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Esse artigo tem como gatilho essa frase do título. Aqui como uma pergunta provocativa, mas ouvida recentemente como infeliz afirmação, possivelmente, sem qualquer empatia ao próximo e ainda na condição de formador de opinião. Dizendo assim: “Hoje autismo está na moda”!

Entende-se por moda algo que sugere aderência para sentirmos pertencido na sociedade por determinada ocasião, incluídos em destaque perante a tendência da época, enfim, algo criado para diferenciar e demarcar – positivamente – um grupo de pessoas, um privilégio por escolha, digamos assim.

Agora eu me pergunto: quem gostaria de aderir a uma “moda” excludente pela sociedade? Que em muitos casos não consegue transformar e verbalizar seus sentimentos, dores e desejos em palavras? Onde essa “moda” proporciona de certa forma sofrimento? Apontada e subjulgada por esteriótipos? “Moda” essa que apresenta certa dificuldade nas relações e limitações, tanto do contexto limitado da sociedade, como muitas vezes da própria condição, necessitando de estímulos e muita entrega para conquistar e superar fragilidades!

Mesmo na possibilidade de regredir pela condição. Enfim, que moda é essa onde há necessidade diária de gritar por direitos e inclusão? Que não há adaptação social e oferta de cuidado pleno às suas demandas de vida? Com pouquíssimas políticas afirmativas e espaços públicos acolhedores de convivência? Com vínculos familiares e sociais reduzidos? Enfim, meu Deus, que moda é essa!?

Da mesma forma que precisamos expor os racistas, homofóbicos, xenofóbicos e tantas outras formas de impor a vida social em algo duro, padronizado, que causa sofrimento a muita gente, transformando “opinião” em dor, traumas e exclusão, enfim, é preciso também a exposição do preconceito as deficiências, seja físicas ou intelectuais, a visão capacitista, enquadrar posicionamentos manicomiais que sugerem um padrão normativo e/ou relativiza condições e diferenças do outro (o crime de capacitismo consta na Lei Brasileira da Inclusão – lei 13.146/2015 – e prevê pena de 1 a 3 anos de reclusão e multa).

De acordo com a psicóloga e mãe atípica Regiane Soares: “Hoje o autista está construindo o direito de ser autista, não é só mais uma condição dentro da deficiência intelectual, que inclusive por muitos anos, eram reconhecidos somente por termos pejorativos. O diagnóstico e a tecnologia de suas subcategorias (graus), possibilita compreensão, tratamentos, adaptações, reconhecimento, estudos, diretrizes assertivas as pessoas com TEA e não mais o estar sob um guarda-chuva que o resumia, que o limitava na inviabilidade”.

Além de preconceituoso e perverso, dizer que “autismo é moda” ou qualquer outra deficiência, cujo hoje as abordagens multidisciplinares e estudos aprofundados conseguem identificar precocemente com mais facilidade suas demandas, é ainda a negação da ciência, da metodologia em pesquisa, uma forma velada de condicionar, de não aceitar a possibilidade da sociedade ter e identificar suas diversidades, de revelar e expor a todos que não devemos cuidar e conviver frente as características humanas, ou seja, trata-se de uma afirmação que parece questionar a construção diagnóstica, mas na verdade, sutilmente revela uma posição retórica fascista e odiosa perante a aceitação social nas diversas formas do existir.

Vale lembrar: houve também pessoas que, mesmo no ápice da pandemia, falavam da mesma forma… “hoje tudo é covid-19”. Mais uma vez desconsiderando as estatísticas e, principalmente, a dor do luto dos familiares das vítimas do coronavírus.

Mais exemplos! Uma grande parcela da sociedade ainda torce o nariz com as siglas e nomenclaturas das demarcações de militância por minorias, dos recortes de luta por setores de resistência na sociedade, não aceitam grupos que se organizam para exigir inclusão, respeito, direitos, enfim, agora vemos ainda frases facistas e discurso de ódio como essa aqui exposta sobre o autismo!

Thiago Almeida, autor deste texto, com seu filho atípico Mariano.

