Mas é igualzinho ao Uncle Oscar!

Reza lenda que Margareth Herrick ao ver o nosso conhecido careca dourado, simpatizou com a cuca lustrosa, que num momento de assombro misturado com emoções da infância lá no velho oeste americano exclamou “Mas é a cara do tio Oscar!”.

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Fato consumado estava batizado a figurinha anual que faz com que as celebridades gastem milhares de dólares em seus Dior ou Armani para a premiação do Academy Awards.

Se você perdeu o tombo da Jennifer Lawrence, sim, a Katniss de Jogos Vorazes, ou a elegância da gravata borboleta preta purpurina do Jamie Foxx (<3) não se desespere, provavelmente muitos memes surgirão no facebook.

Vestidos a parte, para quem não sabe, o Oscar é uma das cerimônias cinematográficas mais antigas, tendo inspirado o Globo de Ouro e o Grammy, não tão cult como o Festival de Cannes, a primeira entrega aconteceu em 1929, no auge de muitas tecnologias e invenções fílmicas que hoje são muito comuns na forma de se filmar e durante a Grande Depressão.

O Oscar vai mesmo muito além do glamour e das roupas bonitas, apesar do destaque que se deu a apenas isso em muitas edições passadas, o que acontece é que também não podemos nos esquecer de que existe uma história da moda por trás disso tudo, então, não apenas nós mulheres adoramos ver o Red Carpet, e sim, todos que compreendem que não é apenas uma simples indústria têxtil.

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Sabemos que o mais esperado ao termino da noite é saber quem ganhará o “Melhor filme”, porém existe outro ponto que não é mais tão glorificado como antes. Se falarmos em termos das raízes do cinema, as categorias de Efeitos Visuais, Mixagem, Roteiro e Fotografia nos lembram do começo da sétima arte, em que apenas uma câmera na mão, uma boa luz, uma boa história e uma orquestra faziam a magia acontecer.

É claro que hoje depois de um Aventuras de Pi (Life of Pi, 2012), todo mundo vai querer ver uma baleia saltando num azul infinito e fluorescente no cinema 1000D mais próximo. Mas, essas “pequenas” categorias é que fazem filmes como esses se eternizarem em nossos sonhos. É a atenção aos detalhes que fizeram jovens, como um Spielberg aos 20 anos dirigirem um filme em 15 dias, ou seres de outro planeta como Kubrick que nos permitiram ir além do que os olhos podem ver. É enxergar esse momento criativo que fizeram Ben Affleck e Anne Hathaway crescerem como pessoas e profissionais, que dedicam a sua vida em nome desse “ilusionismo”.

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O Oscar procura premiar em reconhecimento a excelência do Cinema os “melhores” diretores, atores, roteiristas etc. É claro que a preferência acaba sendo americana, pois é uma criação americana, para isso a categoria “Melhor filme estrangeiro”, as coisas não se misturam nos EUA, não é? Porém, o mesmo idoso Oscar já teve filhos, sua versão Oscar Juvenil encerrado em 1960 premiava as atuações de atores jovens com menos de 18 anos (viu Quvenzhané Wallis, você teria ganhado).

Portanto, não pense na mesmice que o Oscar é apenas puro entretenimento, ele também o é, porém no cinema não há limites para a criação e imaginação. Esses atores, diretores, roteiristas, mixadores, maquiadores e figurinistas são responsáveis por aquele momento só seu. De poder sair da sua rotina e se telestransportar sem sair da cadeira para mundos infinitos onde o imaginário não tem fim.

Adamantinense da terrinha do velho oeste paulistano. Formada em Ciências Sociais, mas nas horas vagas pensa dançar como o Michael Jackson e brinca de escrever como a Clarice. Adora viajar no mundo literário, fazer auto-maquiagem e conhecer cafeterias novas. É escritora de um futuro romance, já publicou uma tese sobre Vampiros e atualmente se dedica ao jornalismo literário. É antropóloga, contadora de histórias, sapateadora, dobradora de origami e colecionadora de cartões de restaurantes. Sempre disponível para ver um bom filme daqueles que dá uma cócega cerebral ou testar uma receita nova para cozinhar.

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