Dando continuidade à minha coluna, inicio o quarto capítulo do meu livro Artistas de rua além dos clichês. Nesse texto, mais alguns trechos que considerei importantes desse capítulo, com algumas alterações.

Quem costuma andar pelos arredores do Centro de São Paulo possivelmente já se deparou com eles. Foi dessa forma que eu os conheci. Visual setentista, com roupas que lembram muito o festival de Woodstock, músicas que misturam rock, blues e folk, composições próprias e covers de grandes artistas sustentados por uma voz potente adaptável aos diversos estilos tocados nas ruas. Essa é a banda Picanha de Chernobill. Composta pelo guitarrista e backing vocal Chico Rigo (31), o vocalista e baixista Matheus Mendes (27) e o mais novo integrante,o baterista Leonardo Ratão (30) – na época em que escrevi o livro, o baterista era Rafael Rosa (33) – a banda costuma receber elogios por sua performance em boa parte de suas apresentações que ocorrem aos domingos na Avenida Paulista e durante os dias da semana na região central, entre o Vale do Anhangabaú— apelidado carinhosamente pelos integrantes da banda de Anhangabablues, título que inclusive ganhou uma música —passando pela Praça Antônio Prado, Praça do Patriarca, Largo do Paissandu e Viaduto do Chá (…)

A princípio fui atraída pelo visual da apresentação do trio (que já foi quarteto) e pelo estilo musical: a música é feita não só com guitarras, mas também com a mistura de viola caipira e bandolim, mostrando que é possível fazer rock and roll de diversas formas (…) no começo de 2017 o antigo baterista, Rafael Rosa, deixou a banda e a partir de então quem assume as baquetas é Leonardo Ratão, que se interessou em fazer parte da Picanha quando soube que eles estavam em busca de um novo baterista. Ratão viajou de Passo Fundo (RS), cidade onde morava, para São Paulo e fez alguns testes, mudando-se definitivamente para cá em abril do mesmo ano, quando passou a integrar a banda.

Outra coisa que chama muito a atenção, mas somente de quem costuma conversar com eles, é o forte sotaque de Chico, Matheus, e Leonardo. Nascidos no Rio Grande do Sul, em Nova Prata, Porto Alegre e David Canabarro, respectivamente, algumas expressões como‘bah’, ‘guria’, ‘tu’, ‘afudê’, ‘tri bom’ e ‘tri legal’ transformam esse vocabulário em palavras cômicas para meus ouvidos paulistanos. Até 2015 a banda contava com Pedro Marini e seu contrabaixo acústico, que ajudavam a chamar ainda mais a atenção dos caminhantes. O instrumento dava um toque rústico e original à banda, tornando a identificação pelas ruas do Centro ainda mais fácil. Era só ver aquele contrabaixo enorme e pronto, lá estavam eles. No começo de 2016 Pedro deixou a banda e a partir de então Matheus acumulou duas funções: além de cantar, passou também a tocar contrabaixo , mas ao invés do acústico, optou pelo elétrico. Foi através de Pedro Marini que Matheus conheceu sua namorada de longa data, a atriz e também gaúcha, Caroline Andrade (25), que é irmã de Pedro. Carol ajuda na grande maioria dos shows nas ruas passando o chapéu e vendendo CD’s (…).

