Перед большинством заёмщиков всегда встаёт вопрос, какую организацию-кредитора выбрать? На рынке очень много предложений оформить займ онлайн. Как не попасть на мошенников, с которыми придётся расплачиваться всю оставшуюся жизнь? Конечно, в подобной ситуации лучше всего обратиться к профессионалам: credit-n.ru/zaymyi.html. Именно на этом ресурсе вы сможете получить профессиональную и бесплатную консультацию по всем вопросам займов, микрозаймов и кредита. Именно здесь вам помогут оформить онлайн займ на карту без залога и поручителей в надёжной микрофинансовой компании.

Certa vez, assistindo a um curto vídeo desses famosos coach da internet, sobre motivação e outros temas da nossa sociedade moderna, chama atenção as frequentes motivações para ignorar nosso direito ao descanço! O sujeito em questão atacava a procrastinação, a preguiça e o ato do descanso em si e passava receitas pra “vencê-las”, afim de continuarmos incansáveis na vida cotidiana, pois segundo ele “quem descansa fica para trás” (somado a um “arrasta pra cima e participe do evento”).

Essa fala afirmativa me fez lembrar do clássico livro do escritor Paul Lafargue, intitulado O Direito à Preguiça, que basicamente relaciona o tempo de trabalho x tempo de descanso e também nos trouxe a reflexão sobre outro ponto, onde ele diz que se descansarmos “ficaremos para trás”.

direito ao descanso

Sendo assim, como um coach às avessas, na citação do título em menção honrosa ao escritor Eduardo Galeano, sobre a capacidade de fazermos o contrário do que nos é esperado, resolvi também propor uma receita e filosofar sobre o tema, mas é claro, na antítese do coach… Expor assim sobre o sentido da vida e defender o tal direito ao descanso!

Essa demonização da preguiça pra além de Macunaíma, que para a igreja se torna um pecado capital, é também um “pecado capitalista”, pois esse “ficar para trás” pressupõe justamente essa corrida do sucesso financeiro. Esse descanso “abominável” pode ser interpretado de outra forma inclusive, como por exemplo, a pausa entre um fazer e o outro. E é justamente nessa hiato, nesse momento onde nos é proporcionado o descanso, tanto físico como mental, que a criatividade emana e surge as famosas descobertas!

Quando há um distanciamento das tarefas, há também uma ótica ampliada e diferente sobre nós mesmos, sobre os fatos que nos certam e é assim que nascem as ideias e os ensaios para as soluções dos problemas. Daí, me veio o insight do “sentido da vida” e irei dividir com vocês! O objetivo de vida comum das pessoas é um só: Tornar as coisas mais fáceis… Pronto, é isso!

direito ao descanso

Como assim!? Criar facilidade! A tal praticidade pra viver e pra lidar com o tempo, com os desafios impostos e propostos, sempre foi o mote para o desenvolvimento e a evolução humana (e acredito que sempre será). Desenvolvemos meios para nos comunicar (para facilitar a comunicação entre as pessoas), utensílios pra caçar (facilitar a caça), a tecnologia (a inteligência artificial que liga o som e a lâmpada, coisas que já eram fáceis), na agricultura, a moeda (agora virtual), a própria ciência, na religião (aqui para trazer paz quando não sabemos o que fazer pra tornar a facilidade concreta)… Enfim, na nossa construção sócio-histórica, onde alguns possuem “mais facilidades” do que os outros, a depender de sua classe. Diria que até em nome da própria facilidade, nos sujeitamos a vergonhosa exploração do outro para tal finalidade. A resposta que buscamos é essa: Como fazer da vida algo mais fácil, mais preguiçoso!?

Bill Gates, em sua biografia, revelou que designava as tarefas mais complexas para as pessoas mais preguiçosas da equipe, pois segundo ele a solução surgia mais rápido, afinal o dito preguiçoso queria “se livrar do problema” e, com isso, buscava meios criativos para a solução! Porém, como esse artigo tem viés filosófico, queria indagar o “não fazer nada” e justamente tornar contraditório toda essa definição até aqui.

Assim, se quando não estamos fazendo nada, no “direito à preguiça”, estamos pensando em soluções e descansando para justamente recomeçar, não seria então o descanso uma parte do processo do fazer? Ou seja, numa lógica invertida, a preguiça, o não fazer nada, na verdade não existe? O que reforça ainda mais essa ideia, é que tornamos o descanso como algo ruim e preenchemos esse momento com afazeres, seja cursos, palestras, coisas para nos abastecer nas tarefas cotidianas, afinal não queremos “ficar para trás”, não temos tempo a perder!

direito ao descanso

Retomando alguns apontamentos de toda essa ideia de tempo de trabalho x tempo livre, também podemos falar sobre produção x acúmulo e de como nossa sociedade é forjada a produzir lucro cada vez mais para quem detém do capital, de criar essa falsa ilusão de uma “corrida incansável” onde há perdedores e vencedores, colocando até o clima e nosso futuro em jogo. Essa retórica capitalista, defendendo esse processo pra além da automação, mas no automático do trabalho, no ponto de vista de tempo, imparável, possui uma falha no discurso e, justamente, no apontamento de onde devemos chegar dentro dessa lógica. Essa narrativa não nos dá garantias, subsídios reais de base, concretos e temporais sobre nossas vidas com ferramentas sofisticadas em proposta de um bem estar coletivo, de uma vida melhor para as pessoas, contudo, nos impulsiona a moldar e recriar uma vida a essa lógica, a nos adaptarmos para “não ficar para trás”.

Terminamos assim como vencedores! Afinal, como parei pra escrever esse artigo e, consequentemente, você parou para o ler, de certa forma até aqui, rompemos com a lógica de não parar e paramos!

Quer receber nosso conteúdo?
Receba a nossa newsletter

Receba todas as atualizações da SOUL ART!