Hey! Esse é o meu post de estreia aqui na SOUL ART. Meu nome (como vocês podem ver aí em cima) é Filipe Rocha. Sou designer gráfico e aspirante a ilustrador. Nesta coluna vocês vão poder ler sobre quadrinhos, design e ilustração. Espero que curtam.

E para a inauguração, vou falar sobre uma HQ que caiu nas minhas mãos na semana
passada e me surpreendeu muito: Umbra, publicada pela Devir. O roteiro é de Stephen Murphy – um cara que já escreveu muitas histórias das Tartarugas Ninja (!). Mas não se engane, Umbra é bem diferente dos répteis do esgoto comedores de pizza. A arte fica por conta de Mike Hawthorne, em preto e branco mesmo, o que dá um ar muito interessante para a trama.

No início da história, tive a impressão de estar diante de um episódio de Cold Case,
CSI ou qualquer outra série do gênero. Uma investigação criminal sobre um suposto
desparecimento de turistas nas caverna gélidas da Islândia abre o conto, mas com o
desenvolvimento da trama, vamos percebendo que não é nada disso. Nossa personagem principal, Askja Thorasdottir, legista recém-formada e viciada em álcool e Lorazepam, se depara com a ossada de uma mulher Neanderthal – em 1999 – embrulhada numa mortalha (que depois ela descobre ter sido fabricada pela Benetton), com uma perfuração de bala na coluna e um dente do siso, da mesma mulher, com uma obturação de porcelana!

Interessante, não? Uma série de descobertas posteriores vão deixando o caso cada vez mais obscuro e emocionante. Até a URSS está envolvida.

A obra apresenta os fatos de modo a deixar o leitor cada vez mais preso, página a página. Devorei-a em dois dias, e isso porque só leio no trajeto casa-trampo-trampo-casa.

Umbra também conta com perseguições com troca de tiros, explosões e mortes – na
medida certa. Vício, investigação criminal, lesbianismo (sim!) e sonhos que se confundem com a realidade são os elementos de Umbra. Recomendo.

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