Trajetória até São Paulo

A Picanha foi formada no Rio Grande do Sul em 2008 por jovens que sonhavam em viver de música. Lançaram seu primeiro CD, homônimo, em 2009. A capa se tornou um dos símbolos da banda – a figura de um índio que foi professor em uma aldeia indígena em Nonoai, Rio Grande do Sul, onde o pai de Chico o conheceu nos anos 80, através de um projeto para a faculdade. Quando lançaram o primeiro trabalho, Matheus ainda não integrava o grupo, passando a assumir os vocais somente em 2010, após a banda ter participado do concurso “A melhor banda daqui” — organizado pela cerveja Polar — do qual saiu vencedora com a música Oh Be My Baby, My Baby Blue. Como prêmio, ganharam a gravação de seu segundo álbum de estúdio, intitulado O Velho e o Bar, em referência ao livro O Velho e o Mar do escritor americano Ernest Hemingway. No mesmo ano, a dupla sertaneja Chrystian e Ralf regravou a música (presente no CD lançado em 2009), dando maior visibilidade à banda gaúcha. Nesse período, fizeram shows com casas lotadas em sua cidade natal, propiciando bons momentos, vídeos e documentários e alguns fãs.
Em 2011 surgiu a oportunidade de vir para São Paulo participar do congresso Fora do Eixo. Na ocasião, os integrantes se hospedaram em um dos campus da Universidade de São Paulo (USP). Lá, conheceram o paraense Samir Raoni, um artista, escritor e produtor cinematográfico de cabelos arrepiados e visual psicodélico que se tornaria um grande amigo, colaborador e incentivador da banda desde então. Ele foi um dos responsáveis por ajudar financeiramente na compra do gerador de energia para ligar os instrumentos na rua anos depois, atitude essa que nunca foi esquecida.
Após participarem do congresso, voltaram para o Rio Grande do Sul, retornando para São Paulo no ano seguinte, em Abril de 2012, em turnê por cidades do interior, e após ver que aqui teriam mais oportunidades, mudaram-se definitivamente no final do mesmo ano. Em 2014 criaram o projeto “Picanha na Rua”, que tinha por objetivo a divulgação da banda através de apresentações nas ruas do Centro de São Paulo. Desde então, foram mais de 300 shows. Durante esse período, todos moraram juntos no Edifício Planalto, mudando-se, ainda em 2014, para um prédio antigo no Vale do Anhangabaú que é conhecido por abrigar uma galeria de arte e residência artística no quarto e último andar, chamada Estúdio Lâmina. A partir de então, a banda passou a se apresentar regularmente nas ruas (…).

(…) Por sorte, o projeto “Picanha na Rua” coincidiu com a lei 15.776/2013 e o Decreto 55.140/2014, ambos do ex-prefeito Fernando Haddad, que regularizam as apresentações

dos artistas de rua na cidade de São Paulo, autorizando também, além da arrecadação voluntária de contribuições em dinheiro com o chapéu, a venda de materiais de autoria própria. Em Porto Alegre não existem leis similares e por conta disso eles se apresentavam somente em casas fechadas.

Os três integrantes começaram a tocar muito cedo, mostrando que a música foi algo que sempre os acompanhou, desde a infância até os dias atuais. Chico, o único membro original desde a formação da banda e um dos fundadores, junto com o antigo baixista Gordo Schmitt, começou a tocar violão aos sete anos de idade, quando teve que escolher entre ter aulas de futebol ou de música. Começou a ouvir rock ainda na escola. Mudou-se para Porto Alegre aos oito anos de idade, dando uma pausa em seus estudos musicais durante esse tempo. Aos 11 anos voltou a tocar e não parou mais, até que passou a dar aulas, ministrando o ofício de professor por cerca de 10 anos. Graduou-se em História, mas foi na música que encontrou sua verdadeira vocação. Filho único, seus pais sempre o apoiaram em relação à sua profissão e à banda. Típico pisciano que acredita em astrologia e coisas do destino, diz que ter encontrado Matheus não foi por acaso:

— Sabe quando você olha para uma pessoa e sente uma coisa boa, como se fosse de outra vida?
Os dois se conheceram durante um ensaio da Picanha, ainda na primeira formação da banda, quando Matheus estava trabalhando no local, e desde então possuem um vínculo de amizade muito forte e muito bonito. Não é somente a música que os une.
Matheus também ingressou na música ainda criança. Seu pai, Kiko Mendes, também era músico e o levava constantemente para acompanhar as viagens de uma de suas bandas. Aprendeu primeiro a tocar guitarra e depois bateria por influência do pai, já falecido. Costumava ficar durante o dia todo tocando na garagem de sua casa em Porto Alegre. Ser vocalista nunca foi algo que passou por sua cabeça, mas antes da Picanha já costumava cantar em bares e compunha algumas canções:

— Quando eu entrei para a banda o antigo vocalista tinha saído, e como ninguém se habilitava, eu fui na cara de pau eresolvi cantar.

