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Na estreia da série de entrevistas intitulada “Papo de Visão”, a cantora e compositora sul mato-grossense, de Campo Grande, conversou com a SOUL ART numa tarde pra lá de proveitosa em São Paulo. O vídeo da entrevista na íntegra acaba de ir ao ar no nosso canal do YouTube , e o que ficou de fora da edição você lê aqui.

A calmaria da Praça da Nascente, em Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo, foi o palco perfeito para receber a artista Marina Peralta, que gentilmente aceitou nosso convite para estrear a série de entrevistas. A tarde amena de outono, ainda que banhada por um brilhoso Sol, em parceria com o ar silencioso da região, conferiu à cena requintes de calmaria, como se agente nem estivesse em São Paulo. Foi assim que passamos um tempo com Marina, conversando sobre vida, arte, resistência, novos trabalhos e vivências.

Os assuntos, por mais diversificados que fossem, esbarram, obviamente, em pautas pessoais, que dizem respeito à vida da cantora e, como diferente não poderia ser, sociais e políticas, conversando com o momento atual no qual vivemos. Há pouco tempo, Marina tornou público o fato de se mudar para São Paulo, cidade onde já reside atualmente, e quando perguntada a respeito dessa mudança, ela entende como algo “puramente prático”, porque, na maior capital do mundo, ela consegue trabalhar melhor a sua agenda, fazendo “vários shows num mesmo mês e cidade”, por exemplo.

Ela enaltece Campo Grande, sua cidade natal, e pontua que grande parte de seus fãs estão aqui em São Paulo, se for levada em conta a proporção geográfica das duas cidades.

“Não tem como negar. As pessoas estão aqui. Muitas das pessoas que eu quero trabalhar, que eu tenho trabalhado, as oportunidades, as conexões, as possibilidades e espaços estão aqui.”

A respeito do seu novo disco, o “Leve”, você confere mais informações assistindo ao programa Papo de Visão #1 na íntegra, mas, pra pincelar, quando perguntada sobre o fato de estar se apresentando com mais de uma banda, ela explica que “são projetos diferentes, com bandas diferentes”. Ressalta que ficou bastante tempo trabalhando com a antiga banda e que a mudança foi muito bem aceita por todos os integrantes, que a encorajaram a seguir em frete, rumo a novos projetos e formatos. Ela aproveita pra comentar o fato de abordar, neste novo disco, outras vertentes musicais, como o samba, o que evidencia um novo momento, talvez um amadurecimento da sua persona artística, ainda que a intenção seja “sempre dialogar”, como ela ressalta. 

OUÇA O EP “LEVE”, DE MARINA PERALTA

“Eu não sou cantora de reggae. Eu sou cantora”

O momento político atual, cenário que não dá pra ficar de fora, também foi pautado entre nós, da Soul Art, e Marina. Ela crê que a gente “vive um momento muito grave. Muito grave. Me arrepia falar. Nem acredito que eu estou viva, vivenciando isso, algo que eu lia nos livros”. Nesse gancho, ela vê o contexto como importante para que a esquerda, principalmente, se reorganize, deixando de lado pequenas rupturas dentro dos movimentos sociais, e “ter coragem de enfrentar as nossas diferenças, superar problemas pessoais e pensar estratégias de luta maduras, significativas, e fazer com que a gente consiga voltar para a base”. Para ela, a militância não faz sentido se não é possível acessar a humanidade das pessoas.

“Eu sinto que a gente — me posicionando como esquerda — levou um rola, erramos bastante e as eleições mostraram isso no segundo turno.”

Nesta matéria você leu o que ficou de fora do corte do primeiro episódio da série Papo de Visão, o novo programa de entrevistas da SOUL ART.

Estreamos o programa conversando com a cantora e compositora Marina Peralta a respeito de arte, cultura e sociedade. Quer ver o Papo de Visão completo? Você pode assistir a entrevista na íntegra em www.youtube.com/soulartvideos ou dando play no vídeo abaixo:

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