Vive la fête – Noir désir
segunda-feira, maio 3rd, 2010Uma brincadeira com a música Noir Désir do duo francês Vive la fête.
Uma brincadeira com a música Noir Désir do duo francês Vive la fête.

“Um amigo me disse, certa vez, que
o maior erro que podemos cometer…
é acharmos que estamos vivos…
quando, na verdade, estamos dormindo
na sala de espera da vida.
O segredo é combinarmos as habilidades
racionais da vida desperta…
com as possibilidades infinitas
de nossos sonhos.
Se soubermos fazê-lo,
poderemos fazer qualquer coisa.
Já teve um emprego que odiava
e ao qual se dedicava muito?
Depois de trabalhar o dia todo, você
chega em casa, deita e fecha os olhos.
Aí você acorda e percebe que o dia
de trabalho havia sido um sonho.
Já é ruim o bastante que vendamos
nossa vida desperta por um…
salário mínimo, mas, agora, eles
ficam com seus sonhos de graça.”
Como acordar de um sonho? Imagine viver dentro de uma vida feita de encontros entre pessoas reais em um ambiente imaginário, com a possibilidade de conversar intensamente sobre diversos estados da consciência, a existência humana, o papel da religião e o poder do pensamento movendo nossas ações; em um discurso pesado, baseado em várias teorias de grandes pensadores da história.
Waking Life, de Richard Linklater, além do texto intenso, é uma animação feita com a técnica de rotoscópio, ou seja, a partir das filmagens originais, cada minuto da edição final requereu dos animadores cerca de 250 horas de trabalho.
Baixe, compre, alugue ou empreste. Recomendadíssimo.

Sigur Rós é uma banda islandesa de post-rock, com elementos melódicos, clássicos e minimalistas, conhecida pelo seu som etéreo, puro, delicado, elevado e pelo falsete do vocalista, Jónsi. Em islandês Sigur Rós significa “rosa da vitória”, e pronuncia-se “si ur rous”, ou ['sɪɣʏr rous] no Alfabeto Fonético Internacional.

Heima significa “em casa”. No verão de 2006, Sigur Rós volta para o seu lar após uma turnê mundial. E para a surpresa de seu fiel público, a banda anuncia uma série de concertos gratuítos: “Sigur Rós, Islandstur 2006″, passando por dezesseis cidades ao todo.

Filme com 97 minutos, absolutamente fantástico, pois não se trata de captar apenas uma atuação da banda e colocá-la em DVD, mais do que isso, “Heima” exibe imagens gravadas por todas as dezesseis cidades, o cotidiano em vilarejos, a vida comum de pessoas comuns, e a história da banda comentada em intervenções pelos próprios integrantes.

Belíssimo registro que nos deixa a possibilidade de compreender um pouco sobre a cultura Islandêsa e toda a beleza artística do Sigur Rós, jóia da mais rara.

Download: Sigur Rós – Heima.avi (Torrent)
Deraldo (José Dumont), poeta popular do Nordeste, chega a São Paulo, sem lenço nem documento, sobrevivendo apenas de suas poesias e folhetos. Tudo vai muito bem até ele ser confundido com um operário de multinacional, que matou o patrão em uma festa onde recebeu o título de operário símbolo. Deraldo é perseguido pela polícia e perde sua condição de cidadão.

(Deraldo José da Silva)
Eu sou poeta mesmo rapaz.
Sou poeta, violeiro e repentista.
E quem despreza essas canções,
desconhece a grandeza de Camões;
e não sabe dá valor a um artista,
ignora que a vitória é uma conquista
e na vida só terá decepção.
Quem trata o povo com desdém,
se atrasou nesse mundo e não entende:
que é na força, na mente, e na união,
a semente é a força que o povo tem.
Filmado em São Paulo, “O homem que virou suco” retrata cenas do cotidiano de nordestinos que viviam nas favelas da grande metrópole paulista, que a cada dia, se adaptava a um futuro moderno e promissor. A narrativa se passa em 1979, ano em que foi entregue ao público o trecho que liga a Praça da Sé ao Brás (Linha vermelha – Leste/Oeste), grandes projetos que só foram possíveis graças a força de trabalho de Josés, Severinos, assim como o poeta Deraldo.
Ficha técnica
Título Original: O Homem que Virou Suco
Gênero: Drama
Classificação etária: 16 anos
Tempo de Duração: 95 minutos
Ano de Lançamento: 1981
Estúdio/Distribuidora: Raiz Filmes
Direção: João Batista de Andrade
Elenco
Aldo Bueno
Rafael de Carvalho
Ruthinéa de Moraes
Denoy de Oliveira
Dominguinhos
José Dumont
Ruth Escobar
Vital Farias
Barros Freire
Célia Maracajá
Renato Master
Luís Alberto Pereira
Pedro Sertanejo
Fonte: Filmes Brasileiros
Download: TORRENT

Sergei Eisenstein
Aproveitando o gancho da aula de história do cinema do 4° semestre de Produção Editorial, vou dar início a seção “Cinema” deste blog. Na verdade, esta seção deveria chamar-se “Clássicos do cinema”; ou até quem sabe: “História da Rússia e toda sua contribuição para o cinema mundial”, mas como o soulart.org é bem amplo, vamos começar com pequenas doses de grande efeito cultural:
Filmado em apenas dois meses, “O encouraçado Potemkin” (Bronenosets Potyomkin) de Sergei Eisenstein, foi montado em 1925 com um extraordinário apuro técnico, cenas cujo rítmo supera, com folga, qualquer clip pós-moderno da geração MTV.
Sob encomenda para comemorar os 20 anos da Revolução Russa; parte de um fato histórico de 1905 – rebelião de marinheiros de navio de guerra – para criar uma obra universal que fala contra a injustiça e sobre o poder coletivo que há nas revoluções populares.
É dividido em cinco partes que se ocupam em provocar uma situação de espaço-tempo onde todos os pormenores apresentam um significado a ser apreendido pelo espectador. De forma a transcrever ideias complexas e ideologias profundas, Eisenstein chegou ao uso de técnicas de montagem inspiradas nos ideogramas orientais. Se determinado ideograma significa “telhado” e outro, “esposa”, a união dos dois é lida como lar. Desta forma, é o choque entre duas imagens aparentemente díspares que cria o impacto, o sentido a que se quer chegar.
A clássica cena na escadaria de Odessa é a quarta parte do filme. As cenas iniciais banhadas em luz e alegria são substituídas pelas imagens chocantes de repressão violenta pela guarda do Czar. A própria escada já traz, em si, um símbolo da cruel hierárquica social e política, da diferença entre as classes. A cena da mãe assassinada, cujo carrinho de bebê desce degraus abaixo, é sempre citada como uma das mais famosas da história do cinema.
Eisenstein foi precursor no uso de efeitos especiais, usou contrastes e relações de corte e montagem que ainda hoje servem como base para a realização de filmes experimentais. Comprem, aluguem, emprestem, baixem… façam como preferir, mas não deixem de assistir!