Costumava ouvir discos antigos de seus pais, de bandas como Led Zeppelin e Beatles; dessa forma o gosto pelo rock n’ roll surgiu naturalmente. Lembra-se de seus primeiros shows à frente da Picanha de Chernobill, onde procurava se acostumar com a rotina dos palcos:

— No meu primeiro show com a Picanha eu lembro que me senti perdido, desajustado. Me sentia igual o Ozzy Osbourne correndo de um lado para o outro do palco. Também cantava em todo show como se fosse o último, me desgastava bastante.

Usando um sobretudo marrom para se proteger do frio naquela noite de Abril quando nos reunimos para conversar sobre as origens da banda, Matheus se assemelhou muito com Ozzy enquanto gesticulava sobre seu desempenho nas primeiras apresentações. Com apenas algumas aulas de canto, conseguiu transformar sua voz em algo que chama a atenção das pessoas.

O terceiro componente, Ratão, também começou cedo na música, aos 13 anos de idade, quando comprou sua primeira bateria:

– Meu pai comprou a bateria pra mim; na época eu trabalhava com meu irmão Lucas e, por conta disso, ganhava 60,00 por mês do meu pai, que acabou abatendo esse valor que me dava no preço da bateria. Isso durou quase dois anos.

Fez aulas somente durante dois meses nessa época, e depois foi chamado por um amigo para montar uma banda, chamada Artigo 171, que durou aproximadamente três anos. Com sete anos de idade fez aulas de violão, mas não se identificou, e quando pensou em tocar de novo, decidiu aprender outro instrumento, escolhendo a bateria. Lembra-se de, aos 10 anos, ouvir as fitas cassete de seu irmão, que continha músicas da banda AC/DC. Foi assim que descobriu o rock and roll. Em Passo Fundo/RS, cidade onde morou durante alguns anos, cursou faculdade de musica, porém não concluiu porque o foco do curso era licenciatura e, apesar de ter dado aulas de bateria durante três anos, sua vontade mesmo era tocar:

– Eu queria ter uma banda, não um canudo.

Ratão teve também algumas bandas de musica autoral e covers no Rio Grande do Sul antes de se mudar para São Paulo e fazer parte da Picanha.

Picanha na rua

Acompanhei a banda durante alguns meses em grande parte de suas apresentações na Avenida Paulista e região central, entre Abril e Junho de 2016.
“A arte de rua é democrática e livre, aqui tocamos para todas as pessoas, independente de gênero, opção sexual, credo, cor e classe social. As pessoas assistem e contribuem voluntariamente no chapéu porque gostaram do que viram”, diz Chico. A parte ruim, principalmente nos dias de verão, onde a chuva é certa em determinado período do dia, é que se o aguaceiro começa de repente não há tempo para guardar todos os instrumentos, podendo ocasionar a perda de alguns e, consequentemente, prejuízo financeiro. Quando isso acontece,
a preocupação dos integrantes em guardar tudo e levar para algum lugar coberto é perceptível, como aconteceu uma vez. Esse é um dos revezes de se tocar em um ambiente totalmente aberto. Também preciso mencionar o esgotamento físico causado pelo calor. Percebi que, assim como não é fácil tocar nos dias frios de inverno, pareceu-me mais difícil ainda para eles tocar nos dias quentes. Muitas vezes eles ficavam totalmente expostos àquele sol de Verão durante boa parte do dia. Apesar disso, os dias quentes são os que mais atraem o público para a Avenida Paulista e,consequentemente, os que mais enchem o chapéu (…).

