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Vamos lá! Quando falamos de filantropia, esmola, donativos ou ações sociais, especificamente no Brasil, resgatamos a sua origem na religião, com intuito de caridade, como dever da prática espiritual. Somado a isso, temos a criação da legião brasileira de assistência, onde Darcy Vargas, esposa do presidente Getúlio Vargas, difundiu essa iniciativa como suporte às famílias dos brasileiros que foram para a segunda guerra mundial.

De forma paralela, o conceito de assistência foi ganhando também outra abordagem, uma conotação de luta pela classe trabalhadora. As questões sociais por igualdade é a pauta difundida nessa ideia de uma sociedade justa e por direitos assegurados aos mais necessitados. O resultado dessa abordagem por questões sociais, vem com o passar dos anos, em destaque com o advento da lei orgânica e o estatuto da criança e do adolescente, além é claro, do próprio sistema único de assistência social (SUAS).

Nesse resumão, podemos então fazer uma breve análise do seguinte: A idéia de assistência possui duas frentes ideológicas, uma está ligada a questão moral e religiosa e a outra centrada na necessidade de equiparação da desigualdade social. Seria como pensarmos em: Caridade x Solidariedade! Eduardo Galeano define a caridade e solidariedade assim: “Diferentemente da solidariedade, que é horizontal e praticada de igual para igual, a caridade é praticada de cima para baixo, humilha quem a recebe e jamais altera um milímetro às relações de poder. Na melhor das hipóteses, um dia poderá haver justiça, lá no céu. Aqui na terra, a caridade não perturba a injustiça. Só se propõe a disfarçá-la”.

Pra não entrar na polêmica do que é certo ou errado, entendemos que ambos tem sim seu impacto social e na hora de “matar a fome”, não há ideologia que sustente um estômago vazio (sobretudo, é claro, pra quem tem fome). Porém, é importante salientar que, há ações e frentes solidárias religiosas, mesmo sob o comando dogmático da caridade, ou seja, o entendimento da necessidade de equiparar as injustiças sociais na causa e efeito, também se faz presente em algumas figuras e ações religiosas. Podemos lembrar, mundialmente, da Madre Tereza de Calcutá ou Dom Helder Câmara, aqui no Brasil, com sua famosa citação: “Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo. Quando pergunto porque eles são pobres, chamam-me de comunista”.

Desde pequeno já ouvia a velha frase: “pé de pobre não tem número”. Essa afirmação faz alusão que, quando é preciso calçar um descalço, pouco importa o tamanho do sapato ao pé, o importante é calça-lo, certo? Errado! O título desse artigo provoca essa afirmação tão comum na sociedade (“fazer o bem sem olhar a quem”), que soa tão bem em tom harmonioso, mas que ao nos debruçarmos no peso que ela trás, sobre a insignificância de quem recebe, só valorizando a quem dá, nos coloca na condição de reflexão pra realinharmos o que de fato é “fazer o bem” e pra quem é sim a ação e resultado ao fazê-lo. Ou seja, se estamos promovendo bem estar social ou, simplesmente, enfeitando de forma paliativa as mazelas sociais com ações sem efetividade e que não dialoga com a real necessidade das pessoas.


Lembro da citação do saudoso Rubem Alves: “Sempre vejo anúncios de oratória. Nunca vi anúncios de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir”. E, traduzo ela para o nosso tema, onde podemos então compreender que, para fazer o bem é necessário olhar a quem, ouvir o que, estar ao lado e não de cima para baixo. Como um avião que sobrevoa um povoado e despeja comida dos céus, sem saber se cairá no rio, em vales, chegará no solo em boas condições ou se, de fato, é aquilo que as pessoas gostariam de se alimentar na necessidade, matando a fome com o que gostam, saboreando e não engolindos algo somente pela condição de famintos.

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