Перед большинством заёмщиков всегда встаёт вопрос, какую организацию-кредитора выбрать? На рынке очень много предложений оформить займ онлайн. Как не попасть на мошенников, с которыми придётся расплачиваться всю оставшуюся жизнь? Конечно, в подобной ситуации лучше всего обратиться к профессионалам: credit-n.ru/zaymyi.html. Именно на этом ресурсе вы сможете получить профессиональную и бесплатную консультацию по всем вопросам займов, микрозаймов и кредита. Именно здесь вам помогут оформить онлайн займ на карту без залога и поручителей в надёжной микрофинансовой компании.

Costumo dizer que, de um modo geral, vulnerabilidade é uma condição humana, ela é a incerteza, o improvável, nos coloca sob controle dela, estamos sempre a mercê, desprotegidos, ela nos iguala uns aos outros e ao mesmo tempo nos afasta. Iguala no sentido que todos nós estamos e somos vulneráveis, haja visto a pandemia que nos colocou frente a esse espelho. Entretanto, nos afasta quando falamos sobre sociedade, condições e acesso, daí vemos um abismo entre as pessoas e suas posições frente as vulneráveis diversas, chegando a criar a desigualdade e exploração sobre o outro como estratégia de se colocar e sentir-se menos vulnerável nesse mundo.

Vulnerabilidade e a busca pelo fim da desigualdade social… Será?

Estima-se que há aproximadamente 222 mil brasileiros em situação de rua, dados do último Censo (que está bem desatualizado, por sinal). Porém, a pergunta que fazemos é: Como lidar com a desigualdade social? O que fazer, de fato, na vida das pessoas em vulnerabilidade?

Podemos compreender a vulnerabilidade social como uma situação socioeconômica, ambiental e estrutural de parte da população em dada formação de sociedade que, ou dispõe de poucos recursos para lidar com questões como: trabalho, renda, habitação, educação, saúde, entre outros ou acumula capital e não gera equidade social, sendo ela a própria causadora do problema e criando meios ou “negócio lucrativo” dentro da desigualdade social, sob a vulnerabilidade das pessoas, não com o objetivo de findar a desigualdade, mas de realizar a manutenção da pobreza.

Considerando as dimensões de trabalho e renda, pela ótica macroeconômica da diversidade brasileira, onde podemos encontrar acesso na agricultura familiar, no trabalho informal, na indústria, no setor público, na comunicação, agora na grande onda da terceirização, entre outros meios, muitas vezes essa lógica, afasta as pessoas de um bem estar e estabilidade pela falta de acesso a educação, formação, contexto social historicamente excludente, infraestrutura urbana e capital humano, enfim, o Brasil ainda tem uma longa trajetória para realmente mudar a situação da sua população.

Embora o IVS (Índice de Vulnerabilidade Social) apresente uma melhora significativa até 2017, o Brasil corre o sério risco de se tornar o epicentro da fome, como já foi há alguns anos, sobretudo, na desnutrição infantil no nordeste do país.

O poder de compra das famílias brasileiras também diminuiu, o saneamento básico de muitos locais é precário e a falta de acesso à educação agrava ainda mais as desigualdades. Existe o Brasil das capitais e dos grandes centros, mas há também o Brasil das periferias, dos rincões, das comunidades ribeirinhas, do sertão, das ocupações, enfim, desse país continental que não acessa boa parte das pessoas, colocando muitas delas em situação de extrema vulnerabilidade.

Vale destacar: É preciso não somente considerar os aspectos materiais da vulnerabilidade social, mas também questões emocionais, que impactam diretamente na estrutura das famílias e em sua saúde mental. A falta de acesso, sobretudo, nas coisas básicas da vida, gera importantes demandas de ordem psíquicas, necessidades essas que estão ligadas a história das pessoas, aos seus anseios e traumas, nas possíveis superações ancestrais.