Certo domingo um rapaz cumprimentou Matheus, elogiou a banda e perguntou o porquê do nome. O rapaz disse que estava com uma ucraniana e que por isso ficou curioso devido à palavra Chernobyl — usina na Ucrânia que ficou famosa por conta de um acidente nuclear em 1986. Na verdade, Picanha de Chernobill é um nome próprio e forte que chama a atenção e desperta a curiosidade das pessoas, mas Chico tem uma explicação:

— Chernobill é o mundo, a forma como o ser humano está destruindo a terra, mas Picanha é porque tem muita gente legal, muita coisa legal que rola apesar de todo o desrespeito que causam à terra.

(…) A banda se promove de maneira independente e o vasto material acumulado nesses anos é profissionalmente organizado. Os vídeos e documentários são feitos pela Airon Fidler Filmes, produtora de Chico e Matheus e de amigos que estão sempre ajudando a banda. O nome da produtora vem da segunda faixa do CD O Velho e o Bar, que inclusive ganhou um clipe feito em stop motion. O vídeo está disponível no canal da banda no Youtube, que já conta com mais de 100 mil visualizações, sendo o vídeo mais acessado o da música“Velhos Sonhos”, presente no mesmo CD, com mais de 23 mil cliques. Eles também possuem releases, matérias de jornal, vídeos e até mesmo uma espécie de portfólio com 20 páginas onde é possível conhecer a história da banda e sua trajetória, bem como ver algumas reportagens publicadas (…).

Em dezembro de 2016 a Picanha lançou, através de um financiamento coletivo, o terceiro disco, intitulado “O conto, a selva e o fim”. A banda começou a campanha de financiamento coletivo em Abril. Dependendo do valor, as doações eram presenteadas com brindes, que variavam de download do CD até aulas de guitarra e baixo com os integrantes, passando por camisetas feitas à mão e DVD’s da Airon Fidler Filmes. A gravação do CD novo foi possível
graças à venda do O Velho e o Bar nas ruas de São Paulo nos dias de apresentação. O dinheiro do financiamento coletivo se destinou, dessa forma, à masterização das músicas e prensagem do disco. A campanha durou cerca de dois meses, e a banda não só arrecadou o montante como ultrapassou o valor total estimado, chegando a absurdos 19 mil reais em doações do público.

Na contramão de algumas bandas, grupos e duplas da atualidade, O conto, a selva e o fim traz temas políticos e sociais, como machismo, racismo e desigualdade. No encarte do CD é possível ver uma dedicatória a ‘todos aqueles que estendem a mão’, em uma clara referência aos vários moradores de rua ao redor do Vale do Anhangabaú – alguns são amigos dos guris. O primeiro single do CD, Anhangabablues, fala justamente disso: “olhos fingem não me ver…”. Mesmo não sendo um álbum conceitual, as músicas possuem uma ligação e estão também conectadas à capa do CD, que é um casal fotografado na mesma reserva indígena em
Nonoai (RS), em 1980.

Mais perto da banda

(…) Chico mora em um apartamento no terceiro andar do prédio que abriga o Estúdio Lâmina, no Vale do Anhangabaú. Sua sala é repleta de quadros com grandes nomes do rock, como Kurt Cobain, líder da banda Nirvana, e bandas como Rolling Stones e Beatles (…) na parede dos quadros há também premiações da banda, como o já citado concurso “A melhor banda daqui”, e fotos das antigas formações.As molduras são todas coloridas, cada uma de uma cor diferente, e a quantidade é tanta que poderia quase cobrir uma parede inteira (…). Do lado esquerdo da sala há uma bonita estante de vidro com CD’s, muitos CD’s e DVD’s de bandas de rock; alguns são edições especiais. À frente da estante de vidro, sob uma espécie de suporte, estava a viola caipira, adquirida com o dinheiro das vendas do primeiro álbum (…)

