém em pé, ela é sustentada por todos que possuem consciência crítica e resiste a tal cenário, pois ela é decolonial e anticapitalista. O vento que flamula a bandeira da saúde mental é o vento da esperança e não dá morte ou do negócio lucrativo. Resumidamente, a saúde mental não é chapa branca!

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