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Está em cartaz no Espaço da Companhia do Feijão, até 15 de julho, a peça Facas nas galinhas, do escocês David Harrower. A direção é de Francisco Medeiros para tradução de Fábio Ferretti, e traz o trio de atores Eloisa Elena, Cláudio Queiroz e Thiago Andreuccetti em interpretação delicada e precisa.

Três atores, um gigantesco círculo no chão como cenário, sons construídos com mecanismos estranhos, uma sonoplastia extraordinária pontuando uma trama metafórica e intensificando tensões onde elas eram praticamente inexistentes.

A peça tem por centro uma mulher que habita uma aldeia isolada, marcada pela ignorância crassa. Um mundo que gira sempre no mesmo eixo, que é de uma pedra gasta que mói o trigo cultivado e permite a existência vazia (sem sentido) dos protagonistas e da comunidade.

Os símbolos não são de todo inapreensíveis. A mulher/esposa é comparada à paisagem, ela é a terra constante firme, potencialmente produtiva, mas que também, convertida em lama, impregna o marido. Esse marido é “o” lavrador, de tal modo ligado também à criação de cavalos, que tem por alcunha Potro Wilson. Animalesco, bruto, ele metaforiza a ignorância e reprime ânsias e questionamentos existenciais de sua esposa.

O terceiro personagem é o Moleiro, execrado pela comunidade que depende de seu moinho (e que lhe paga 10% pela moagem), é odiado por todos que o julgam explorador do trabalho alheio, ladrão, feiticeiro e provável assassino da esposa. Na verdade, cercado de livros, ele representará o saber, a consciência que afasta a escuridão desta mulher submissa e abnegada (ele domina as leituras e a escrita). Será ele a revelar-lhe o ridículo do julgamento da comunidade, a hipocrisia do marido xucro e sua infidelidade. É a desordem no mundo natural da mulher, mundo nomeado, mas não compreendido pelos sentidos. Ele é portanto, pedra que lima, depura, transforma: pedra que cedo ou tarde deve ser substituída, espaço cedido a um novo moleiro.

Facas nas galinhas trata, portanto, não apenas de relações amorosas, mas também da liberdade de pensamento e da autodescoberta de uma mulher.

Os atores fazem fluir um texto difícil, quase abstrato, cheios de enleios poéticos, mas que não emociona, pois parece destinado mais à razão do que aos sentidos, que é o que nega, como se exigisse também do público a valorização do “intelecto” e da “consciência”, pontuado mesmo na encenação na linha brechtiana.

Curioso é o título, pois não há galinhas na peça, e remete a uma frase evocada pela mulher, que sente Deus nas pequenas ações prosaicas do cotidiano, por exemplo, quando enterra a faca no corpo das galinhas com as quais fará a comida do dia.


Serviço:
A Companhia do Feijão fica próxima do COPAM, na Rua Dr. Teodoro Baima 68 – República – (11) 3259.9086. Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. O valor do ingresso é de R$ 15.

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