A “Transcendência” do candomblé pelo olhar de Mek

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Em seu ensaio intitulado Transcendência, o fotógrafo Diego Coelho (Mek) nos traz a sua visão do espaço sagrado do candomblé, com fotos produzidas entre 2013 e 2016, a ideia é despertar o olhar de quem vê essas imagens, convidando a adentrar nestas manifestações metafísicas.

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As fotos trazem toda a força dessa espiritualidade, marcada pela ancestralidade africana, presente na força das expressões das pessoas fotografadas, tanto de quem assiste como de quem naquele momento recebe em seu corpo a presença de seu ancestral Orixá.

Com as imagens adentramos ao mundo do sagrado, que se diferencia de todo mundo exterior, o profano. Onde cada objeto, cada peça de roupa, cada música cantada e cada toque tem sua sacralidade afirmada. Olhando as imagens, entramos no movimento e dinamismo que marca o candomblé, nos convidando a dançar e a se deixar envolver.

O clima criado pelas fotos, nos leva a outro plano de realidade, em que Mek nos tráz sua visão, capturando os detalhes e momentos, que são únicos e belos, que é quando os Orixás vem a terra celebrar e dançar com seus filhos, unindo assim o espiritual e nossa realidade, transformando todo o ambiente.

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As fotos foram feitas por um impulso artístico e estético, mais que ainda assim, tornam impossível não ser afetado e não se deixar levar por toda essa energia ancestral que ali está presente.

(Texto por Marcos SJ – Fotografias por Mek)

Criador da SOUL ART, produtor audiovisual da FECAP, fotógrafo, diretor de arte, músico e vegetariano. Pratica a arte de enxergar poesias escondidas entre os pequenos detalhes da vida, com uma pitada de adrenalina, e tem certeza que sua vida faz parte de um filme metalinguístico.

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