Não, o autismo não é moda! Mas, as pessoas com transtorno do espectro autista já foram vítimas da “moda” manicomial na nossa história, inclusive tristemente no Brasil. Já foram submetidas a “moda” do tratamento de eletrochoques e já passaram por procedimentos de lobotomia. Quando não estavam “na passarela” dos manicômios ou em hospitais psiquiátricos, viviam excluídas e “guardadas” pelos seus familiares, dentro de casa (mais precisamente em um quarto isolado), chegando até serem acorrentadas, na humilhação de vida simplesmente por serem o que são: Autistas!

Se hoje a busca por serem reconhecidos e paulatinamente inseridos na sociedade, causa essa sensação de “moda”, revela-se que ainda há muito o que se fazer e não podemos vacilar. Não há tempo para distração ou descanso nessa batalha, pois quem sugere com incômodo, entendendo o autismo exposto hoje na sociedade como “moda”, nos diz nas entrelinhas que trata-se de uma “tendência”, ou seja, no desejo inconsciente que “passe logo”, que voltemos então a não falar sobre, que sejam excluídos da pauta social e do cuidado, das garantias dos direitos humanos, assim como sempre insistem que sejam tratadas às diversidades e condições humanas pela falta de manejo e dificuldade social da construção de convivência na pluralidade.

Mas, se é pra considerar o autismo como moda, que seja o nosso “jeans”! Que caia bem em qualquer lugar, em qualquer ambiente, fora do “guarda roupa”, visto nas ruas e por todos os lugares, sim!

Esse posicionamento excludente é também o resultado da inserção pequeno-burguesa nos espaços coletivos de construção da vida do povo sem o povo, com discurso progressista de fachada, mas que se revela uma hora ou outra, seja no preconceito ou na visão neoliberal de sugerir as relações sociais baseadas em privilégios. Acreditam que o discurso do tal “academicismo meritocrático”, possui mais valor do que a vivência e as condições sócio-históricas das pessoas, imprimem uma liberdade baseada em valores e métodos que não dialogam com a vida em sociedade, sobretudo, dos que mais necessitam de acesso e de serviços prestados pelo Estado na condição de garantidor, para abraçar a todos, nas premissas de equidade social e de igualdade.

“Nada sobre nós sem nós”! Não faz sentido ainda termos oferta de construção e diálogo sobre métodos e leis para um bem estar social, onde as pessoas que serão impactadas não sejam consultadas, não sejam ouvidas e somente pautadas em achismos. Afirmar que tal bandeira, condição ou enfrentamento trata-se de “mimimi” ou que é uma “moda” (termos pejorativos e depreciativos frente a um lugar desconhecido), é a plena demonstração do distanciamento da realidade, da falta de afeto das dores, das diferenças e distanciamento social na condição humana.

Sim! É preciso propor e construir senso crítico, educar a sociedade para além da inclusão, mas na necessidade da convivência pela diversidade. Contudo, há também a necessidade de expôr os fascistas preconceituosos e capacitistas, que reduzem as pessoas e relativizam suas condições. Afinal, isso sim está na moda hoje em dia! Precisamos superar essa tendência negacionista e preconceituosa, sugerindo um novo conceito de vida nessa passarela da morte.

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Sobre o autor

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Thiago Almeida é educador social. Bacharel em Comunicação Social, especializado com pós graduação em planejamento estratégico e Gestão integrada. Militante antimanicomial, ativista social e da política de redução de danos. Membro do Fórum Popular de Saúde Mental do ABCDMRR. Redutor de danos com vivência e estudos em países latino-americanos. Atua na saúde mental com criança, adolescente, adultos e pessoas em situação de vulnerabilidade social há aproximadamente 10 anos. Dedica-se à pesquisas, leituras e práticas pautadas em Saúde Pública, nos Direitos Humanos e na clínica psicanalítica voltada ao Acompanhamento Terapêutico, somado a multidisciplinaridade do audiovisual para fins terapêuticos (fotografia e cinema).

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