Matheus, à época em que escrevi o livro, morava com Carol no quarto andar do mesmo prédio. Um filtro dos sonhos, artefato indígena, ficava pendurado no teto do quarto, dando um toque hippie ao local. O quarto, que ficava logo na entrada do apartamento, servia muitas vezes de sala para os visitantes. Perto da janela, uma mesa pequena para colocar algumas plantas e copos usados. Na única parede livre, que ficava ao lado da porta de entrada, havia fotos do casal e um suporte onde Matheus deixava seu baixo pendurado. Havia também fotos de algumas peças de teatro onde Carol tinha atuado e quadros de John Lennon, integrante dos Beatles. Em frente ao apartamento do casal havia outra porta que levava diretamente ao estúdio onde Chico e Matheus gravaram o terceiro CD, chamado Gerência (…).

Picanha tem política também

Vale do Anhangabaú, frente do prédio onde moram os integrantes da banda Picanha de Chernobill: é Abril de 2016, dia de votação pela abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Bandeiras, camisetas e balões vermelhos ocupavam toda a extensão do vale. Em meio a gritos de “Não vai ter golpe”, a manifestação pró-democracia defendia o direito de Dilma continuar na presidência, abominando o claro golpe que se daria a partir daquele dia. Com bandeiras do MST e de Che Guevara, o rock seguiu solto. Infelizmente, dias depois, uma fotógrafa da Folha de São Paulo noticiaria a apresentação da banda em uma pequena matéria sobre o que estava acontecendo em São Paulo quando os deputados votavam a favor ou contra o impeachment (…)

Além de participar de eventos e manifestações desse tipo, a Picanha também é conhecida por ceder seus microfones em algumas ocasiões para o político, economista e professor Eduardo Suplicy, quando eles têm oportunidade de encontrá-lo pelas ruas do Centro de São Paulo ou até mesmo na Avenida Paulista. Suplicy já conhece os músicos e demonstra gostar de cantar com eles. A música escolhida é sempre Blowin’ in the Wind de Bob Dylan, que é (e provavelmente será sempre) reproduzida após algumas falas do petista:

— É muito importante que nós realizemos ações, inclusive em nosso país, para diminuir a violência, a criminalidade, os assaltos, os roubos e os assassinatos, e para que isso ocorra é necessário que criemos instituições, instrumentos de política econômica e social que possam significar a realização de justiça, que possam significar de fato estarmos vivendo de maneira fraterna e solidária para que possa haver justiça e daí a paz. Os povos do mundo muitas vezes têm cantado nas ruas essa canção tão bela e eu gostaria de convidar todos a cantar conosco…

Quando o político se junta à banda, o público nas ruas aumenta consideravelmente, cantando em coro a música de Dylan.

A Picanha também participa de alguns programas de TV, gravados algumas vezes pelas ruas do Centro. O convite surge na maioria das vezes pela grande visibilidade que as ruas proporcionam. Eles já participaram de programas como “Programa Roberto Justus +”, “Programada Sabrina”, “Ouça – TV Gazeta”, “Programa do Ratinho” e “Revista da Câmara”, gravado na Praça Antônio Prado, centro de São Paulo, onde eu estive presente acompanhando (…).
Ano passado a banda fez também algumas apresentações importantes para sua carreira musical, como a participação no programa global Caldeirão do Huck, que deu a oportunidade da Picanha se apresentar pela primeira vez no festival de música Rock in Rio. Além disso, entre novembro e dezembro, a banda fez sua primeira turnê internacional, que passou pela França, Alemanha e Holanda. Dessa turnê, os guris trouxeram para casa, além de nova bagagem musical e cultural, a prensagem de “O conto, a selva e o fim”, em vinil, que pode ser adquirido nos shows da banda. Atualmente, a banda continua se apresentando aos domingos na Avenida Paulista e esporadicamente em bares, fábricas de cultura e algumas unidades do SESC. A agenda de shows pode ser encontrada no site oficial da banda (www.picanhadechernobill.com.br) e na página no facebook (facebook.com/picanhadechernobill).

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