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Chegar a Portugal pode ser um martírio para ouvidos não treinados. Na falta de atenção, qualquer sotaque mais afetado pode soar como outro idioma. Aconteceu quando eu ouvi pela primeira vez o Cavalo de Corrida da banda UHF e achei que era punk britânico. Mas, algumas vezes, as bandas estão de fato cantando em outra língua, geralmente inglês. E elas enganam bem…

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(The Glocknwise, por Joana Castelo)


You Can’t Win, Charlie Brown
(indie.chá.de.camomila.maracujina)

Impossível não simpatizar com uma banda que faz referência ao Snoopy e tem uma vírgula logo no nome. Mas o título derrotista não reflete a capacidade do grupo, que, de longe, foi um dos que mais ouvi falar desde que cheguei a Lisboa. Me parece o melhor exemplo de que a música feita em Portugal não deve nada a ninguém. Vê-se pelas referências, como Grizzly Bear, Bon Iver, Nick Drake e Sufjan Stevens, que a banda não vai fazer ninguém morrer de desidratação em uma pista de dança, mas pode ser uma companhia agradável para um cigarro solitário na varanda. O álbum mais recente, Difraction/Refraction, de 2014, é o segundo da banda e um bom antídoto contra a pressa.


The Legendary Tigerman
(blues.rock.redbull.cafeína)

Assistir a um show de Paulo Furtado, o autointulado The Legendary Tigerman, é presenciar a manifestação do impossível. O cara toca guitarra, bateria, canta e assiste ao Telecurso 2000, enquanto faz um show sozinho no palco. É um “homem-orquestra” que toca blues e rock ‘n rol no melhor estilo Jack White. Na apresentação a que assisti, em um cinema antigo de Lisboa, ele obrigou a público a se levantar e fazia cara feia para qualquer um que não estivesse dançando. Sorte dos bêbados. Depois, foi até o fim da plateia e voltou sem largar a guitarra. Deve ser a pessoa mais hiperativa do mundo. Mas do tipo que faz música interessante, não do tipo chato que fica conversando sem parar enquanto você está com fones de ouvido e claramente não está prestando atenção.


The Vicious Five
(punk.morto.vodca.)

Por algum motivo, a banda não deu muito certo, acabou em 2009. Mas não foi por falta de qualidade. Afinal, ninguém que tenha aberto o show do Pixies pode ser ruim. Tocam um punk gritado, mas não muito. Fica ali no limite em que as palavras ainda são reconhecíveis. E eles têm piada — o que em português de Portugal significa ser engraçado. Descobri-os por causa de um fanzine feminista que leva o nome de uma das suas músicas, Your Mouth is a Guilloutine.


The Glocknwise
(garage.surf.pinga.com.limão)

Estava prestes a postar o texto, quando os ouvi na rádio Vodafone FM, daqui de Lisboa. Pensei que fosse o Vampire Weekend, usando piano e sendo um pouco menos irritante, até o locutor falar que era um grupo português. Eles se descrevem como “uma banda de garage rock de Barcelos, logo uma merda”. Não são uma merda. Mas, se o Two Doors Cinema Club pode fazer sucesso, eles também podem. E, por benção divina, as outras músicas não têm nada a ver com Vampire Weekend — pode parecer que eu não goste de Vampire Weekend, mas não é verdade, só não me forcem a ouvir um disco inteiro deles.

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Sobre o autor

Jornalista

Paulistana, 26 anos, jornalista, apaixonada por livros, teologia, história, medievalismo e tudo o que o envolve. Escritora nas horas vagas em seu blog pessoal "Condado Encantado", onde aborda temas como paganismo, mitologia, simbologia, esoterismo, oráculos, teorias conspiratórias, entre outros. Em 2016 escreveu seu primeiro livro, resultado de um Trabalho de Conclusão de Curso, sobre artistas de rua. Gostou tanto da experiência que já está pensando nos próximos.

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