Ao longo dos últimos anos, programa sociais foram necessários para amenizar um pouco o cenário de desigualdade. O acesso a renda mínima, ao ensino básico e superior, geração de trabalho e renda, incentivos aos pequenos e médios empreendedores, enfim, algumas estratégias para alavancar o país de forma interna tiveram impacto significativo para melhoria de vida das pessoas. No entanto, além de uma política neoliberal dos últimos anos, onde trouxe retrocesso, altos preços inflacionários e aumentou consideravelmente a desigualdade no país, a pandemia escancarou os problemas sociais de forma violenta a população.

Mas, como nossa sociedade se formou tão desigual?

O Brasil é forjado sobre terras capitaniadas, colonizada, passadas por gerações de poucas famílias, onde fora retiradas de seus povos originários, esses que até hoje vivem de forma marginal pelo acesso a reservas. Além disso, há nosso triste episódio da escravocrata. Onde os nosso colonizadores, visando expansão econômica, viram na escravidão das pessoas de matriz africana, uma forma de lucro por meio de mão de obra barata e depois com a mudança capital de negócio, do plantio para a indústria, essas mesmas pessoas foram exploradas e excluídas socialmente. Enfim, vulnerabilidade social é um tema amplo, onde podemos encontrar variáveis causas a serem investigadas, sendo uma pauta que permite a compreensão de sociedade e como ela é moldada e constituída. Todavia, para fins práticos, podemos observar que existem alguns tipos de vulnerabilidades que conseguem dar um norte de como devemos atuar.

Marginalização e exclusão social

Nesse subgrupo encontramos as pessoas que residem em moradias em situação de risco, bem como um baixo nível de renda e acesso a educação.

São as pessoas que fazem parte das estatísticas de desemprego ou subemprego, em meio a “desorganização familiar” e que carecem de assistência social. Destaque para a definição de “desorganização familiar”: Aqui é preciso enfatizar a ordem no papel social e de acesso, em renda, na educação, sobretudo, das crianças, na saúde e saneamento, enfim, a desorganização familiar sugere esse caos pela falta de políticas públicas efetivas. A vulnerabilidade marcada pelas condições precárias de trabalho aliada à fragilidade de um vínculo social, inevitavelmente acaba excluindo as pessoas da sociedade.

Outro destaque importante são para os fatores como: desigualdade racial, econômica e de gênero, que surgem evidenciando assim a luta pela sobrevivência e pela necessidade de considerar essas pautas no recorte de classes.

Vulnerabilidade na área da saúde

Faz parte desse aspecto as pessoas vulneráveis em relação a doenças, exposição ou possíveis riscos de desastres, muito por conta da localidade na qual habitam. Pois, se tratando da realidade brasileira, os grupos que dispõem de péssimas condições financeiras, invariavelmente acabam tendo menos acesso a cuidados de saúde, pessoas que acabam contraindo mais doenças, tanto crônicas quanto agudas, estando à mercê de acidentes urbanos, domiciliares ou outras demandas que emerge devido a condição vivida. O que ainda trás o mínimo de dignidade a essas pessoas é a saúde pública brasileira, pois mesmo com as investidas da saúde privada, nos financiamentos as campanhas políticas, influenciando diretamente nos recursos para o sistema único de saúde, é ela que acessa as pessoas nas favelas, nas aldeias, nos extremos geográficos, enfim, levando remédios, vacina e acolhimento.

Vulnerabilidade territorial

De mãos dadas com o crescimento urbano desenfreado e com pouco planejamento, estão a diferenciação e segmentação demográfica, social, econômica e ambiental.

Ao mesmo tempo em que os grandes centros exibem prédios luxuosos e modernos, a periferia se multiplicam de forma desordenada, sem infraestrutura e sem qualidade de vida. Essa vulnerabilidade social evidencia as pessoas marginalizadas em relação aos centros urbanos e que, rotineiramente, sofrem com a discriminação, muitas vezes mesmo ocupando o mesmo perímetro.

Vale lembrar que as vulnerabilidades territoriais podem apresentar níveis alarmantes de: Pobreza, subnutrição, desemprego e, inclusive, de criminalidade.

Vulnerabilidade infanto juvenil

Sabemos bem a importância dos jovens para a sociedade, portanto, cuidar do futuro é agir no presente das crianças e adolescentes. Afinal, trata-se de uma questão não só de cidadania, mas de uma ação emergencial, possibilitando escolhas a elas, mudando histórias e gerações.

