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Dialogando com o artigo da semana passada, iremos falar sobre o viver em comunidade, sem romantizar a pobreza, mas dando destaque ao valor comunitário e o que impede, justamente, a favela não ser romântica.

A elite aceita a pobreza, mas não aceita o pobre

Com a pobreza, existe o exercício da caridade e, pela exploração dela, há um mercado lucrativo. Isso é um fenômeno, pois os mesmos instrumentos que geram a desigualdade, atuam de forma assistencial pra acalentar as necessidades. Tudo isso pois, o povo pobre é uma ameaça que deve ser contida pelo controle social e sem consciência de sua condição, ou melhor, sem consciência da causa real das condições sociais.

Desigualdade e vulnerabilidade parecem sinônimos, mas uma está sob o guarda chuva da outra. Desigualdade social é um fenômeno da sociedade de classes, resultado do acúmulo capital que gera esse desequilíbrio econômico. Já a vulnerabilidade social é o impacto que isso gera na sociedade, ou seja, a falta de acesso, má condições de vida e bem estar frente a uma sociedade desigual.

Refletindo sobre a sociedade e o exercício das relações interpessoais, sobretudo de classe, frente as desigualdades e da não permissão de equipara-las, veio a mente os meios de controle social. Queremos citar dois importantes instrumentos: O caso da mídia ideológica (propaganda dominante) para o sistema capitalista e a repressão em forma de segurança no seu exercício como braço do Estado. Quem controla a favela no morro, o trabalhador, o jovem, a mulher, o negro, os movimentos sociais, enfim, quem “gerencia” a população é o controle midiático e a polícia pra manutenção da hierarquia de poder.

O entendimento generalizado e simplista, afasta a compreensão geral e não causa interpretação dos fatos. Então, vamos lá!

Quando falamos do controle da mídia, principalmente pela propaganda, queremos destacar a cultura dominante imposta, o entretenimento que gera opinião sem senso crítico, os esteriótipos, a relação de acesso pelo consumo, o sensacionalismo, as correntes e parcialidades políticas e ideológicas, enfim, é o mesmo caso sobre a atuação da polícia. Não é preciso dizer do papel fundamental da segurança pública em investigações, na inteligência, atuação sobre o crime e no objetivo geral de proteger e servir a população. Porém, o questionamento se dá no discurso de “mocinho e bandido”, no “perfil criminoso” rotulado, na corrupção, nas ações truculentas, na criminalização do povo preto e pobre, dos encaminhamentos do Estado pra polícia executar um papel que foge do seu escopo, destoando justamente do objetivo social dela, por exemplo, em manifestações sobre garantias de direitos ou em ações nas comunidades.

Olha a contradição! Professores que vão reivindicar por melhores salários e estudantes protestando pela falta de estrutura e acesso ao ensino, são acometidos por policiais que, possivelmente, tem filhos estudantes com professores atuantes. Ou seja, a repressão serve pra que e pra quem? Quando trabalhadores, servidores públicos, se enfrentam ao invés de se unir?

“O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos”. (Simone de Beauvoir)

O controle social serve como contensão e não como ideia de igualdade, equidade e liberdade. Serve para proteção do Estado e da elite, uma das tecnologias da base de exclusão da população com viés ideológico! Porém, o curioso é que a elite não oprime por si só. Assim como na época da escravidão, a casa grande delega dos próprios oprimidos aqueles que irão fazer o controle dos demais, os “capitães do mato”. Ou seja, é preciso também falar desse apoio alienado, afinal se o Estado quer controlar, elege quem o fará, precisa criar a narrativa do justificável e somente com consciência iremos romper essa lógica. Aí entra os programas sensacionalistas, a criminalização da pobreza, a confusão de compreensão sobre assuntos como legalização das drogas ou crime social, enfim, é perverso esse distanciamento para a consciência e a perversão é necessária ao controle social.

E olha só o resultado disso: Cria-se o bom e o ruim, o bem e o mal, a higienização social, algumas vidas valendo mais que as outras, critérios diferentes, coisas sobrepõe pessoas, medidas distintas, leis relativas, mesmo todos nós vivendo no tal Estado democrático de direito, nem todos tem esse direito, tampouco, vivem a plena democracia.

E na comunidade, há mesmo os vilões?

Se há bandidos no morro, há também nas mansões, nos condomínios e, principalmente, no congresso. Todo mundo concorda com isso! Porém, a repressão se dá somente na pobreza. As drogas, o fuzil, enfim, o que está ligado ao crime, vem de fora e é necessário grande poder de negociação, falar inglês ou alemão, saber que metralhadora e granada não são produzidas igual tênis. Existe uma encomenda limitada e, curiosamente, o cliente não está no morro, é justamente o Estado. Bingo! Percebi agora a narrativa criada?

Se não entendermos a causa, a culpa será sempre do sintoma!

Quem vive em comunidade sabe como é incrível a relação das pessoas. A gente sai pelas ruas cumprimentando e batendo um papo com os amigos, para no bar pra tomar uma cerveja, jogar um bilhar e comprar um doce pra molecada, máquina de frango assado pro almoço, tem conta na mercearia, é conhecido por ser filho do João, neto da dona maria. Revista de cosméticos de mão em mão, o vendedor de tapete, a costureira, carro do ovo… A gente ganha sobrenome só quando sai da favela, aqui é no apelido ou na referência familiar. O que tira a paz da vida em comunidade é a falta de acesso e a exclusão a necessidades básicas, o pouco investimento em saúde, esporte, educação, lazer e, principalmente, o olhar de criminalização da pobreza.

É como cantou o grande Wilson das Neves:

“Melhor é o poder devolver pra esse povo a alegria, senão todo mundo vai sambar no dia, em que o morro descer e não for carnaval”!

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Sobre o autor

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Thiago Almeida é educador social. Bacharel em Comunicação Social, especializado com pós graduação em planejamento estratégico e Gestão integrada. Militante antimanicomial, ativista social e da política de redução de danos. Membro do Fórum Popular de Saúde Mental do ABCDMRR. Redutor de danos com vivência e estudos em países latino-americanos. Atua na saúde mental com criança, adolescente, adultos e pessoas em situação de vulnerabilidade social há aproximadamente 10 anos. Dedica-se à pesquisas, leituras e práticas pautadas em Saúde Pública, nos Direitos Humanos e na clínica psicanalítica voltada ao Acompanhamento Terapêutico, somado a multidisciplinaridade do audiovisual para fins terapêuticos (fotografia e cinema).

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