ENSAIOS: Hatchets

Lúcio Ribeiro já disse que o Hatchets é a “Rising star” da cena indie paulistana, ou melhor indie-dance, como os garotos preferem. O Popload também recomendou ficar de olho na banda em 2012. Então, a SOUL ART ouviu o conselho do jornalista e foi atrás de Gabriel Militão (vocal/guitarra), Paikan Gonzalez (guitarra/percussão), Vinícius Militão (bateria), André Matt (synth) e Otávio Valezi(baixo/vocal) para o primeiro episódio de Ensaios, uma série de vídeos que invade o local de ensaio de músicos e mostra como é esse trabalho duro!

Os cinco rapazes da zona leste lançaram o EP City Skylines, produção de Eduardo Ramos, não somente o ex-empresário do Cansei de Ser Sexy, como grande nome da música independente que merece respeito por seu novo projeto entre outras coisas! Mas voltando ao foco, a banda Hatchets também conta com a produção participativa de Darren Lawson (Bloc Party/White Lies/Editors). Os rapazes têm como principal influência o House oitentista e o dance do início dos anos 90.
Não é por nada, não, mas esses garotos vão estourar já já! Então, confere aí o ensaio deles e a entrevista completa logo abaixo.

SOUL ART: Quem escolheu o nome da banda?
Hatchets: Foi uma ex-namorada do Vini que deu a idéia. No começo a gente tinha listas com nomes que a gente achava que serviriam, então era maior debate (todos péssimos nomes). Aí num ensaio apareceu esse nome no topo da lista, tipo, primeira sugestão. Acabou ficando porque era diferente, Machadinhas é um nome legal.

Desde quando a banda existe?
Nessa formação, desde 2009. Antes rolava um esboço do que seria a banda que somos hoje, era bem diferente.

Como descreveriam o som de vocês: indie, rock, brit rock, hipster rock, etc e bla bla bla?
A gente gosta mesmo é de dance music dos anos 90 misturado com um som de banda tocado ao vivo. Acho bem tosco aquela coisa meio “MySpace” de classificar os sons. Mas se for para escolher duas tags, seriam Dance/Indie.

Sempre foi esse tipo de som ou passaram por transformações “da moda”?
Antes era um pouco mais rock. Nós estamos moldando nosso som continuamente, todo ensaio alguma coisa muda pra alcançar o resultado que esperamos. Tocamos o som que acreditamos, pegando toda influência que vem desde as bandas da Factory, da House no fim dos anos 80 e do Dance do começo dos anos 90. Se for parar pra pensar, estamos indo BEM contra o que está rolando por aqui (São Paulo) no circuito Studio SP/SESC, que é aquela coisa mais folk bossa indie. Então acho que não estamos na moda, não hahaha. Quer coisa mais brega que dance anos 90?

Planos para o álbum?
Temos dois planos em mente. Lançaremos um disco com tudo que gravamos até hoje, mais alguns remixes bem exclusivos. E o outro será o primeiro álbum oficial mesmo, já temos algumas músicas novas composta, já já entramos na fase de pré produção, está ficando incrível.

Dá para viver de música por aqui?
Olha, todo mundo trabalha na banda, mas pelo menos a banda anda sozinha. Digo que ela se paga, viagens, equipamentos, produção na gringa, tudo isso vem com grana da própria banda.

O que vocês vão fazer quando ficarem famosos? (rs!)
Ver nossa música tocando no Glee hahaha
Não, na real acho que a ambição de todo artista é fazer parte do circuito de festivais internacionais, ser vinculado com os outros artistas, fazer parcerias. Acho que é por aí.

Para saber mais sobre a banda:
Souncloud
Vimeo
Facebook
Twitter.

FICHA TÉCNICA

direção & edição
GABRIEL ALEXANDRE

produção
RENATA BONFÁ, FILIPE ROCHA & GABRIEL ALEXANDRE

câmeras
FILIPE ROCHA & GABRIEL ALEXANDRE

áudio
EDUARDO RAMOS

texto
RENATA BONFÁ

fotos
GABRIEL ALEXANDRE

Não é parente de Paulo Bonfá, mas também é jornalista. Um tanto quanto cinéfila, não suporta gritos nem sussurros na sala de cinema. Atualmente, respira o frenético ar de São Paulo, mas em um futuro próximo passará a viver na Islândia (é claro que Sigur Rós é uma de suas bandas favoritas). Por enquanto, Renata está pra lá de "lost in translation".

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