Infelizmente, muitos jovens por conta de situações econômicas desfavoráveis, se encontram em cenários de vulnerabilidade social e exposições diversas, abreviando vários sonhos ou deixando até de sonhar. A dificuldade de acesso ao mercado de trabalho, ao ensino de qualidade, bem como lidar com problemas sociais e emocionais na família, podem levá-los ao ambiente da criminalidade, por exemplo, destaque a falta de políticas públicas, diferente de um jovem da classe média ou de classes mais abastadas, onde esse risco é menor, pelo acesso financeiro a determinados ambientes.

Quais são as formas de atuação à vulnerabilidade social?

Tendo em vista a realidade da vulnerabilidade social no brasileira, além de suas subdivisões, encontrar maneiras práticas de lidar com a situação é o ideal. A princípio, investir em educação seria a primeira e grande atitude a contribuir com a transformação desse cenário, além é claro, de uma política econômica social de distribuição de renda, de taxação de grandes fortunas, de acesso e ofertas a políticas públicas efetivas e de qualidade. Destaque ao acesso à cultura e à informação, que leva as pessoas ao amadurecimento intelectual e ao pensar de forma crítica. O investimento em esporte também é uma ótima alternativa, pois ajuda crianças e jovens a encontrarem um propósito e terem perspectivas positivas.

Inclusive, o esporte, a cultura e a educação atrelada a uma boa orientação e capacitação profissional pode proporcionar boas oportunidades, sobretudo aos jovens, aumentando as chances de terem o primeiro emprego, por exemplo.
De forma geral, nos últimos anos, tivemos práticas exitosas com programas sociais, como: o Cadastro Único, Bolsa Família, Pronatec, Bolsa Verde e, até mesmo, o Auxílio Emergencial que ajudaram a minimizar os agravos da desigualdade social, possibilitando assim, uma melhora na qualidade de vida de muitas pessoas por via do acesso e do poder econômico de consumo. É também necessário implementar políticas contra os preconceitos de cor, raça, etnia, de gênero e deficiência, a fim de inserir essas pessoas na sociedade e zelar pelos seus direitos (que inclusive já são garantidos).

Para finalizar, perceba que por mais que as condições de desigualdade sejam preocupantes, ainda há meios de atuação social para tornarmos a sociedade mais justa e igualitária. O debate sobre igualdade deve SEMPRE estar presente nos centros culturais, nas rodas de conversas, nos bares, nas associações, enfim, não podemos passar um dia sequer sem escancarar a necessidade da busca pelo bem estar social.

Muitos sugerem somente a criminalização da pobreza como forma simplista no entendimento social. A expropriação é um fenômeno social que querer uma ótica de reparo, condicional, de atuação frente questões que, muitas vezes, fere a natureza humana básica.

Muitos sugerem somente a criminalização da pobreza como forma simplista no entendimento social. A expropriação é um fenômeno social que querer uma ótica de reparo, condicional, de atuação frente questões que, muitas vezes, fere a natureza humana básica.

(Texto com base nos indicadores sociais, censo, oxfam, IBGE, estudos da onu e material base jornalístico sobre desigualdade e distribuição de renda)

Quer receber nosso conteúdo?
Receba a nossa newsletter

Sobre o autor

Avatar

Thiago Almeida é educador social. Bacharel em Comunicação Social, especializado com pós graduação em planejamento estratégico e Gestão integrada. Militante antimanicomial, ativista social e da política de redução de danos. Membro do Fórum Popular de Saúde Mental do ABCDMRR. Redutor de danos com vivência e estudos em países latino-americanos. Atua na saúde mental com criança, adolescente, adultos e pessoas em situação de vulnerabilidade social há aproximadamente 10 anos. Dedica-se à pesquisas, leituras e práticas pautadas em Saúde Pública, nos Direitos Humanos e na clínica psicanalítica voltada ao Acompanhamento Terapêutico, somado a multidisciplinaridade do audiovisual para fins terapêuticos (fotografia e cinema).

Receba todas as atualizações da SOUL ART!